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"Te vejo por aí" (de Jarbas Capusso Filho, direção de Marcos Loureiro)

Fui apresentado pela primeira vez aos textos do Jarbas pelo próprio Loureiro numa oficina em que ele usou "Meu cão gosta de bebop" como texto para ensaio.
O Jarbas tem um texto ágil e bem-humorado, como vários de nossos colegas, mas também tem a característica de dar vazão ao aprofundamento dos personagens, em caso de o ator querer ir bem mais longe.
A peça-cena de Jarbas trata do encontro na casa de um amigo de um cara com um tumor que está arrumando os livros para ir embora - quando ao final não leva nada. Foi interessante ver como os caras resolveram o desafio dos livros no palco (a cena anterior tinha dezenas deles).
Um dos amigos, vestido de Batman - por causa de um emprego num supermercado -, muito animado com alguma coisa - ou porque ele é mesmo assim, tenta animar o tempo todo o outro amigo. Até surgir a deixa do tumor e tudo parece assumir ares de déja vu. Sabemos o fim. Só não sabemos como será.
Eles se despedem. Duas vezes. Batman chora.
Por vezes, fiquei meio desatento, algo havia que me levou a isso. Mas foi legal, gostei. Cheguei a quase me emocionar.
O pessoal do Quinta em cena só dá socos no estômago. Poxa vida.

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