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oresteia I, de ésquilo, direção roberto alvim

(restou muito pouco a apreender e a dizer, mas o problema foi meu) assisti oresteia i, do ésquilo, no noir, com direção do roberto alvim. não sei se foi porque a galdino desceu a lenha em dois babacas que estavam gargalhando, sei lá por quê, ou pela complexidade do texto, ou porque eu estava nas nuvens, mas o fato é que não consegui entender nem aproveitar. uma pena, pois - soube depois - fora o último dia. a história gira em torno de clitemnestra, cuja filha fora morta como sacrifício para que orestes ganhasse a guerra de tróia, e que passou a trair o marido. ele descobre e ela o mata. não há ação na encenação. nem a morte aparece - orestes permanece de pé. bom, como eu disse, fiquei a ver navios. não consigo comentar muito mais. pena.
viajei nessa peça do ésquilo. não consegui me concentrar. não sei se porque a galdino falou o que falou para uns babacas na plateia antes do espetáculo (e senti que isso a afetou profundamente) ou se pela complexidade do texto ou pela encenação. sei apenas que não consegui me concentrar. foi uma pena, pois - soube depois - fora essa a última apresentação. como sempre, eu queria ver de novo. mas desta vez não iria poder ser. a trama envolve

ontem oresteia I, mas comento depois

ontem assisti oresteia I, no club noir, com a galdino e cia, direção roberto alvim. foi legal, mas aconteceu de novo essa tristeza de ter de conviver com público mal-educado. levaram na chincha, pelo menos. na peça em si eu boiei bastante. não sei por quê. acho que algo me distraiu. mas foi bonito, sim, e logo comento (não venho tendo tempo).

trono

ontem, conversando com a val e a ka, e encontrando um produtor e um ator, deu para ter uma visão mais distanciada do meio não serve de nada entronar ninguém. o teatro funciona independente de qualquer frufru. aprender, sempre. entronizar, jamais.

Rock'n Roll, de Tom Stoppard (lendo)

eu já nutria algum interesse pelo checo que vive na inglaterra quando vi a peça rock'n roll na cultura. lembro-me de haver comprado, mas não sei mais em que ponto do apartamento está. passaram-se alguns anos e algumas coisas aconteceram. primeira foi ler umas entrevistas do vaclav havel num livro achado em sebo (e que perdi no aeroporto). comprei um novo exemplar num sebo pela internet. a trajetória da democracia checa após a invasão russa é fascinante. soube então da banca the plastics (.esqueci.) of the universe. pensei em fazer algo a respeito. o stoppard já havia feito. é a peça a que me refiro. um libelo a favor da liberdade, usando o rock como pano de fundo e como afirmação da liberdade. apareceram algumas das peças do stoppard traduzidas. rock'n roll é uma delas. o estilo do stoppard não me agrada muito. ao que parece, há muito dito nessas linhas, mas me cansa ter de ir atrás para perceber o que é. mesmo assim, alguma atração exerce. estou na metade. vocês viram...

enigma

é terrível viver movido a adrenalina. é como se a vida, simplesmente bem vivida, não fosse suficiente. a gente se coloca mais e mais à margem da normalidade a ponto de estranharmos quando as coisas surgem sem fricção, sem atrito. aprontar-se para uma apresentação, naquilo que envolve gente e personalidades as mais diversas, é algo complexo. ainda mais quando o heat cruza a esquina, correndo atrás de nós, que fugimos como desesperados de contas no negativo e de fracassos no ensaio e no palco. sofre-se muito, mas ganha-se muito mais. problema é não conseguir coadunar horários. ainda mais quando surgem outros problemas de ordem mais prosaica, em nossas residências, que é aquilo a que me refiro. dormir bem não é apenas uma necessidade, nesses casos. é fundamental. nossos corpos são que estão em evidência, nossos reflexos, nosso élan ou nosso tônus. caio fora pensando em como melhorar ou emburacar o que já existe. que já existe por si. mas que precisa de algo mais para ampliar os horizon...