<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343</id><updated>2011-10-16T12:39:46.069-07:00</updated><title type='text'>Comentários sobre teatro</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>78</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-5013520242321399839</id><published>2011-10-16T12:29:00.000-07:00</published><updated>2011-10-16T12:39:46.121-07:00</updated><title type='text'>Oxigênio (Ivan Viripaev)</title><content type='html'>Pouco a dizer. Não consegui entrar na peça.&lt;br /&gt;Muito texto, muito, muito, quase demais. Referências à fé, à violência do trato com o outro, à busca desesperada por algum sentido, à contemporaneidade líquida (Bauman, aqui?).&lt;br /&gt;Muito movimento, rock básico, efeitos mínimos de luz, tudo meio chapado. No fundo, não gostei.&lt;br /&gt;Mas entendo que ando meio por fora do panorama mundial e daquilo que a arte contemporânea pode querer dizer. Talvez seja só eu mesmo por fora. Talvez a leitura para outros seja bem mais palatável. Para mim, foi difícil. Também porque lembrei-me dela repetidas vezes. Muitas vezes.&lt;br /&gt;Não supero, não superei, ainda.&lt;br /&gt;Ficou a superficialidade do comentário. Outro dia, outro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-5013520242321399839?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/5013520242321399839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=5013520242321399839' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/5013520242321399839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/5013520242321399839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/10/oxigenio-ivan-viripaev.html' title='Oxigênio (Ivan Viripaev)'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-4360729677695823823</id><published>2011-10-12T09:28:00.001-07:00</published><updated>2011-10-12T09:36:02.713-07:00</updated><title type='text'>Rodrigo Bolzan</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Quando e como você se descobriu ator? Você se sentiu lutando com outra opção ou desde cedo já sabia que o seu destino seria esse?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Como nunca pensei de verdade em fazer outra coisa da vida, dá para dizer que foi fazendo o verde na pecinha da escola aos 5 anos, depois no ano seguinte tive certeza quando dividi o papel&lt;br /&gt;de vento com mais dois colegas; acho destino palavra meio ruim para esse caso, acho mesmo que tudo pode mudar, mas a luta para se manter numa profissão não é exclusividade de quem escolhe ser artista, acho importante reavaliar caminhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Você já quis ser como determinado ator? Quem foi (ou é) esse ator? O que ele tem de especial?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A gente vai vivendo e fazendo isso, tudo ao mesmo tempo; sempre quero ser o ator que gosto de ver em cena, ou atriz.... Vejo muito teatro, um tanto de cinema e cada hora quero ser parecido com um. A especialidade dele(a) em geral é fazer algo muito especial utilizando recursos pouco reconhecíveis, é querer me fazer ficar vendo pelo tempo que durar a situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Como ator, você busca viver o papel ou, com um certo distanciamento, vivenciá-lo? Por quê? Quais você considera que são os principais riscos em ambas posturas?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Acho difícil entender o que vc quer dizer com essa diferença..."viver ou com certo distanciamento vivenciá-lo"... A ideia de personagem/papel é algo que vive um profundo movimento e em poucas palavras a resposta soa clichê e apenas tangencia uma questão assim. Mas viver é do que se trata em qualquer cena. Fazer daquilo um momento vivo, diferente de qualquer outro tempo, para quem atua e para quem assiste; sobre distanciamento como técnica de atuação não me arriscaria a responder, mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Qual autor você ainda não encenou mas gostaria com toda paixão? Qual é a prova dos nove para se saber se um autor é bom o suficiente para ser encenado com dedicação?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Dizer um autor a se montar com paixão, bom , adotar um autor envolve paixão, em algum momento. Talvez tenha que dizer Beckett, paixão para vida toda. Mas prefiro pensar nos que ainda vou conhecer. A prova dos nove é prática e a de sempre. Ler a obra, isso em geral acontece junto ou por intermédio de algum parceiro antigo de vida/trabalho; mas saber se é o caso de virar cena, só testando, gastando o texto o mais que der.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O que você busca num diretor? O que te motiva a trabalhar com ele? O que você não aceita de forma alguma (há algo nesse sentido)? Você prefere ser dirigido de perto ou deixado à vontade para procurar o tom certo?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O critério para ser dirigido é o mesmo pro autor, envolve confiança, admiração, parceria que permite ouvir coisas ruins que o outro vê no seu estar em cena; os diretores que ficam perto por mais tempo são os que geram os trabalhos mais consistentes, não tenho nenhuma dúvida de que se faz necessário uma certa obssesão para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Você já atuou com diretores iniciantes? O que você preza que qualquer diretor tenha, mesmo iniciante, no seu trato com os atores?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A pergunta seguinte não saberia responder, iniciante, desconhecido ...não entendo assim. Tem que começar de algum jeito, sempre através do outro. Se aproximar de grupos (de pessoas, não necessariamnete grupo de teatro) que se admira é um caminho; como falar de artistas desconhecidos? Desconhecidos de quem? Seria difícil demais adotar esse critério, relativamente desconhecidos...te peço desculpas e pulo, ok!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Que autores/diretores/autores relativamente desconhecidos você indicaria, pelo trabalho no ramo do teatro? Destaque alguma experiência como ator que ficou marcada em você a ponto de mudar sua vida, de alguma forma.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Também não poderia dizer qual experiência profissional tenha marcado profundamente a ponto de mudar a vida. Dá vontade de olhar para o período de formação...daí para não te deixar sem&lt;br /&gt;um nome vou citar a revolução que foi ter encontrado, bem no coração desse tempo, o trabalho desenvolvido pela parceria entre Cristiane Paoli-Quito e Tica Lemos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-4360729677695823823?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/4360729677695823823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=4360729677695823823' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/4360729677695823823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/4360729677695823823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/10/rodrigo-bolzan.html' title='Rodrigo Bolzan'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-4624984614413657393</id><published>2011-10-04T15:10:00.000-07:00</published><updated>2011-10-04T15:19:17.879-07:00</updated><title type='text'>Lilian Bites</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Quando e como você se descobriu atriz? &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quando tinha treze anos participei da montagem de uma peça na escola onde estudava um amigo. “Incidente em Antares”, de Érico Veríssimo. Ganhamos um festival estudantil e eu soube então que era TEATRO o que eu queria fazer. Tinha treze anos na época. Em seguida montamos “Triste fim de Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto. Daí em diante passei a integrar alguns grupos de teatro nas escolas onde estudei. Aos dezenove anos entrei na EAD-ECA-USP e estudei teatro mais aprofundadamente até me profissionalizar efetivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Você se sentiu lutando com outra opção ou desde cedo já sabia que o seu destino seria esse?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre lutei contra circunstâncias adversas. E ainda luto. Não sou rica, nem herdeira (tanto de dinheiro quanto legado artístico). Ninguém me ofereceu a possibilidade de desenvolver meus talentos. Tudo na minha vida sempre veio com muito esforço e determinação. Mas tal qual o próprio teatro ao longo de sua história, muitas vezes tive que “mascarar” meus objetivos para sobreviver. Felizmente nunca pensei em desistir. Hoje em dia dou aulas de teatro, trabalho com minha voz na qualidade de dubladora, narradora e locutora. E há um ano passei a integrar o grande elenco da Cia Os Sátyros , da qual muito me orgulho de fazer parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Você já quis ser como determinada atriz? Quem foi (ou é) essa atriz? O que ela tem de especial?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Seria melhor dizer “determinadas atrizes”: Eva Wilma, Denise Stoklos, Bete Coelho, apenas para citar algumas porque, ao longo da minha vida, sempre tive inspiração em atrizes, que via no teatro, como modelos para o meu aprendizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Como atriz, você busca viver o papel ou, com um certo distanciamento, vivenciá-lo? Por quê? Quais você considera que são os principais riscos em ambas posturas?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Cada trabalho é um trabalho. Não dá para especificar a forma de construir um personagem como única. A abordagem do diretor quanto à encenação pode influenciar na construção do personagem. Há também trabalhos que exigem esforços intelectuais mais aprofundados. São os meus preferidos. Adoro pesquisar linguagem. Por exemplo, há uma publicação da editora perspectiva: “ Caos Dramaturgia “ A teoria do caos aliada ao processo de criação dramatúrgica, do Rubens Rewald. No livro ele relata o processo colaborativo da criação de três peças teatrais. Eu participo do processo de criação de “Narraador”. E foi uma emoção muito grande ao ver nossos esforços transformarem-se em livro, alguns anos após o término da temporada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Qual autor você ainda não encenou mas gostaria com toda paixão?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;São realmente muitos os autores com os quais eu gostaria de trabalhar. Profissionalmente ainda não realizei um projeto meu. Idealizado por mim. Mas se é para enfocar um especificamente é Dostoiéviski. Por ordens categóricas de Nelson Rodrigues, meu mestre maior! Há há há!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Qual é a prova dos nove para se saber se um autor é bom o suficiente para ser encenado com dedicação?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Não sei se há uma “prova dos nove” para saber as possibilidades teatrais de um autor. Há muitos textos que vejo encenados e nem foram escritos com este intuito. Foram escritos em forma de contos, crônicas, poemas, enfim. Em contrapartida existem alguns textos que mesmo escritos teatralmente não despertam o menor interesse. Sem ser evasiva é muito ‘relativo’ mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O que você busca num diretor?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Já busquei diretores. Agora sou buscada por eles. Ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O que te motiva a trabalhar com ele?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;O que me motiva a trabalhar com um diretor é a inteligência dele. Mas já vi cada coisa no comportamento de determinadas ‘vedetes’ teatrais que é melhor abstrair. Deixar pra lá mesmo. Não valem à pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O que você não aceita de forma alguma (há algo nesse sentido)?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Não aceito de forma alguma ser manipulada para conceder ou obter favores que irão garantir minha presença em uma produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Você prefere ser dirigida de perto ou deixada à vontade para procurar o tom certo?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Entre ser dirigida de perto ou deixada à vontade penso que seja um pouco de cada. Um equilíbrio entre estas duas atitudes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Você já atuou com diretores iniciantes? O que você preza que qualquer diretor tenha, mesmo iniciante, no seu trato com os atores?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Já atuei com diretores iniciantes na época e que se tornaram muito famosos e respeitados. Antonio Araújo, do teatro da vertigem é o nome mais expressivo dessa lista, mas tem outros nomes que quero citar pelo respeito e admiração que tenho por eles: Adriano Cipriano, Caetano Vilela, Cacá Carvalho, Maurício Lencastree , meus professores Rodrigo Santiago e Iacov Hillel, e o próprio Rubens Rewald.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Destaque alguma experiência como atriz que ficou marcada em você a ponto de mudar sua vida, de alguma forma.