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escrevo aqui que me arrependo. me arrependo de haver dado atenção a um babaca que se irritou com um comentário meu a respeito de uma peça dele ou mais especificamente a respeito da atuação do elenco. me arrependo e me penitencio. não faço mais isso. não dou trela a quem não dou importância.
precisarei depois retomar os comentários com resta pouco a dizer, dos irmãos guimarães, com beckett e performances (que convenhamos não me convenceram, mas tudo bem). quando for possível, dadas minhas prioridades. e à espera dos dialogues of the dead, com o baudelaire jones.

Um ajuste de contas que não se realiza

Corações Under Rocks Texto: Márcio Américo. Direção: Lúcia Segall. Com: Nelson Peres e Márcio Américo. 55 min. 14 anos. CCSP. Sala Paulo Emilio Salles Gomes. Existe, no variadíssimo elenco de peças que povoa os palcos paulistanos, e há tempos, uma proliferação de espetáculos de baixo orçamento em que o destaque está concentrado quase exclusivamente no texto, tendo como suporte o universo de uma certa platéia. Seja de autores estrangeiros, seja de autores nacionais pouco conhecidos, alguns desses espetáculos concentram sua atração em praticamente o mesmo mote que os já costumeiros stand-up que proliferam pelo centro e bairros: humor fácil e escatologia. Nesses espetáculos o enredo é então às vezes quase uma desculpa para os atores-comediantes brilharem - ou tentarem - sem com isso esgotarem os temas abordados. Corações Under Rocks, de Márcio Américo, encaixa-se nesse perfil de espetáculo. Um reencontro de um autor premiado em sua juventude com um ator que hoje se dedica ao stand-up é o ...
sobre o teatro de gerald thomas ninguém que o conheça minimamente pode negar que o gerald seja sensível. ele é SUPERsensível. por exemplo, ele percebe antes do que qualquer outro uma leve mudança do ar condicionado. mas ele reaje violentamente. grita, mandando que o ar seja mexido. esse é outro aspecto do gerald que ninguém nega: seu modo de ser violento. não propriamente fisicamente - embora até fisicamente -, mas de uma agressividade latente. os textos do autor gerald são de uma incontornável tendência às remissões. ora isso remete ao fausto, ora isto remete a beckett, ora a julian beck, etc. e muitas dessas remissões remetem a movimentos, momentos atuais. ninguém nega também que para gerald a política e a política dos corpos possua interesse especial. política dos corpos, aquela de foucault. guantánamo o gerald não se convence com guantánamo, com o fato de o SEU PAÍS (o dele, os estados unidos) terem idealizado essa prisão-modelo, em que se prende quem não se tem autorização para pr...

Peças não comentadas

não na ordem: "Vestido de Noiva", Os Satyros, no Itaú Cultural, apresentação única. Expliquei ao Ivam o porquê. "Rosa de Vidro", de João Fábio Cabral, em Satyros 2. Foi muito forte para mim, bloqueei. "Um Lugar de Sarah", de Sônia Lopes, no Viga. Várias vezes, tudo tornou-se próximo demais, forte demais, íntimo demais. Bloqueei. "Walkiriana", de Lulu Pavarim, com Angélica Angelucci, no CCultural São Paulo. Muito confuso, por extremamente próximo e polêmico. (teve também filmes, mas agora não cito)