Pular para o conteúdo principal
a matéria que saiu na folha esta quinta toca num tema abordado en passant por lehmann
qual seja, o anacronismo combinado com a necessidade do teatro nos dias de hoje
o teatro é anacrônico - não parece acompanhar a evolução dos mídia
o teatro é necessário - busca experiências que os outros media não conseguem oferecer
daí a pós-dramaticidade. ao que parece, é daí que ela surge, digamos, fenomenologicamente
sua necessidade
ocorre que no livro o sérgio carvalho já parte pela desqualificação
e só é possível abordar o tema com mais calma sopesando os fatores
sob tal ponto de vista, e concordando com cronin e outros (como janvier), beckett seria o último dos modernos
em que o texto é o centro
em que a cena se mantém, ao menos sob sua forma primeva
mas em que o atomismo, o anti-individualismo, a distância ocorrem pela primeira (?) vez de forma sistemática - e portanto, assim sendo, em que retêm a atenção
sai-se de beckett respirando algo que supera os séculos XIX e anteriores, mas que bebe das consequências do XX.
o que se pode esperar dele, sob tal ponto de vista, em comparação com abordagens multimídia, que parecem porém descansar, em grande medida, em pressupostos ainda mais antiquados? espera-se uma superação não encontrada? melhor optar pela ruptura, tal como ocorreu? acreditar ainda nos meios propostos pelo irlandês meio francês?

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Gargólios, de Gerald Thomas

Da primeira vez que assisti a Gargólios, do Gerald (Thomas), na estréia, achei que não havia entendido. Alguns problemas aconteceram durante o espetáculo (a jovem pendurada, sangrando, passou mal duas vezes, as legendas estavam fora de sincronia, etc.) e um clima estranho parecia haver tomado conta do elenco - ou pelo menos assim eu percebi. De resto, entrei mudo e saí calado. Mas eu já havia combinado assistir novamente o espetáculo, com a Franciny e a Lulu. Minha opinião era de que o Gerald, como de praxe, iria mexer no resultado. Por isso, a opinião ficaria para depois. À la Kant, suspendi meu juízo. Ontem assisti pela segunda vez ao espetáculo. E para minha surpresa muito pouco mudou. Então era isso mesmo. Lembro de que minha última imagem do palco foi ter visto o Gerald saindo orgulhoso. A Franciny disse meu nome a alguem da produção, pedindo para falar com o Gerald. Ele não iria atender, e não atendeu. Lembro-me agora de Terra em trânsito, a peça dele com a Fabi (Fabiana Guglielm...

29/7 (a partir de 28) - Teatro e artes

Ontem, ao ouvir o Gerald, quanto a como coloca a musica (depois), e depois ainda, ao ver uma musica passando pela partitura (e me deixando uma impressao de impossibilidade de traducao em algo mais), percebi que a arte finalmente havia voltado a assumir um lugar inextrincavel em mim. Finalmente percebi novamente que ela existia em mim para algo alem da minha vida, e percebi tambem que qualquer motivacao extemporanea (tipo celebridade, valor em si, razao) para ela era, alem de inutil, irrelevante. Percebi isso e na hora me libertei de coisas ao meu redor imensas, que me faziam sentir amargurado por um peso muito grande. Como se eu DEVESSE atribuir algo aa minha vida por me sentir pequeno demais para tudo o que investi nela. Isso fez com que eu tambem entendesse que, quando QUALQUER COISA for bem feita, ja EE arte em si, e por isso mesmo entendi o valor da edicao no cinema, da atuacao, da luz e tudo mais. Tudo adquiriu de repente um valor maior, para alem da vida inclusive.

Peças novas

Terminei uma peça sobre suicidio. Estou fazendo pelo menos oito novas, em simultaneo, sobre diversos temas. Estou me familiarizando com a nova musica mundial, especialmente na intercessao entre classica e eletronica. Logo devo comecar a compor com meus meios, bastante limitados mas corretos para minha situacao atual. Estou muito produtivo, o que acaba saindo nos intersticios das atividades costumeiras, para ganhar a vida.