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Rodrigo, foram muitos os momentos mágicos no teatro, capazes de mudar a minha vida. O mais recente é uma frase do chileno Alejandro Jodoroviski, na boca da personagem de Maria Alice Vergueiro em “As Três velhas” : “...É possível ser digna até no meio da lama!”. Mas tem também outro que sempre volta em minha memória e que remonta os meus dezenove anos. Foi quando vi meu nome na lista de aprovados da Escola de Arte Dramática. Outro momento foi quando li pela primeira vez este trecho da autobiografia “Mutações”, da atriz Liv Ullmman, com o qual pretendo encerrar esta entrevista, na esperança de ter tratado suas indagações com o respeito e carinho devidos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ ...Costumava chegar de manhã cedo, sentindo-me em casa, naquela penumbra; o ar poeirento, os vestiários abarrotados, o palco com suas tábuas gastas e empenadas. O LUGAR NO MUNDO ONDE EU MAIS QUERIA ESTAR. Os ensaios e conversas sem que ninguém olhasse para o relógio. O murmúrio da platéia, antes da cortina se abrir. As luzes fortes. A excitação. A audiência. A tensão. O personagem que deveria ganhar vida própria. Chorar, dentro do papel...Risos e angústias e fúria, tomados a uma pessoa imaginária. Emoções que eu mal conhecera. Os olhos e as expressões e os movimentos dos meus colegas. Algumas vezes, estávamos tão próximos que parecia irreal a existência de outros relacionamentos, fora do teatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente nenhum amor ou ódio poderia ser mais forte do que as paixões que palpitavam no palco, entre as oito e as dez e meia, todas as noites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a maioria, a absorção completa pela profissão só acontece durante os primeiros anos. Mas UNS POUCOS jamais conseguem encontrar o caminho de volta à vida, fora do palco. Envelhecem e pegam na sua mão, e recitam uma fala que lhes coube em uma peça. Hamlet, ou Rei Lear estão a sua frente, e você se sente ligeiramente embaraçado, porque tem medo de que alguma observação impensada possa despertar alguém de um lindo sonho, com a duração de toda uma vida profissional. E até além...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Liv Ullmman, de sua autobiografia “ Mutações”)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-4624984614413657393?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/4624984614413657393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=4624984614413657393' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/4624984614413657393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/4624984614413657393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/10/lilian-bites.html' title='Lilian Bites'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-5713927896241598247</id><published>2011-09-22T19:29:00.000-07:00</published><updated>2011-09-22T19:32:56.762-07:00</updated><title type='text'>Julia Bobrow</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Quando e como você se descobriu atriz?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Desde criança eu dizia que queria ser atriz. Na tenra infância minha brincadeira preferida era "fazer teatro", convocando amigas para contracenar. Até minha irmã era chamada para o papel de direção. Também sempre explorei o universo dos monólogos, agregando figurinos, cenários e um roteiro inventivo. Depois a família toda era chamada para a apresentação... E tem platéia melhor do que esta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Você se sentiu lutando com outra opção ou desde cedo já sabia que o seu destino seria esse?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Sempre soube. Terminei o colegial e fui direto estudar teatro.&lt;br /&gt;Você já quis ser como determinada atriz? Quem foi (ou é) essa atriz? O que ela tem de especial?&lt;br /&gt;Eu tenho fases. Muitas atrizes me inspiram e dependendo do meu momento acabo "namorando" uma ou outra. Não nutro idolatria por ninguém, mas tento absorver tecnicamente o que as referências do teatro me apresentam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Como atriz, você busca viver o papel ou, com um certo distanciamento, vivenciá-lo? Por quê?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Como atriz sempre quero entrar o maximo que conseguir no universo do personagem. Gosto de fazer laboratorio, ver filmes, pesquisar...durante o processo de criacao fico completamente focada, penso no personagem a maior parte do tempo. Mas não acredito em ator "tomado" em cena. Muito menos fora dela. Acho que tem que saber separar a vida pessoal do personagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quais você considera que são os principais riscos em ambas posturas?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu só vejo risco em quem acredita que realmente é o personagem. Afinal, parece não haver limites em cena para um ator quando está "tomado". Em uma eventual cena de briga, o risco de machucar a pessoa que está contracenando com ele se torna palpável e real. Pior ainda: um ator que leva o personagem pra vida, sem conseguir separar a ficção da realidade. Como seria este ator interpretando o personagem Moritz, de &lt;em&gt;Despertar da Primavera&lt;/em&gt;? Um suicida em potencial?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Qual autor você ainda não encenou mas gostaria com toda paixão?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;Há muitos nesta lista (risos). Mas felizmente uma dessas paixões irei realizar em breve: um texto da Celia Forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Qual é a prova dos nove para se saber se um autor é bom o suficiente para ser encenado com dedicação?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Não tenho critérios tão objetivos para determinar qual texto é bom, qual não é. A emoção, as boas sensações, o prazer pela leitura, por exemplo, são pontos que levo muito em consideração. Muitas vezes fico absolutamente encantada por um personagem e isto sempre engrandece o texto. Portanto, não existe uma fórmula ou um padrão, mesmo porque estamos falando de uma literatura específica e grandiosa, mas passa pelo crivo do que muitas vezes estou vivendo, buscando como atriz para minha carreira profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O que você busca num diretor?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Confiança artística. Valorização e crescimento profissional. Busco sempre diretores que agregarão à minha formação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O que você não aceita de forma alguma (há algo nesse sentido)?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ainda nao passei por nenhuma experiencia nesse sentido. Acho que vou descobrir se um dia isso acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Você prefere ser dirigida de perto ou deixada à vontade para procurar o tom certo?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;Os dois. Gosto de ter liberdade de criaçao e quem deve auxiliar nisto é o diretor. Por isso há de haver confiança artística irrestrita. Do contrário, não funcionará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Você já atuou com diretores iniciantes?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Sim. Estava no elenco de "&lt;em&gt;ZABACKTIFIZACK&lt;/em&gt;" (primeira peça que Fabio Penna dirigiu) e no elenco de "Aguardo Noticias da Polonia" (primeira peça dirigida por Joao Fabio Cabral). Tambem fiz assistência de direção para Mika Lins, em sua primeira empreitada como diretora na peça "&lt;em&gt;Dueto para Um&lt;/em&gt;". Foram experiências maravilhosas e tenho certeza que ainda veremos muitas peças incriveis dirigidas por eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O que você preza que qualquer diretor tenha, mesmo iniciante, no seu trato com os atores? &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Respeito. Sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Destaque alguma experiência como atriz que ficou marcada em você a ponto de mudar sua vida, de alguma forma. &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;Na noite da estréia de &lt;em&gt;Rosa de Vidro&lt;/em&gt; (também minha estreia profissional como atriz e produtora), quando as luzes se acenderam para o agradecimento levei um susto ao ver meu pai, minha mãe e minha irmã aos prantos. Aquela foi uma das emoções mais intensas que já senti. Comecei a chorar junto, de felicidade. Aquela foi a confirmação necessária de que aquele era o meu caminho e que eles estariam comigo para tudo. Acho que por alguns segundos senti que só estávamos nós 4 naquele teatro, só depois fui reparar que além de lotado, estava quase toda platéia chorando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-5713927896241598247?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/5713927896241598247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=5713927896241598247' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/5713927896241598247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/5713927896241598247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/09/julia-bobrow.html' title='Julia Bobrow'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-4709095088972603355</id><published>2011-09-20T19:20:00.000-07:00</published><updated>2011-09-23T19:21:05.131-07:00</updated><title type='text'>o épico, a comédia, e os clássicos que não satisfazem - mais pedro mico, de callado, o retorno ao deserto, de koltés, gente que acredita e um autor</title><content type='html'>pedro mico, do callado, satisfaz pelo linguajar coloquial, pelas tiradas, e pela coerência dos personagens. lindo deve ser vê-lo encenado - a depender de quem. curta e grossa. um clássico.&lt;br /&gt;mas fico pasmo ao ler o retorno ao deserto, de koltés. interessante a contraposição dos personagens, como se fossem energias da natureza. tudo numa linha fina entre a realidade e o sonho. muito interessante mesmo. há tempos não lia nada tão interessante.&lt;br /&gt;mando mensagem à maria casadevall e ela topa responder às perguntas. exulto. muito legal como esse pessoal jovem acredita. estou no caminho certo, acreditando nesses que jogam o sangue no palco. agora o próximo será o rodrigo bolzan. daqui a pouco.&lt;br /&gt;encontro o nelson campacci (fernando grecco) por email e comprovo: ele ganhou sim um prêmio este ano com vila moscou, teatro épico. teremos de nos encontrar. muito a trocar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;já finalizando a hora do teatro épico no brasil, da iná, e realmente me pego lembrando da eca. das discussões da época, que, se não eram o que de mais importante poderia haver, era uma certa localização nas questões.&lt;br /&gt;sim, o teatro épico tem o que dizer, e realmente não me satisfaz esse teatro que leio aqui e acolá, e olha que compro os melhores, somente os melhores. ibsen (quando nós, os mortos, despertamos - a última, antes da trombose). koltés. callado. não retomo shakespeare por certo comodismo. muitos dos argumentos da iná batem fundo. mas por outro lado não me rendo apenas ao intelecto. quero sim algo que me preencha de outras formas.&lt;br /&gt;e eis que encontro o nelsol campacci, de memória na eca, com peça épica com os irmãos guimarães. bicho, que estranho. ele, lutando por grana. eu, aqui viajando comigo mesmo. mas trajetórias simpáticas, as nossas.&lt;br /&gt;agora pego novamente a hierofania do milaré. e busco acelerar as reflexões. para logo tentar o mário peixoto. se o filho adotivo sumiu, o que fazer. é preciso encená-lo. e se não tenho quem me apoie, vou com o que posso conseguir.&lt;br /&gt;lembro-me também de pegar falabella. e de gostar. comédia tem sim também bastante a oferecer. mas será preciso bater mais fundo. com marxismos e quejandos, inclusive.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-4709095088972603355?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/4709095088972603355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=4709095088972603355' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/4709095088972603355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/4709095088972603355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/09/o-epico-comedia-e-os-classicos-que-nao.html' title='o épico, a comédia, e os clássicos que não satisfazem - mais pedro mico, de callado, o retorno ao deserto, de koltés, gente que acredita e um autor'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-3035933285845126247</id><published>2011-09-15T20:39:00.001-07:00</published><updated>2011-09-15T20:47:40.214-07:00</updated><title type='text'>persona, do pessoal do eta, e outros quejandos</title><content type='html'>é fácil meter o pau.&lt;br /&gt;principalmente com atores iniciantes, em formação.&lt;br /&gt;mas saio feliz de ver tanto esforço, tanta vontade de pisar no palco para fazer e acontecer.