Pular para o conteúdo principal

Viva SÓ o teatro?

quando me meto a refletir na importância do teatro na sociedade, tendo a dar de ombros a mim mesmo.
estudo o teatro. tendo compreendê-lo. captar suas especificidades. suas manhas. atuar.
é difícil. é sumamente difícil CAPTAR o que está por trás do ser ou não ser. torná-lo cena. corporificar uma intenção potente. entender o teatro é outra lide, tão ou mais árdua. e tanto há para ler.
mas, assim como fassbinder, não consigo me imaginar preso apenas a ele.
pois assim como curto as especificidades do teatro nada me faz crer que o cinema e a tv não tenham as suas próprias e que assim sendo possam ser tão ou mais interessantes para mim.
diria que por enquanto o teatro é o lugar em que mais me acontece.
dizem que levo jeito para um certo tipo de palhaço. que meus movimentos têm um timing cômico. que minha seriedade contrapõe-se a situações hilárias. não sei.
busco o teatro em parte para melhor me aceitar.
busco também para fazer amizades.
busco também para não ficar sozinho quando a noite chegar.
e busco, ainda mais, para enlevar algo meu ao nível de algo teatral.
mas não viva SÓ o teatro. viva a arte em geral.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Gargólios, de Gerald Thomas

Da primeira vez que assisti a Gargólios, do Gerald (Thomas), na estréia, achei que não havia entendido. Alguns problemas aconteceram durante o espetáculo (a jovem pendurada, sangrando, passou mal duas vezes, as legendas estavam fora de sincronia, etc.) e um clima estranho parecia haver tomado conta do elenco - ou pelo menos assim eu percebi. De resto, entrei mudo e saí calado. Mas eu já havia combinado assistir novamente o espetáculo, com a Franciny e a Lulu. Minha opinião era de que o Gerald, como de praxe, iria mexer no resultado. Por isso, a opinião ficaria para depois. À la Kant, suspendi meu juízo. Ontem assisti pela segunda vez ao espetáculo. E para minha surpresa muito pouco mudou. Então era isso mesmo. Lembro de que minha última imagem do palco foi ter visto o Gerald saindo orgulhoso. A Franciny disse meu nome a alguem da produção, pedindo para falar com o Gerald. Ele não iria atender, e não atendeu. Lembro-me agora de Terra em trânsito, a peça dele com a Fabi (Fabiana Guglielm...

29/7 (a partir de 28) - Teatro e artes

Ontem, ao ouvir o Gerald, quanto a como coloca a musica (depois), e depois ainda, ao ver uma musica passando pela partitura (e me deixando uma impressao de impossibilidade de traducao em algo mais), percebi que a arte finalmente havia voltado a assumir um lugar inextrincavel em mim. Finalmente percebi novamente que ela existia em mim para algo alem da minha vida, e percebi tambem que qualquer motivacao extemporanea (tipo celebridade, valor em si, razao) para ela era, alem de inutil, irrelevante. Percebi isso e na hora me libertei de coisas ao meu redor imensas, que me faziam sentir amargurado por um peso muito grande. Como se eu DEVESSE atribuir algo aa minha vida por me sentir pequeno demais para tudo o que investi nela. Isso fez com que eu tambem entendesse que, quando QUALQUER COISA for bem feita, ja EE arte em si, e por isso mesmo entendi o valor da edicao no cinema, da atuacao, da luz e tudo mais. Tudo adquiriu de repente um valor maior, para alem da vida inclusive.

Peças novas

Terminei uma peça sobre suicidio. Estou fazendo pelo menos oito novas, em simultaneo, sobre diversos temas. Estou me familiarizando com a nova musica mundial, especialmente na intercessao entre classica e eletronica. Logo devo comecar a compor com meus meios, bastante limitados mas corretos para minha situacao atual. Estou muito produtivo, o que acaba saindo nos intersticios das atividades costumeiras, para ganhar a vida.