&lt;br /&gt;não dá para dizer que tenham sido personagens. mas quase todos deixaram algo a imaginar.&lt;br /&gt;desde as garotas que se gostam, bonito dizer isso. até a mãe e amiga.&lt;br /&gt;e o falso bicha. e a mulher que é homem. e o gordo que se diz atleta. e o japonês que se diz difusor de dietas infalíveis. etc.&lt;br /&gt;esqueci de alguns, acontece.&lt;br /&gt;é engraçado.&lt;br /&gt;às vezes saio para assistir espetáculos de primeira e saio vazio, sem vontade alguma de relembrar.&lt;br /&gt;outras vezes vou assistir algo mais do que previsível mas algo permanece em mim, inquieto.&lt;br /&gt;é interessante ver como existem jovens interessados em pisar no palco.&lt;br /&gt;mas fico com algo mais.&lt;br /&gt;o detalhe realmente impressiona.&lt;br /&gt;não há como pisar o palco sem cuidar do corpo. sem cuidar do figurino. sem cuidar dos dentes. e dos movimentos. e da leveza. e do olhar, simplesmente.&lt;br /&gt;preciso cuidar do corpo, dos dentes, do olhar. de tudo. se quiser pisar no palco para valer.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;comento agora pessoas que se vão.&lt;br /&gt;se vão aos poucos, deixando de responder emails, pedindo para ligar mais tarde, deixando recados no facebook. é triste? não, não é. é a vida, mesmo.&lt;br /&gt;resta-nos continuar correndo, acreditando naquilo que ninguém vê. ou ousa ver.&lt;br /&gt;não tenho tempo. tantos no meio do caminho.&lt;br /&gt;não há como ter tempo para refletir em quem não reflete.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;tentarei cartas de amor a stálin no próprio sábado. caso chegue a tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-3035933285845126247?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/3035933285845126247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=3035933285845126247' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/3035933285845126247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/3035933285845126247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/09/persona-do-pessoal-do-eta-e-outros.html' title='persona, do pessoal do eta, e outros quejandos'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-8596989542388668178</id><published>2011-09-11T19:29:00.000-07:00</published><updated>2011-09-11T19:42:18.948-07:00</updated><title type='text'>sobre hipóteses para o amor e a verdade</title><content type='html'>já na entrada recebo ligação de um cara que se diz contrarregra. ele pergunta alguns negócios e diz se pode me ligar durante a peça. tudo bem.&lt;br /&gt;difícil imaginar que saia algo do que vemos. mas sai.&lt;br /&gt;o rodolfo fala da realidade expandida. de um pesquisador da universidade da carolina do norte (acho, algo azuma).&lt;br /&gt;esse tipo de novidade não costuma me agradar. pois gosto do teatro puro e simples. e do que podemos sentir dele.&lt;br /&gt;mas embarco.&lt;br /&gt;bem no começo, a maria casadevall, linda, chama a atenção no canto direito.&lt;br /&gt;para defender seu personagem, rebola bem na minha frente, entra num clima com o adão, da peça, que quer engravidar milhares (o genghis khan já conseguiu isso), discute, despe-se numa dança sensual, aparece embalada em plástico, toda nua, defende seu papel, e assim vai.&lt;br /&gt;muito gira em torno dela.&lt;br /&gt;mas o que rola é muito mais diversificado.&lt;br /&gt;um pequeno tour pelo brasil. chamadas por celular. risadas retiradas das tiradas. ator (cujo nome não consigo descobrir) me provoca, o homem bomba se defende, tudo acontece meio que de repente, e todos ficam encafifados com tanto dinamismo que parece não levar a nada.&lt;br /&gt;no final, ainda estou vivo. achei fraco.&lt;br /&gt;o espetáculo todo leva tempo para ser digerido. a gente sai meio para lá e para cá.&lt;br /&gt;a opção pelo tema de realidade expandida decepciona um pouco. mas o questionamento é válido.&lt;br /&gt;a roosevelt defende sua existência. a pesquisa continua.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-8596989542388668178?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/8596989542388668178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=8596989542388668178' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/8596989542388668178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/8596989542388668178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/09/sobre-hipoteses-para-o-amor-e-verdade.html' title='sobre hipóteses para o amor e a verdade'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-621705870755235891</id><published>2011-09-10T20:30:00.000-07:00</published><updated>2011-09-10T20:37:47.094-07:00</updated><title type='text'>simplesmente</title><content type='html'>as últimas peças de ibsen, em versão portuguesa.&lt;br /&gt;leio pequeno artigo lá no fim do livro.&lt;br /&gt;sinto o drama. realmente há algo nesse tipo de peça que prende a atenção.&lt;br /&gt;é a perfeição do naturalismo, realismo, simbolismo, sei lá.&lt;br /&gt;sinto-me mais à vontade para pensar o teatro como teatrão mesmo.&lt;br /&gt;sem firulas, sem essa intenção de mostrar serviço, à la beckett.&lt;br /&gt;simplesmente teatro.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;e o colar de coral, do callado, que não me acrescenta nada. NADA.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-621705870755235891?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/621705870755235891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=621705870755235891' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/621705870755235891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/621705870755235891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/09/simplesmente.html' title='simplesmente'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-3805114994363047282</id><published>2011-09-05T03:57:00.000-07:00</published><updated>2011-09-05T04:00:02.727-07:00</updated><title type='text'>"frankel", de antonio callado</title><content type='html'>leio "frankel", de antonio callado.&lt;br /&gt;há vezes em que acho que o problema de algumas peças é simplesmente sua verossimilhança.&lt;br /&gt;esse é o problema desta que acabo de ler.&lt;br /&gt;leiam e me respondam: o objetivo de frankel faz algum sentido?&lt;br /&gt;muito estranho, isso.&lt;br /&gt;de resto, é agil e bem construída.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-3805114994363047282?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/3805114994363047282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=3805114994363047282' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/3805114994363047282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/3805114994363047282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/09/frankel-de-antonio-callado.html' title='&quot;frankel&quot;, de antonio callado'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-7936524713394128447</id><published>2011-08-31T17:53:00.000-07:00</published><updated>2011-08-31T17:59:30.896-07:00</updated><title type='text'>a ditadura dos monólogos e da chatice</title><content type='html'>assistindo às peças do francisco carlos, e reparando nas minhas, digo, nas que crio e às vezes apresento, veio-me uma constatação: cara, por que é que nele e em mim, e em bastante que vejo por aí, latão inclusive, há tão poucos diálogos, dominando quase sempre os monólogos?&lt;br /&gt;estranho, isso.&lt;br /&gt;estranhando também a seriedade ou pretensa seriedade do que vemos por aí no meio, agora meto-me a ler as comédias de maria carmem barbosa e miguel falabella.&lt;br /&gt;confesso: não ia com a cara dele.&lt;br /&gt;mas avistei e folheei o seu último livro e achei do caralho. não comprei, mas achei.&lt;br /&gt;fato é que hoje, ao folhear o livro que comprei e outro da claudia vasconcellos, veio-me de novo essa percepção: cara, que chatice essa moda de textos à la beckett, de personagens inexistentes, etc. e tal. sabem do que falo.&lt;br /&gt;não é nada a ver com o que o lúcio jr. faz, de que gosto, aliás. tem a ver com algo de influência europeizante que ainda me enche o saco - refiro-me a influenciar-me.&lt;br /&gt;deixo como uma vírgula para "refletirmos" (ai que saco).&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-7936524713394128447?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/7936524713394128447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=7936524713394128447' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/7936524713394128447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/7936524713394128447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/08/ditadura-dos-monologos-e-da-chatice.html' title='a ditadura dos monólogos e da chatice'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-8749445079499658201</id><published>2011-08-31T06:23:00.000-07:00</published><updated>2011-08-31T06:33:51.165-07:00</updated><title type='text'>uma coisinha</title><content type='html'>termino de ler, na cama, a cidade assassinada, de callado.&lt;br /&gt;já comentei como esse tipo de peça preenche uma necessidade. de nos olharmos no passado.&lt;br /&gt;mas tanto que ficou de fora.&lt;br /&gt;sabiam que são paulo era uma das mais cruéis escravizadoras de índios lá pelos idos dos 1500 e que havia uma espécie de guerra entre a cidade a companhia de jesus, dos jesuítas?&lt;br /&gt;lembro-me de haver lido sobre isso num livrinho descompromissado sobre a cidade. onde estará ele?&lt;br /&gt;mas não tenho nem de longe capacidade para criar esse tipo de peça. será?&lt;br /&gt;dá vontade. face criações desse tipo a briga entre realismo, naturalismo, etc. não faz sentido.&lt;br /&gt;é aquele negócio: alguém discute o teatro clássico? ninguém. ele é clássico, está formado, comentado, pronto. vanguarda aqui é realmente saber apresentá-lo - não necessariamente de forma diferente do normal.&lt;br /&gt;pequenas observações.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-8749445079499658201?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/8749445079499658201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=8749445079499658201' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/8749445079499658201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/8749445079499658201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/08/uma-coisinha.html' title='uma coisinha'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-7089418156052472980</id><published>2011-08-30T18:13:00.000-07:00</published><updated>2011-08-30T18:20:46.394-07:00</updated><title type='text'>leituras</title><content type='html'>impossível, lendo hierofania, do milaré, sobre o antunes, permanecer preso ao universo do autor.&lt;br /&gt;pois isso que atrai num brecht não tem a menor importância no desempenho do ator.&lt;br /&gt;e entrando em detalhes, caindo de boca no palco, percebe-se a que ponto realmente o trabalho no palco é uma ponte entre universos. sejam eles quais forem.&lt;br /&gt;curioso que eu não notara isso nem nos livros do stanislavski nem naquele sobre figurinos, do fausto viana. algo, porém, deu para notar naquele do abensour sobre meierhold. sim, aqui dá para sentir a radicalidade do metier do ator.&lt;br /&gt;não à toa nosso universo é a tal ponto dominado pelo imaginário. filmes sem conta, peças que mexem, novelas que conduzem as massas pela mão em direções sempre inacreditáveis.&lt;br /&gt;por isso, quem sabe por isso, convém aprofundar-se nesse campo do indizível, do inconsciente junguiano. sim, o merquior abordou de forma insuficiente a opção do suíço (disto não tenho certeza, digo, da nacionalidade). o rompimento de doutrinas freud-jung levou este rumo a campos inimagináveis. lembro-me do livro sobre mitologias, de como o mundo pareceu-me então inesgotável, e que interessante. não como no mundo da razão, esta quase sempre tão rasteira ou chata. claro, abre universos também, mas fecha tantos outros...&lt;br /&gt;começo a anotar o novarina, diante da palavra, e continuar com o livro do milaré. rumo a textos que façam alguma diferença - mesmo que pequena.&lt;br /&gt;não vim passar o tempo.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-7089418156052472980?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/7089418156052472980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=7089418156052472980' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/7089418156052472980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/7089418156052472980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/08/leituras.html' title='leituras'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-5917690048977138898</id><published>2011-08-29T19:00:00.000-07:00</published><updated>2011-08-29T19:07:12.912-07:00</updated><title type='text'>lembranças, apenas uma peça curta</title><content type='html'>entrei no teatro pelas indicações do sérgio de carvalho, hoje da companhia do latão.&lt;br /&gt;lembro como se fosse hoje, após assistir esperando beckett, do gerald, com a marilia gabriela: então não estou só.&lt;br /&gt;antes, lembro-me que o christian, lá do pelé.net, disse para assistir salmo 91, acho. eu disse, se eu for, morro. tinha medo.&lt;br /&gt;depois, foi o circo de rins e fígados, o contato com o gerald, por email, o contato pessoalmente, os ensaios sem conta, a sensação de liberdade, e pumba a estréia.&lt;br /&gt;o palco tinha de ser meu.&lt;br /&gt;bom, tudo agora é história.&lt;br /&gt;acabava de chegar à padaria, próxima ao consultório da terapia, hoje à noite, quase 19h, quando me dei um tempo para ler uma peça curta do mário peixoto (disse, viram?).&lt;br /&gt;cara, foi num átimo. fantástica. e escrita em 1931!!!!&lt;br /&gt;agora, o contato com o arquivo mário peixoto.&lt;br /&gt;primeira vez que quero encenar algo alheio.&lt;br /&gt;tudo novo, agora.&lt;br /&gt;a vida.&lt;br /&gt;será que agora irão me levar mais a sério?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-5917690048977138898?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/5917690048977138898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=5917690048977138898' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/5917690048977138898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/5917690048977138898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/08/lembrancas-apenas-uma-peca-curta.html' title='lembranças, apenas uma peça curta'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-7004266525832550595</id><published>2011-08-28T16:12:00.000-07:00</published><updated>2011-08-28T16:21:24.723-07:00</updated><title type='text'>movimento "correto"? não</title><content type='html'>falei nos comentariosdocontrera que conheci o saliba.&lt;br /&gt;e que ele viu a vida e morte de dave clark na íntegra.&lt;br /&gt;e que ele trabalha(va) com pessoas que sofreram derrame.&lt;br /&gt;aqui, algo a dizer sobre o que me atrai nisso.&lt;br /&gt;sempre discordei do movimento correto.&lt;br /&gt;desde aquela época em que mal sabia me movimentar, dar um passo após o outro.&lt;br /&gt;aprendi karatê depois, e soube me adaptar. e compartilho da idéia de que a técnica é tudo.&lt;br /&gt;mas em algo que não diga respeito a vida e morte não posso concordar com esse negócio de movimento correto.&lt;br /&gt;claro que admiro a dança em geral, e que percebo o quão expressivo é o movimento correto no palco. mesmo o preparo para ele, o aquecimento, alongamento, etc.&lt;br /&gt;mas mesmo assim continuava insistindo: o movimento correto me engana.&lt;br /&gt;ouvi falar de bob wilson, li sobre ele e soube de sua ênfase no movimento dos retardados, de como ele aprendeu com a palavra por um quase autista, o christopher knowles. e "viajei". então era possível.&lt;br /&gt;um mundo inteiro abriu-se para mim.&lt;br /&gt;quer dizer que é possível avançar em outra direção? fantástico.&lt;br /&gt;não nego que um princípio de tudo estava naquele livro sobre o gerald.&lt;br /&gt;e que o antunes também percorre caminho nesse sentido - não exatamente isso, mas em algo se aproxima.&lt;br /&gt;é o que eu queria no palco. algo que não consigo imaginar mas que NÃO é tudo o que vejo.&lt;br /&gt;só isso.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-7004266525832550595?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/7004266525832550595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=7004266525832550595' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/7004266525832550595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/7004266525832550595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/08/movimento-correto-nao.html' title='movimento &quot;correto&quot;? não'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-855078264749053906</id><published>2011-08-28T06:56:00.000-07:00</published><updated>2011-08-28T07:28:21.915-07:00</updated><title type='text'>a palavra do novarina e outra do callado</title><content type='html'>estou há semanas carregando diante da palavra, de valère novarina, de lá para cá.&lt;br /&gt;foi o pessoal da 7 letras que me mandou, a pedido.&lt;br /&gt;li o primeiro "ensaio" tão logo chegou. tão "metafísico", diria. colocações estranhas, dúbias, mas que de alguma forma faziam sentido. os outros ensaios, menos estranhos. leituras de pinturas, etc.&lt;br /&gt;mas o primeiro me pegou. nunca havia visto algo tão estranho. nem em beckett, até porque este não discute a palavra. ele simplesmente diz. difícil tirar dele algo que possa se aproximar de algo ensaístico. lembro-me inclusive dos primeiros ensaios deste. mas nada do tipo.&lt;br /&gt;voltando ao novarina, agora eu começo a selecionar trechos, para a resenha. ontem, no morumbi, no shopping digo, fiz minhas primeiras. mas estava com sonho, não consegui fazer muito. os dias têm sido pesados. as noites, também.&lt;br /&gt;ontem pego a cidade assassinada, também do callado, e vejo como ele já fez aquilo que um dia me veio a idéia fazer. peça realista com base no passado real paulistano. joão ramalho e índias, bem o que eu queria abordar. e agrada. um realismo que leva a algum lugar. finalmente?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-855078264749053906?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/855078264749053906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=855078264749053906' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/855078264749053906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/855078264749053906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/08/estou-ha-semanas-carregando-diante-da.html' title='a palavra do novarina e outra do callado'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-6080068337836482378</id><published>2011-08-27T12:02:00.000-07:00</published><updated>2011-08-27T12:09:30.925-07:00</updated><title type='text'>o fígado de prometeu (antonio callado) (9 linhas)</title><content type='html'>leio o fígado de prometeu de antonio callado.&lt;br /&gt;é algo que me surpreende sempre: enquanto em ficção em prosa os romancistas começam mais ou menos e melhoram, quando melhoram, com o tempo, em teatro os caras nascem feitos. quase todos. estranho.&lt;br /&gt;quem dera eu pudesse dar-me de crítico.&lt;br /&gt;digo apenas que gostei. eu, que normalmente não aprecio coisas com eira e beira, desta vez me deixo levar. a trama, entramada até o finzinho, prende a atenção. os personagens como que se imbricam de forma a perderem distinção entre si. quem é quem, não se sabe.&lt;br /&gt;dá vontade de ler mais.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-6080068337836482378?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/6080068337836482378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=6080068337836482378' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/6080068337836482378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' 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/&gt;falei bastante sobre, mas só.&lt;br /&gt;enquanto esperava, de manhã, deu para ler algo de jango.&lt;br /&gt;e chegando aqui, vi algo no facebook sobre. só.&lt;br /&gt;não tenho então muito a dizer.&lt;br /&gt;o dia se vai e é isso.&lt;br /&gt;chau. desculpem.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-5580894527752868683?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/5580894527752868683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=5580894527752868683' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/5580894527752868683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/5580894527752868683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/08/8-linhas-curtas.html' title='8 linhas curtas'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-4207884607041455712</id><published>2011-08-23T17:58:00.000-07:00</published><updated>2011-08-23T18:04:21.478-07:00</updated><title type='text'>algo mais pá</title><content type='html'>o raffa sempre me traz à razão.&lt;br /&gt;como posso pegar influências alheias se não dou condições para tanto?&lt;br /&gt;é por isso que ele pede mais texto. mais indicações. teatro-texto.&lt;br /&gt;como antes. das vezes em que controlei as condições com mão de ferro.&lt;br /&gt;eu, que quero dar espaço ao acaso, preciso olhar para nós mesmos.&lt;br /&gt;mas não tenho condições - creio - de entabular a peça-ditadura.&lt;br /&gt;e sem condições de tornar a ópera-rock viva. algo que me supera.&lt;br /&gt;projetos que devem viver, cada um à sua forma.&lt;br /&gt;não quero mexer o que já dei por acabado.&lt;br /&gt;começar do zero rumo a porto desconhecido.&lt;br /&gt;não é difícil, não, admito. mas me causa certa decepção.&lt;br /&gt;correr, mais e mais.&lt;br /&gt;agora leio sobre óperas. e ouço moses und aron. não sinto muito. limitações minhas, minhas, minhas mesmo, de quem supera tudo quanto estranheza que surge por aí?&lt;br /&gt;quero algo mais pá, como digo, mais básico, na cara, pá.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-4207884607041455712?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/4207884607041455712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=4207884607041455712' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/4207884607041455712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/4207884607041455712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/08/algo-mais-pa.html' title='algo mais pá'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-3798208587495992856</id><published>2011-08-22T19:41:00.000-07:00</published><updated>2011-08-22T19:44:46.175-07:00</updated><title type='text'>uma pecinha</title><content type='html'>enquanto viajo no youtube, em músicas que me lembram momentos, acompanho a jô comentando que está escrevendo uma peça.&lt;br /&gt;páro.&lt;br /&gt;lembro-me: eu havia me prontificado a ISSO. inclusive em mandar email a quem de direito.&lt;br /&gt;abro o notepad.&lt;br /&gt;teclo uma e outra coisa.&lt;br /&gt;começo pelo título. mau sinal?&lt;br /&gt;as cenas se seguem.&lt;br /&gt;termina uma, começa outra.&lt;br /&gt;final.&lt;br /&gt;assim de simples.&lt;br /&gt;mando mensagem ao raffa. finalmente uma peça em que só ele irá brilhar.&lt;br /&gt;eu me ocuparei do resto. muito, sempre.&lt;br /&gt;e mando email ao gustavo.&lt;br /&gt;de volta à rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-3798208587495992856?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/3798208587495992856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=3798208587495992856' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/3798208587495992856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/3798208587495992856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/08/uma-pecinha.html' title='uma pecinha'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-6248804821621493268</id><published>2011-08-21T16:23:00.000-07:00</published><updated>2011-08-21T16:34:43.078-07:00</updated><title type='text'>sobre algumas atrizes e amigas (roberto zucco)</title><content type='html'>preciso ser breve que amanhã teremos de acordar às 4h.&lt;br /&gt;quero comentar sobre algumas trajetórias. de gente ligada ao teatro.&lt;br /&gt;a lilian. conhecêmo-nos numa audição (é assim que se chama?) para peça do gerald. na época, ela me deu um livro. não sei onde está - desculpe... o gerald não a escolheu. passaram-se as peças do gerald, a que assisti como espectador e nas coxias, e desde então perdemos contato.&lt;br /&gt;há alguns dias, quem sabe semanas, nos vimos nos satyros. e ela me disse de roberto zucco, a peça. eu disse que não estava a fim de ver história de serial killer. tudo bem, defensável, mas é dizer que não gosta do que não provou.&lt;br /&gt;via facebook, achei que ela queria falar comigo, mudei de idéia. falamos ao telefone, ela me convidou novamente, fui. e adorei. (ainda preciso escrever ao rodolfo o que achei de proveitoso - ou assim acho)&lt;br /&gt;após a peça, conversamos. e disse o que senti. e ela assentiu, e deve ter gostado muito.&lt;br /&gt;hoje, recebi mensagem dela em branco. não entendi. tentei falar com ela, não foi possível.&lt;br /&gt;digo aqui que ela foi bárbara no papel da prostituta-mor. mas que como a mãe de zucco aconteceu algo estranho. ela me disse que, sim, havia problema nessa primeira cena. tudo bem.&lt;br /&gt;agora, a cléo.&lt;br /&gt;acompanho-a há tempos, com os satyros. às vezes não me convenço. outras fico em suspenso.&lt;br /&gt;deixei de frequentar os satyros, e não a vi mais.&lt;br /&gt;em zucco, ela faz dois (ou um?) papel. numa das cenas, tudo bem. noutra, não sei. no cover de música em espanhol, bárbara. esqueci de lhe dizer quando falamos à saída. eu fico sem jeito, sempre. mas está aqui. dito está.&lt;br /&gt;agora, a julia bobrow.&lt;br /&gt;lembro-me dela em rosa de vidro. fantástica. chorei muito. tanto que me impedi de escrever a respeito. passaram-se os meses, e de vez em quando via-a no facebook contando uma ou outra coisa.&lt;br /&gt;assisto a roberto zucco. ela, no papel da irmã menor daquela família estragada. a filha que perde a virgindade com zucco. e que o procura, e que o trai - contando o seu nome à polícia. e que vira puta. e que tenta ficar com ele.&lt;br /&gt;a julia sempre me surpreende com papéis desse tipo. a moça virgem, ou ex-virgem, a quase puta. muito bom.&lt;br /&gt;mando o primeiro texto sobre zucco e coloco o link no twitter. ela responde: não te vi lá, que pena...&lt;br /&gt;pena nada, eis eu aqui. vai que você acha.&lt;br /&gt;só para dizer algo sobre algumas atrizes. e não ficar em cima do muro.&lt;br /&gt;beijos, see ya.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-6248804821621493268?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/6248804821621493268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=6248804821621493268' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/6248804821621493268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/6248804821621493268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/08/sobre-algumas-atrizes-e-amigas-roberto.html' title='sobre algumas atrizes e amigas (roberto zucco)'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-1449191101650916654</id><published>2011-08-19T20:52:00.000-07:00</published><updated>2011-08-19T22:04:42.076-07:00</updated><title type='text'>a alegria de assistir teatro, simplesmente (roberto zucco)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-OM7rabm9QpQ/Tk9AWEi6UFI/AAAAAAAABcA/4gz0mv-AD38/s1600/roberto-zucco-teatro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5642799606039990354" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 267px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-OM7rabm9QpQ/Tk9AWEi6UFI/AAAAAAAABcA/4gz0mv-AD38/s400/roberto-zucco-teatro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ah, que vontade de sair assobiando por aí.&lt;br /&gt;acabo de assistir roberto zucco, nos satyros.&lt;br /&gt;foi a lilian que me convidou.&lt;br /&gt;peguei a cris em congonhas, levei para casa, comi alguma coisa e saí correndo.&lt;br /&gt;cheguei a tempo de ler o programa. e de quase terminar o texto em homenagem ao guzik.&lt;br /&gt;entrei na sala, confesso, sem muita convicção. não sabia que a peça ganhara vários prêmios. nem lera crítica alguma a seu respeito. entrei como entra um desavisado.&lt;br /&gt;sentei bem na frente como sempre.&lt;br /&gt;não tiro a surpresa ao contar que a platéia - dividida em dois grupos - é móvel. porque uma coisa é sabê-lo, outra é vivenciá-lo. e eu, que não gosto muito de invencionices, embarquei nessa sem saber direito o que pensar.&lt;br /&gt;logo na segunda cena, a lilian aparece. e a morte da mãe parece-me meio mal-resolvida. algo no tom ficou a ser resolvido. (conversando com a lilian depois, ela assentiu. há ainda lá algo que falta)&lt;br /&gt;mas foi passageira, a impressão.&lt;br /&gt;os personagens aparecem, e sem entrar em detalhes entro aos poucos na trama e no clima. aparece a julia bobrow, que tanto me agradou outrora. e outros atores que não conheço.&lt;br /&gt;a platéia vai para cá e acolá e a leveza misturada a uma patente energia toma conta de mim.&lt;br /&gt;algo na trama do zucco, um matador francês real, começa a fazer sentido. e os destaques do programa surgem, se desenrolam e deixam marcas onde passam.&lt;br /&gt;confesso que não me animo com histórias de serial killers. mas algo em zucco destoa do tom geral dado a temas como aquele. não por causa do programa, zucco simboliza sim alguma coisa. e sua fuga, irrestrita, assume aos meus olhos ares de épica.&lt;br /&gt;mas não acho sinceramente que o texto do koltés seja tudo isso - como não acho o mesmo de textos outros de autores estrangeiros que graçam por aí. simplesmente o que acontece é que o texto, para o bem ou para o mal, funciona.&lt;br /&gt;pois há um tom de desespero em tudo que aparece e permanece - e atrai. um desespero real de quem se vai, de quem sabe ir sem saber por que surgiu nem para onde vai.&lt;br /&gt;não conheço o nome da imensa maioria dos atores/atrizes.&lt;br /&gt;vejo a cléo, vejo a julia bobrow - que tanto me agradara outrora. vejo a lilian - antes, fazendo a mãe do filho matador. e as cenas se sucedem, e eu, entrando no clima, pouco a pouco, levado pela mão daqueles que mexem a platéia de um lado para o outro.&lt;br /&gt;a cléo me agrada - bem mais do que em peças anteriores. a julia, também. um ou outro personagem que se sucede deixa suas marcas. e a peça engrena, num ritmo que impede muita reflexão. tudo vai acontecendo com a urgente vida-morte de zucco. e eis que sobre este, surge em mim rara empatia. não sei por quê.&lt;br /&gt;ah, que tédio seria se eu me pusesse aqui a descrever uma ou outra cena. quem quiser que vá vê-las. digo apenas que de repente eis que me vejo rindo - de satisfação. é teatro. teatro com energia, de gente jovem, de direção experiente, de criatividade em recursos (poucos recursos?), de patente dedicação por uns e todos. sinto-me contagiado pelo clima, pela peça inteira, e não apenas por um ou outro personagem.&lt;br /&gt;o tempo se sucede, cenas de luta, de nus velados, de sexo fingido - raro ponto que não sinto bem resolvido (se bem que talvez o problema esteja em mim mais do que na cena em si), de assassinatos - ora estilizados, como o do inspetor, ora encenados - como o do garoto. guardo comigo o olhar cúmplice de atriz que me vê aproveitando a encenação como se eu fosse um garoto, brincando.&lt;br /&gt;eis que de repente a peça acaba. perdi alguma coisa.&lt;br /&gt;os aplausos não são tão fortes como eu haveria de imaginar - pois gostei, realmente. mas de minha parte fico satisfeito. é teatro. o bom e velho teatro.&lt;br /&gt;encontro a lilian lá fora. conversamos, troco impressões, agradeço, falo brevemente com a cléo - esqueço de lhe dizer como gostei da cena musicada (a canção em castelhano) -, e vou embora. a lilian me diz que está rolando fausto por aí. mas não, não posso. até gostaria, mas. a cris espera.&lt;br /&gt;volto ouvindo como sempre motörhead. e me lembro da trilha do ivam. gosto.&lt;br /&gt;chego no prédio e fico inventando cenas com música que me agrada. sim, em teatro a imaginação pode levar, sim, muito longe.&lt;br /&gt;se bem que musicalente meu clima é bem outro.&lt;br /&gt;voltarei.&lt;br /&gt;não para simplesmente ter mais dados para alguma crítica.&lt;br /&gt;só por gostar, mesmo.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-1449191101650916654?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/1449191101650916654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=1449191101650916654' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/1449191101650916654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/1449191101650916654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/08/alegria-de-assistir-teatro-simplesmente.html' title='a alegria de assistir teatro, simplesmente (roberto zucco)'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' 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surpresa ao concordar com o lenin, justo com este cuja biografia, de robert service, leio quando dá um tempinho. inacreditável como possa corroborar o universo dessa máquina.&lt;br /&gt;ocorre-me o mesmo pensamento. enquanto acompanho a fritura do encenador pego-me ora condenando a tragédia, ora concordando com os detratores. não sei o que me acontece. acaso a liberdade precisa estar sujeita ao prisma do regime em vigor? não sei, sinceramente não sei. olhando de longe é fácil avaliar a luta pelo prisma de quem a sofreu na carne. mas e se eu estivesse por lá? não sei.&lt;br /&gt;outra pequena reflexão.&lt;br /&gt;vejo levas e levas de colegas tentando inovar no teatro. e o cansaço decorrente.&lt;br /&gt;quando o que me abre os olhos é a enorme lista de peças que faziam a história soviética e de quantas não conhecemos em todas as tradições. por que inovar? claro que todos nós nos rendemos à tentativa de sair do anonimato. mas pensando com meus botões me é mais interessante capturar tradições esquecidas.&lt;br /&gt;mas posso pouco. não sei russo. e meu alemão é triste demais. o resto, bom, o resto eu continuo tentando.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-2460469873629392287?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/2460469873629392287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=2460469873629392287' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/2460469873629392287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/2460469873629392287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/08/fritura-de-meierhold-lenin-e-atracao.html' title='a fritura de meierhold, lenin e a atração que a tradição desperta em mim'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-2288150797710649701</id><published>2011-08-16T19:28:00.000-07:00</published><updated>2011-08-16T19:39:55.451-07:00</updated><title type='text'>algo sobre cantinflas e meu caminho em direção ao palhaço</title><content type='html'>comento como se fosse teatro porque pelo cinema não creio optar, ao menos por enquanto.&lt;br /&gt;alguém se lembra de cantinflas? do carlitos mexicano?&lt;br /&gt;minha mãe viu muito dele durante a juventude. eu não me lembrava.&lt;br /&gt;acabo de vir assistir o grande fotógrafo, dele, comemorando seu centenário.&lt;br /&gt;cantinflas era tão conhecido que o próprio charles chaplin disse, ao que parece, que ele era o palhaço mais engraçado do mundo.&lt;br /&gt;meu interesse é na linguagem desses palhaços.&lt;br /&gt;explico.&lt;br /&gt;há alguns meses, talvez um ou dois anos, fiz uma oficina de palhaço.&lt;br /&gt;não me agrada a figura do palhaço. queria algo tipo carlitos. ou, mais recentemente, algo tipo cotoco, do barracão teatro (ésio magalhães). ou buster keaton.&lt;br /&gt;durante a oficina, houve um pequeno exercício - a gente devia bolar um número curto de nosso palhaço.&lt;br /&gt;meu número - houve dois, o outro conto depois - consistia em cantar il pagliacci, de leoncavallo, enquanto me pintava de palhaço. fiz. agradou mais ou menos. mas uma observação da silvia leblon, a profe, captou minha atenção. meu número estava entre o ridículo e o triste. a gente não sabia se ria ou se chorava, disse ela. era um palhaço estranho.&lt;br /&gt;quando fiz o teatro é isso (nascimento de um palhaço), eu queria dar a nascer meu personagem. ainda sem traços, quase idêntico a mim mesmo. ninguém, claro, captou a mensagem. era uma mensagem escondida, só minha.&lt;br /&gt;mas meu palhaço ainda não nasceu, realmente. preciso criá-lo. e tento captar subsídios de todos os lados.&lt;br /&gt;não me iludo. não quero satisfazer o meu ego, com isso. é uma necessidade intrínseca, só minha. nada a vender a ninguém. mas, claro, o palhaço só existe PARA O OUTRO. então, é algo também para os outros.&lt;br /&gt;minha mandala de palavras, feita com a mercedes, minha ex-terapeuta, dizia que eu estava num embate entre o ridículo e a autodestruição (havia outro componente de que não me lembro).&lt;br /&gt;vem daí meu interesse primordial pelo palhaço.&lt;br /&gt;nos próximos dias, tentarei uma oficina com o barracão. pois algo no cotoco me pegou de vez. mas conseguindo ou não continuarei na busca.&lt;br /&gt;e o cantinflas?&lt;br /&gt;bom, é curioso. ele fala. tem um caráter sem-caráter. viaja nas expressões de um palhaço que ele não é. muito a dizer. muito a perceber. o festival continuará nos próximos dias e talvez amanhã mesmo eu vá assistir outro filme dele, sua excelência.&lt;br /&gt;vai que dá tempo.&lt;br /&gt;preciso correr contra o tempo.&lt;br /&gt;muito a aprender. muito a fazer.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-2288150797710649701?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/2288150797710649701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=2288150797710649701' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/2288150797710649701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/2288150797710649701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/08/algo-sobre-cantinflas-e-meu-caminho-em.html' title='algo sobre cantinflas e meu caminho em direção ao palhaço'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-4356703741248929805</id><published>2011-08-15T19:09:00.000-07:00</published><updated>2011-08-15T19:15:05.791-07:00</updated><title type='text'>sobre uma pessoa que diversas vezes encontrei por aí</title><content type='html'>não resisto.&lt;br /&gt;ontem, fui assistir à ópera dos vivos, da companhia do latão.&lt;br /&gt;voltando no tempo.&lt;br /&gt;eu trabalhava no guia rural e o sérgio de carvalho fazia frilas para a revista.&lt;br /&gt;uma noite ele me convidou para uma festa. fui mas como sempre me isolei.&lt;br /&gt;outra noite encontrei o sérgio e uma garota na premiere do lamarca, o filme.&lt;br /&gt;eu trabalhava no pelé.net e o sérgio já lidava com teatro. numa passada dele por lá, ele me disse que eu devia assistir uma peça do gerald. fui.&lt;br /&gt;outra vez ele me convidou a assistir ensaio, acho, do latão. saí irritado, tanto burguesinho falando de operariado.&lt;br /&gt;outra noite, há alguns anos, fui assistir peça do latão, já consolidado, e saí sem saber o que achar. mas achei chato.&lt;br /&gt;ontem, a iná camargo costa lá, muito simpática, o sérgio aparece de repente e diz, brincando, a um sujeito chamado daniel, mas você aqui!!!!&lt;br /&gt;não o encontrei mais.&lt;br /&gt;acho esse negócio de purismo um porre. de purismo à la brecht, no caso. mas entendo o porquê.&lt;br /&gt;espero que não seja somente o teatro que ficou chato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-4356703741248929805?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/4356703741248929805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=4356703741248929805' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/4356703741248929805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/4356703741248929805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/08/sobre-uma-pessoa-que-diversas-vezes.html' title='sobre uma pessoa que diversas vezes encontrei por aí'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-8300314033591887347</id><published>2011-08-15T18:19:00.000-07:00</published><updated>2011-08-15T18:22:36.010-07:00</updated><title type='text'>meierhold e a ópera dos vivos</title><content type='html'>lendo sobre meierhold, o livrão do gerard abensour.&lt;br /&gt;começo a compreender o que é realmente um encenador. mais do que um mero cenógrafo (e isto já é bastante com o que se preocupar).&lt;br /&gt;em busca de disciplina para ler tudo sem com isso atrapalhar o andamento de meu blog de resenhas.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;ainda sobre a ópera dos vivos, do latão.&lt;br /&gt;sabem aqueles bêbados que falam consigo mesmos nas ruas da cidade? gritam, na verdade?&lt;br /&gt;algo similar sinto ter sentido durante a peça.&lt;br /&gt;como se a mensagem brechtiana fosse de si para si mesmos.&lt;br /&gt;há exceções, claro.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-8300314033591887347?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/8300314033591887347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=8300314033591887347' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/8300314033591887347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/8300314033591887347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/08/meierhold-e-opera-dos-vivos.html' title='meierhold e a ópera dos vivos'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-8272759940649808731</id><published>2011-08-14T19:25:00.000-07:00</published><updated>2011-08-14T19:44:27.778-07:00</updated><title type='text'>algumas impressões sobre a ópera dos vivos, da companhia do latão</title><content type='html'>foram quatro partes.&lt;br /&gt;"sociedade mortuária, uma peça camponesa".&lt;br /&gt;brecht puro. faz-me sentir bem, por mais estranho que isso possa parecer.&lt;br /&gt;ironias certeiras, necessário posicionar-se. lembro-me da eca, dos filmes e aulas sobre as ligas camponesas. obrigatório entender o que se passou. sim, obrigatório embora chato. sinto-me bem ao fim do ato. tudo começa a fazer sentido. leva-me a querer me aprofundar - em tudo, marx, golpe, ligas, etc.&lt;br /&gt;"tempo morto - um filme sobre o golpe".&lt;br /&gt;algo de canhestro naquilo que expressam as filmagens. parece uma versão b do terra em transe. ou uma visão apocalíptica daquilo que mal aconteceu. o distanciamento não aparece, aqui, agora. fica uma impressão de déja-vu tosco, mal ajambrado. a ilusão brechtiana (sei que há algo de contraditório aqui, mas é como posso me expressar) parece cair de vez. não consigo levar a sério. alcançamos um ponto de no return.&lt;br /&gt;"privilégio dos mortos"&lt;br /&gt;encenação de show que não convence. não entendo a que tudo isso se refere. terei de ler o programa? terei de lembrar de personagens que não fazem parte de minha história? a queda em direção ao senso comum continua, afasto-me cada vez mais do objetivo que me fez comparecer ao espetáculo. o final, com papéis sendo jogados ao palco, é realmente patético. não gosto desse tipo de gritaria que se quer profunda.&lt;br /&gt;"morrer de pé"&lt;br /&gt;uma crítica à tv. mais agilidade, mas a suposta profundidade da reflexão deixa a dever. nada que uma breve leitura de qualquer leitura marxista poderia fazer supor. personagens fátuos, que não me acrescentam em nada. algumas pitadas de ironias ou quase-reflexões que deixam alguma marca. uma remissão a nietzsche, pelo menos.&lt;br /&gt;logo farei resenha-crítica mais fundada em razões do que em impressões, como eles devem precisar desejar.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-8272759940649808731?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/8272759940649808731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=8272759940649808731' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/8272759940649808731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/8272759940649808731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/08/algumas-impressoes-sobre-opera-dos.html' title='algumas impressões sobre a ópera dos vivos, da companhia do latão'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-4253780338765170215</id><published>2011-08-12T19:55:00.000-07:00</published><updated>2011-08-12T20:10:02.712-07:00</updated><title type='text'>Floresta de Carbono - De volta ao paraíso perdido, de Francisco Carlos, SESC Pompéia, 11/8</title><content type='html'>Um cenário estupefaciente. O veículo dirigido pelo homem-águia, o servo. Lá dentro, a atriz decadente, casada com o rebelde-sem-causa-ator-sem-presente-nem futuro. Sai ela do carro, discorre sobre o paraíso a que chegam e onde o homem-águia prepara o piquenique. Expressividade enlouquecida, idas e vindas de universos na mente da atriz, que percorre e discorre sobre o presente, o passado, o tênue futuro. Sai, meu tarzã, vem ver o que temos aqui.&lt;br /&gt;Tarzã sai e se mostra, cambaleante, o ator sem presente nem futuro, aquele que queria ser, aquele que queria usar a tradição para encontrar o seu lugar, o seu perfeito lugar, mas nada, nada resta, só lhe resta a rebeldia de quem não tem causa. James Dean, o universo fílmico que invade a floresta. A natureza. O homem-águia, o servo, verifica o estado do veículo.&lt;br /&gt;Quando sai o militar. De dentro de. Sai e jorra discursos, sai e encurrala a atriz, o atorzinho de meia tigela. Sai e contextualiza, sai e engloba o que estaria para ficar por isso mesmo. Um mero saudosismo.&lt;br /&gt;O Jaguar se aproxima. O Jaguar do caulim. O Jaguar cibernético.&lt;br /&gt;Sai e discursa. Sai e questiona. O que são esses, o que é esse, o que é isso. A natureza é minha.&lt;br /&gt;Quando o status se interpõe, e relativiza. Ele é a verdade.&lt;br /&gt;Quando chega o Estado, vestido como dona matrona, uma figura dúbia, homem-mulher, dominante mas com compaixão? Inscreve a posição do Jaguar, do índio. Ele está aqui, na Constituição. Ele está aqui, e não nos deixa dormir. Essa terra é tua, faz proveito, mas saiba, tudo é nosso, é meu, de mais ninguém. Você, com o direito de não ter RG. Com o direito de ficar num passado remoto. De ficar na cultura do que perdeu. O Jaguar não vale nada.&lt;br /&gt;Eis que surge o capital. A puta que castra. A puta que viola. Numa declamação funérea, que boa o pingo nos is, que desloca o índio à sua miséria. O Jaguar.&lt;br /&gt;E o militar, que delimita a terra do índio, que a invade para proteger a nação. Mais uma violação enquanto o Estado assiste cuidado da sola dos pés descalços.&lt;br /&gt;Volta a atriz, faz o Jaguar sucumbir à sua condição de colonizado, de alimentado à força para destroçar seus sentidos. Sua integridade? A violação é o que o faz o que é. Violação que o leva a matar, a comer o coração pois é lá onde mais tem sangue. E sangue é caulim, a vida em gotas.&lt;br /&gt;Uma luz. O Jaguar. O outro. Um novo final característico.&lt;br /&gt;Muito a captar. Caberia assistir novamente. Mas não vale perder.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-4253780338765170215?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/4253780338765170215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=4253780338765170215' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/4253780338765170215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/4253780338765170215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/08/floresta-de-carbono-de-volta-ao-paraiso.html' title='Floresta de Carbono - De volta ao paraíso perdido, de Francisco Carlos, SESC Pompéia, 11/8'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-3320309083463854871</id><published>2011-08-12T19:47:00.000-07:00</published><updated>2011-08-12T19:53:16.290-07:00</updated><title type='text'>Xamanismo The Connection, de Francisco Carlos, SESC Pompéia, 11/8</title><content type='html'>O Jaguar parece não estar aqui, agora.&lt;br /&gt;Ilusão.&lt;br /&gt;Lá o ator, não somente o ator, a presença, enquanto a história contemporânea, pós 1968, pré Zapata, durante Chiapas, radicaliza o ser da produção, do mercado, numa leitura sobre política e mídia chapada, mas ágil, incomum e nem por isso desinteressante. O Jaguar permanece.&lt;br /&gt;Há já no começo uma jovem, que vive-morre enquanto cunhado e namorado brigam, e tudo recomeça. Enquanto a droga grassa e a morte engloba tudo e todos.&lt;br /&gt;Tudo termina como começa, e tudo recomeça. O eterno retorno.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-3320309083463854871?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/3320309083463854871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=3320309083463854871' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/3320309083463854871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/3320309083463854871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/08/xamanismo-connection-de-francisco.html' title='Xamanismo The Connection, de Francisco Carlos, SESC Pompéia, 11/8'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-7329290409868262857</id><published>2011-08-12T19:34:00.001-07:00</published><updated>2011-08-12T19:40:51.048-07:00</updated><title type='text'>Aborígene em Metrópolis, de Francisco Carlos, SESC Pompéia, 10/8</title><content type='html'>Transportados à São Paulo mítica de sempre.&lt;br /&gt;O Jaguar vem conosco. Transita do Banquete às novas condições.&lt;br /&gt;A tradicional viagem do outro perante a civilização. O embate, a violência.&lt;br /&gt;Pano rápido para contextualizar o ser, a moda, o ser da moda. Quem somos nós, somos o que parecemos ou algo mais, algo menos?&lt;br /&gt;A mulher. O objeto. O strip-tease. O esvaziamento do sentido.&lt;br /&gt;Não me lembro de muito mais. Muito rápido. Precisaria ver de novo. Não me lembro. Não me lembro. Não me lembro. Mas vale a pena, sim, vale a pena.&lt;br /&gt;A última impressão foi a que fica.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-7329290409868262857?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/7329290409868262857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=7329290409868262857' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/7329290409868262857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/7329290409868262857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/08/aborigene-em-metropolis-de-francisco.html' title='Aborígene em Metrópolis, de Francisco Carlos, SESC Pompéia, 10/8'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-8571444708941480528</id><published>2011-08-12T19:24:00.000-07:00</published><updated>2011-08-12T19:36:40.679-07:00</updated><title type='text'>Banquete Tupinambá, de Francisco Carlos, SESC Pompéia, 10/8</title><content type='html'>Uma oca estilizada. Uma mulher de costas. Dois homens índios ladeando um outro que se faz de fora.&lt;br /&gt;Uma linguagem nativa-contemporânea, o abuso do jogo de palavras, a expressividade envolvida em trechos de língua nativa - ou ao menos parece.&lt;br /&gt;O discorrer sobre a bebida-caulim-sangue, a bebida que é beber todo-o-outro.&lt;br /&gt;O tradicional jogo da antropofagia, capturar o outro, dar-lhe uma prenda, a mulher, exigir uma prenda alheia, a recusa, comer o outro.&lt;br /&gt;Quem sou eu, quem o outro?&lt;br /&gt;A peça envolta em poeira - real - cativa pelo texto ágil e forte, nada a lembrar esse decadentismo europeu que tanto grassa por aí. O jogo é nosso. É aqui e agora.&lt;br /&gt;Não quero falar demais. Vocês precisam ver por si sós. Até o fim - que já mostra a marca do autor (depois irá se repetir).&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-8571444708941480528?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/8571444708941480528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=8571444708941480528' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/8571444708941480528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/8571444708941480528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/08/banquete-tupinamba-de-francisco-carlos.html' title='Banquete Tupinambá, de Francisco Carlos, SESC Pompéia, 10/8'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-1639968804323931103</id><published>2011-08-11T20:04:00.000-07:00</published><updated>2011-08-11T20:31:27.611-07:00</updated><title type='text'>mais breves impressões sobre peças do francisco carlos</title><content type='html'>apesar de não estar REALMENTE em condições de me estender muito, dado o cansaço que experimento, PRECISO lhes contar:&lt;br /&gt;cara, realmente há muito tempo não saia tão satisfeito de fazer parte dessa trupe toda do teatro. pois "xamanismo the connection" e principalmente "floresta de carbono - de volta ao paraíso perdido", ambas do francisco carlos, realmente animam qualquer um que se considere ligado ao teatro. saí virtualmente CHAPADO desta última, não emocionado como na peça com o Cotoco, do Barracão Teatro, de Campinas, mas engrandecido pelo texto, encenação, atuações, tudo.&lt;br /&gt;vocês realmente NÃO PODEM perder.&lt;br /&gt;claro que embora fiquem somente até este fim de semana no sesc pompéia, vocês irão vê-las por aí. pois falam por si sós.&lt;br /&gt;pois.&lt;br /&gt;este texto não ficou assim como eu queria, mas paciência.&lt;br /&gt;a cama me espera.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-1639968804323931103?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/1639968804323931103/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=1639968804323931103' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/1639968804323931103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/1639968804323931103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/08/mais-breves-impressoes-sobre-pecas-do.html' title='mais breves impressões sobre peças do francisco carlos'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-9129301212412915072</id><published>2011-08-10T20:09:00.000-07:00</published><updated>2011-08-10T20:31:06.393-07:00</updated><title type='text'>um pouco sobre o jaguar cibernético de francisco carlos</title><content type='html'>havia tempos que eu estava curioso com as peças desse amazonense meio maluco - agora disso eu tenho certeza.&lt;br /&gt;acabo de chegar de assistir a banquete tupinambá e aborígene em metrópolis, ambas peças que fazem parte da quatrilogia com o título acima.&lt;br /&gt;não consigo descrever em pormenores o que vi. só sei que me senti bem.&lt;br /&gt;o carlos apoia-se fortemente no texto. há, aqui e acolá, algo em termos de movimentação cênica, luzes, vozes em off, etc. mas a força está mesmo no texto.&lt;br /&gt;o banque tupinambá chama a atenção primeiro pelo ineditismo de se ver a constituição de uma cena como que na oca de índios estilizados que confabulam numa língua estranha e próxima simultaneamente. aqui e acolá termos emprestados do nosso cotidiano num universo que nos é estranho mas que parece tão próximo como pouco do que já vi.&lt;br /&gt;entramos na oca dos leões e entendemos o enredo de um povo que devora outro para em seguida ser devorado, numa antropofagia aparentemente inesgotável.&lt;br /&gt;a peça acaba com um grito em forma de lamento. e ficamos numa espécie de transe que curtimos no intervalo (quando eu compro os ingressos de amanhã - última semana).&lt;br /&gt;já aborígene em metrópolis é mais complexa. começa simplória, engrena com certos clichês que causam-me impressão estranha, mas avança em movimentos que atraem, sim, mas não tanto. ficamos a meio caminho do novo e do velho, clichês avolumando-se em meio a pequenos achados, como o strip-tease que se torna inexpressivo-patético e que dá margem a alguns sorrisos, aqui e acolá. terceira vez que repito a fórmula - desculpem.&lt;br /&gt;bom, muito mais acontece, e o desfecho aproxima-se do da peça anterior. ele gosta de terminar pelo alto. já dá idéia da obra como um todo.&lt;br /&gt;amanhã, mais.&lt;br /&gt;por enquanto, só isso. bye....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pena não ter achado foto da primeira das peças. tão interessante o figurino...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-9129301212412915072?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/9129301212412915072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=9129301212412915072' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/9129301212412915072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/9129301212412915072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/08/um-pouco-sobre-o-jaguar-cibernetico-de.html' title='um pouco sobre o jaguar cibernético de francisco carlos'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-5375257914705828178</id><published>2011-08-09T19:18:00.000-07:00</published><updated>2011-08-09T19:45:17.565-07:00</updated><title type='text'>Diário Baldio, 7/8/2011, Tusp, BarracãoTeatro</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-EYdND-4YOig/TkHwf3IfJBI/AAAAAAAABbs/ChQlZnmd9NY/s1600/img_0734_2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5639052638610727954" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-EYdND-4YOig/TkHwf3IfJBI/AAAAAAAABbs/ChQlZnmd9NY/s400/img_0734_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Estréia. Platéia pela metade, o espetáculo começa com sons de rua.&lt;br /&gt;Aparece aos poucos Lady, o travesti criação de Gabriel Bodstein. Entramos em seu universo idealizado, de paraíso em meio ao lixo. Não sinto muita empatia.&lt;br /&gt;Surge Cotoco (Esio Magalhães). Um ser deformado. Só dá para ver um de seus olhos, e mesmo assim com dificuldade. Não fala, grunhe. Não mexe os braços, os desloca desajeitadamente. Não anda, escorrega com os cotos, com os joelhos.&lt;br /&gt;Trava-se o contato. No começo uma distância entre Lady e Cotoco. Aos poucos, Lady embarca na expressividade dos recursos do meio-animal. Que de meio-animal não tem nada. Sabe tocar flauta. Anda de skate. Mas mantém com o mundo o olhar de uma criança. Sempre algo a descobrir, o espanto, a empatia com qualquer detalhezinho do mundo.&lt;br /&gt;Sinto-me desfalecer ao me identificar com o ser que conquista a todos com sua inteligência, mascarada por uma aparência que faz jus contudo à sua condição de excluído. Cotoco rouba a cena.&lt;br /&gt;Poderia estender-me linhas a fio pela primeira ocasião em que Cotoco surge como personagem. Dizendo pa-pa-pa-uh!, pontuando o som de uma bola quicando no chão. Ou pelo momento em que se mostra músico, repetindo-retrucando a melodia rasteira de Lady, ao cumprimentar o dia. Ou pelo momento em que ele, Cotoco, descobre o som de uma bexiga, seja amassando-a até estourar, seja forçando o ar, deixando-o escapar num ihhhhh inconfundível. E ele pega uma camisinha usada!!!! Que nojo!!!! E ele a faz encher com uma bexiga!!!! Esquecemo-nos da realidade rasteira em que eles estão metidos até o pescoço. Ou pelo momento em que ele faz-se de morto, como um cão, e revive ele mesmo dado que Lady deixa de lhe dar atenção. Ou pelos momentos em que Cotoco se desespera, com o estourar da bexiga, com a raiva de Lady, com tudo o que nos faz crer o quão triste é seu retrospecto, que imaginamos, sua vida.&lt;br /&gt;O espetáculo é uma tragédia, diz Esio em Zibaldone, 1 - Dramaturgias Contemporâneas, caderno de ensaios do Barracão Teatro. É lá que ele narra, passo a passo, a descoberta do personagem. Tudo tão difícil quanto a vida de um ser como aquele.&lt;br /&gt;Lembro-me de minha visita ao Pequeno Cotolengo, com minha mãe, para levar umas roupas e uma tevê. Não aguento ao ver aqueles seres sem pernas, sem braços, sem nada. Para que dar calças a eles, se nem pernas têm???? Sofro. E respeito ainda mais minha mãe. A vida pode ser isso mesmo, talvez seja isso mesmo e nós, que algo podemos, não vemos. Ou vemos só de relance, quando compramos uma revista Ocas daqueles sujeitos com olhar vazio, com que tanto vêem. Lembro-me do Sérgio, um deles, com pé machucado, que ajudei algumas vezes. Talvez esteja numa casa de sem-tetos, talvez esteja vendendo suas revistas, talvez tenha desistido e morrido. Lembro do meu pai.&lt;br /&gt;Não entendo a invasão da realidade por um fumante de crack. Pela metade da trama.&lt;br /&gt;Não narrarei o fim do espetáculo, que dizem dever à Commedia dell'arte. Não sei. Sim, não há praticamente enredo, tudo muito rasteiro, sem clímax, sem eventos, sem tramas, sem nada. Só a relação entre Lady e Cotoco, vestido ora como mulher ora vestido como sapo que se quer príncipe, pela Lady. Há algo de fraco nisso tudo? Não sei. Sei que esqueço, ao reparar sem cessar naquilo que é o Cotoco. Tudo uma desculpa para um brilho absoluto, é o que parece. Sai na Folha que seria um bufão. Como assim? Não vejo nada nesse sentido, quando muito o final, em que Cotoco se mostra como ser finito em meio a outros seres finitos. Crítica à sociedade? Só forçando a barra. Cotoco não é um bufão. Cotoco é uma espécie de palhaço, só isso me faz crer.&lt;br /&gt;Termina o espetáculo, com lágrimas que não correm, mas com infinita curiosidade em conhecer o Esio, que dá vida ao Cotoco. É ele que apresenta o trabalho da companhia, e que convida para o Encruzilhados, que tentarei ver.&lt;br /&gt;Mas saio com algo do coração na mão. Que esqueço ao ligar o rádio.&lt;br /&gt;Valeu a pena o retorno à platéia, tentando voltar ao palco que mal reconheço.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-5375257914705828178?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/5375257914705828178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=5375257914705828178' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/5375257914705828178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/5375257914705828178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/08/diario-baldio-782011-tusp.html' title='Diário Baldio, 7/8/2011, Tusp, BarracãoTeatro'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-EYdND-4YOig/TkHwf3IfJBI/AAAAAAAABbs/ChQlZnmd9NY/s72-c/img_0734_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-1801239333935044192</id><published>2011-08-07T19:07:00.000-07:00</published><updated>2011-08-07T19:19:33.354-07:00</updated><title type='text'>diário baldio (barracão teatro)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-en04d0HhwcE/Tj9Hkxf0XSI/AAAAAAAABbk/DKNMErPyDlE/s1600/img_0734_2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5638303955578805538" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-en04d0HhwcE/Tj9Hkxf0XSI/AAAAAAAABbk/DKNMErPyDlE/s400/img_0734_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;foi no tusp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;fazia tempo que não assistia um espetáculo. qualquer um.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;o que se seguem são meras impressões pessoais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;saí transtornado. à beira do choro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;o personagem do ésio magalhães, o cotoco, me lembrou as aulas de palhaço que tive com a silvia leblon. os raros momentos em que minha expressão começava a aparecer, estranha.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;a máscara do cotoco é bárbara. algo de o corcunda de notre-dame. mas seria inviável simplificar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;o fato é que a ingenuidade-esperteza-barbaridade do personagem cativaram-me como muito poucas vezes. tanto que cogito em tentar fazer oficinas com eles.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;eu sei que o caminho está por aí. um dos meus caminhos, claro. há vários outros. mas esse é um deles.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;pois não gosto de representação, se me entendem. o realismo me enche o saco. e o cotoco tem algo de estranho, creio que da commedia dell'arte, que eles citam e que eu não conheço. ah, a santa ignorância...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;compro o caderno zibaldone 1-dramaturgias contemporâneas, e vem sem uma página. mas peço a eles e começo a ler. muito há que não me diz respeito. mas há também muito que me chama a atenção.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;quem sabe nos próximos dias consiga fazer alguns comentários menos pessoais e esparsos. por enquanto não consigo. talvez não tenha por enquanto o distanciamento exigido. talvez não queira tê-lo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;mas seja como for recomendo. os risos que eles tiram de nós são tão ingênuos que já sinto falta deles.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;no tusp, sábados, 21h, domingos, 20h. assistirei também encruzilhados, uma quinta ou sexta, às 21h. acho.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-1801239333935044192?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/1801239333935044192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=1801239333935044192' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/1801239333935044192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/1801239333935044192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/08/diario-baldio-barracao-teatro.html' title='diário baldio (barracão teatro)'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-en04d0HhwcE/Tj9Hkxf0XSI/AAAAAAAABbk/DKNMErPyDlE/s72-c/img_0734_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-137669928366717392</id><published>2011-08-07T12:38:00.000-07:00</published><updated>2011-08-07T13:05:35.766-07:00</updated><title type='text'>o choro de uma garota</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-0mPMxRPyHZ8/Tj7wAJV2CqI/AAAAAAAABbU/8dVxquV32A8/s1600/1194753418_rosto_na_janela_com_chuva.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5638207668812647074" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 305px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-0mPMxRPyHZ8/Tj7wAJV2CqI/AAAAAAAABbU/8dVxquV32A8/s400/1194753418_rosto_na_janela_com_chuva.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;uma breve história que contei ao hermas e a uma garota chamada monica lá no rio.&lt;br /&gt;eu havia me esquecido. tem a ver com teatro.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;aconteceu quando eu fazia jornalismo na usp.&lt;br /&gt;eu pegava ônibus todo dia.&lt;br /&gt;uma tarde, entrei num ônibus e sentei ao lado de uma garota, que devia ter uns 18 anos, quem sabe.&lt;br /&gt;conversamos. ela me disse que tinha ido fazer uma prova de redação.&lt;br /&gt;eu lhe disse que interessante, você tem algo que escreveu aí com você?&lt;br /&gt;ela disse que sim, eu li. achei normal.&lt;br /&gt;em seguida, eu lhe disse que eu também escrevia.&lt;br /&gt;ela me disse posso ver algo que você escreveu?&lt;br /&gt;eu disse que sim.&lt;br /&gt;passei a ela um texto que eu havia feito sobre ou para o meu pai.&lt;br /&gt;à época, o bicho estava pegando. meu pai ou estava internado em clínicas psiquiátricas ou voltava bêbado em casa e as discussões rolavam soltas. era o começo de algo que quase me destruiu.&lt;br /&gt;eu não me lembro exatamente sobre o que era o texto.&lt;br /&gt;mas era uma tentativa de comunicação.&lt;br /&gt;a garota leu em silêncio. terminou. chorou. as lágrimas saíam, mas ela não chorava com soluços.&lt;br /&gt;fiquei pasmo. não sabia o que fazer.&lt;br /&gt;tentei falar com ela novamente.&lt;br /&gt;ela se calou.&lt;br /&gt;até o fim do trajeto.&lt;br /&gt;saí do ônibus e ela ficou lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bom, durante minha peça somente uma pequena prova de amor.&lt;br /&gt;eu estava no palco. escondido, ao fundo.&lt;br /&gt;eu sabia o que queria.&lt;br /&gt;queria aquele choro contido de parte da platéia.&lt;br /&gt;eu não sei por que, mas eu queria.&lt;br /&gt;foi que eu vi. ao menos duas garotas, uma do lado esquerdo outra do direito, estavam chorando. sem soluços. como eu queria.&lt;br /&gt;eu havia dito ao brunno - que atuava no centro do palco (era quase um monólogo): quero que você diga o texto não bem friamente, mas sem emoção. simplesmente que diga o texto. como se fosse um fato. não uma sensação.&lt;br /&gt;ele, a muito custo, fez o que eu queria.&lt;br /&gt;num determinado momento da peça, eu aparecia, dizia um texto à platéia e sumia, andando, passando pela platéia, em direção à saída (que ficava nos fundos).&lt;br /&gt;lá no fundo, pelo lado direito, estava o raffael (fabrício), cuidando do som.&lt;br /&gt;lá do fundo, havia toda uma sensação de poder.&lt;br /&gt;eles eram como ratinhos. estavam ao meu dispor.&lt;br /&gt;o espetáculo acabou.&lt;br /&gt;eu disse: "pronto, acabou. daqui a uma meia hora haverá nova apresentação."&lt;br /&gt;eu nem disse obrigado.&lt;br /&gt;as pessoas saíam e falavam comigo.&lt;br /&gt;ninguém tinha entendido nada, e tudo bem. não era para entender.&lt;br /&gt;eu queria mesmo aquele choro - que quem chorou escondeu depois.&lt;br /&gt;eu havia conseguido o que queria.&lt;br /&gt;evoé.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-137669928366717392?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/137669928366717392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=137669928366717392' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/137669928366717392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/137669928366717392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/08/o-choro-de-uma-garota.html' title='o choro de uma garota'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-0mPMxRPyHZ8/Tj7wAJV2CqI/AAAAAAAABbU/8dVxquV32A8/s72-c/1194753418_rosto_na_janela_com_chuva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-4192854759569649202</id><published>2011-08-06T14:47:00.000-07:00</published><updated>2011-08-06T14:57:20.579-07:00</updated><title type='text'>sobre algo de que não me lembro</title><content type='html'>... a cris me conta...&lt;br /&gt;esqueci.&lt;br /&gt;este espaço é (ou deveria ser) sobre teatro.&lt;br /&gt;mas as gatas ladeiam-me aqui. e a cris sossegada ao meu lado, a tv, a sombra da gata, o ferro esfriando, e o mundo andando.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;sexo e política, no centro de minhas preocupações.&lt;br /&gt;terão seu lugar na ópera cover.&lt;br /&gt;a política. minha primeira pecinha começa com o 11 de setembro. nada a ver com o gerald. não, meu caro, eu o vi de longe e o senti de perto, sim, mas de forma para você inimaginável. acredite-me. não importa muito, claro, afinal quem sou eu. quem é o gerald. oh...&lt;br /&gt;atenho-me aos poucos que me lêem e que acompanho.&lt;br /&gt;não quero sentir pena falando de política. política não tem espaço para isso. não me venham com cantilenas. vão falar com o sêneca, então. que morreu assassinado, ora. mas nos deixou algumas obras (que aliás vêm me decepcionando um pouco, só um pouco).&lt;br /&gt;vão falar com o colega chileno que perdeu a cabeça ao falar de suas impressões da tortura no chile. vão falar com os mortos.&lt;br /&gt;eu tentei.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;e o sexo?&lt;br /&gt;é um espanto, falar tanto dele nesse meu repositório de lembranças e fixações. de 5 atos, 3 são dele!!! como se eu fosse calígula... ahah&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;foi muito legal a tarde com a lu, assistindo exposições. há alguns sábados.&lt;br /&gt;como me agrada falar sobre sexo sem tabus, sem não-me-toques. por que isso é tão difícil, afinal, sabendo que ninguém mais deixa de fazer nada que possa ser imaginado?&lt;br /&gt;se bem que a lu é especial.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;pois então, ... e mais ... e não lembro o que a cris havia me dito.&lt;br /&gt;por enquanto não importa.&lt;br /&gt;me esperem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-4192854759569649202?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/4192854759569649202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=4192854759569649202' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/4192854759569649202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/4192854759569649202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/08/sobre-algo-de-que-nao-me-lembro.html' title='sobre algo de que não me lembro'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-4462317611558757801</id><published>2011-08-03T07:48:00.000-07:00</published><updated>2011-08-03T07:52:27.026-07:00</updated><title type='text'>ultimo no rio</title><content type='html'>ultimo post no rio.&lt;br /&gt;lembro da exposicao sobre o movimento punk. nao como movimento propriamente dito, mas voces entenderam.&lt;br /&gt;assisti vezes sem conta um video que nao era identificado. procurei procurei e nao achei. narrava a ida do resto dos sex pistols ao rio, para visitar ronald biggs, e o encontro amigavel, e as perguntas, deixem o crime para os criminosos, e tudo focado em um membro deles que nao conhecia. o jeito dele desconfiado me chamava a atencao. o sid devia ser ainda pior. ee esse jeito que me atrai. o resto do punk me irrita, sobremaneira. tentativa de capturar algo, a vida, que nao deve ser capturado. tentativa de domesticar a energia. sem nexo.&lt;br /&gt;muito interessante mas ao mesmo tempo entediante esse negocio do video de warhol sobre lou reed e velvet underground. lembro de minha irma. irritacao. coisa de boiola. nao entro nessa. fico com os sex pistols. permaneco raso, porque quero.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-4462317611558757801?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/4462317611558757801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=4462317611558757801' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/4462317611558757801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/4462317611558757801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/08/ultimo-no-rio.html' title='ultimo no rio'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-5593929972574988508</id><published>2011-08-02T16:56:00.000-07:00</published><updated>2011-08-02T17:08:39.088-07:00</updated><title type='text'>a estetica punk que nao ee esquecida</title><content type='html'>ta certo, nao ee sobre teatro, mas como para mim tudo tem a ver com tudo mesmo...&lt;br /&gt;tarde livre no rio, vou ao centro cultural bb, e vejo i am a cliche, ecos da estetica punk, mostra bem legal que nos da um panorama dos principais expoentes da estetica punk, que sobreviveram aos tempos embora que - a maior parte - tenham morrido aqui na terra. David Wojnarowicz, andy warhol (claro), bruce conner, david lamelas (argentino, quem diria), linder, jamie reid, stephen shore, dennis morris, etc etc. procurem por ai e vao ver coisas muito legais. se bem voces devem bem conhecer, entao... bom, ee chover no molhado.&lt;br /&gt;entro em duas livrarias, e quase compro gargantua e pantagruel, mas leio e nao vejo que coisa nada demais, e quase decameron, do bocaccio, tambem a mesma coisa, e a obra do jorge mautner, algo do kaos, toda ela, 80 reais, mas nada de anima. sei la, que coisa, tudo me parece a tal ponto batido que nao consigo mexer o meu bolso, sabem como ee.&lt;br /&gt;encontro diversos cds do philip glass em loja aqui perto, e como nao posso ouvir nao me animo tambem, se bem que gostaria, cara, que vontade de estar por dentro do que se faz de bom por ai, mas claro ee pensamento de colonizado, claro....&lt;br /&gt;guardo alguns titulos para quem sabe pedir aas editoras por ai. e eis que entra em meu twitter a algol, editora de que ja fiz uma resenha. quem sabe me acharam, quem sabe. ou quem sabe esperam alguma outra resenha, daquele livro sobre poesia sovietica.&lt;br /&gt;quase vou aa gavea, ao shopping, assistir peca do pirandello, mas estou cansado e amanha vai ser barra.&lt;br /&gt;ah, meu, e isto que ta virando diario, que chato.&lt;br /&gt;o ruy fica feliz la do mexico por ser citado em materia na folha sobre livro com os novos dramaturgos, que de novos nao teem nada, ee claro. eu mais o que quero ee ficar quieto aqui comigo. ser conhecido, para que. nao iria mudar em nada. claro que se mudasse tudo bem. mas nao me convenco. a maioria das vezes ee falsa exposicao, so para os amigos que afinal ja me conhecem.&lt;br /&gt;e a lu que me diz que o convite ta de pe. esperando uma oportunidade. mais um festival la pelos idos do interior paulista. ah que vontade de sentir novos ares.&lt;br /&gt;e eis que entram quinze neguinhos no meu blog comentariosdocontrera. o que teria acontecido, nao sei. se bem que ee interessante, foi ontem que eu postei com forca relativamente rara. um post pulsante, cheio de informacoes, e marcacoes do agora que tanto tem de urgente para mim.&lt;br /&gt;aqui no novotel o pessoal comemora um ano de atividades, e tem um happy hour de graca. carne seca, coisas e tal. mas eu ja comi e estou cansado.&lt;br /&gt;para o quarto, ja? talvez. vejamos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-5593929972574988508?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/5593929972574988508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=5593929972574988508' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/5593929972574988508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/5593929972574988508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/08/estetica-punk-que-nao-ee-esquecida.html' title='a estetica punk que nao ee esquecida'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-506146296468989208</id><published>2011-08-01T20:12:00.000-07:00</published><updated>2011-08-01T20:27:51.794-07:00</updated><title type='text'>no rio</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ew9g9DU_ndc/Tjdup7x3o2I/AAAAAAAABbE/xzoBiVqJaNo/s1600/2440538959_f8e235b239.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; FLOAT: left; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5636095125378016098" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-ew9g9DU_ndc/Tjdup7x3o2I/AAAAAAAABbE/xzoBiVqJaNo/s400/2440538959_f8e235b239.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;estou no rio de janeiro. a trabalho.&lt;br /&gt;amanha teremos de acordar as 6h. pararemos depois do almoco. depois, liberdade.&lt;br /&gt;vou me informar: o que rola aqui que seria legar assistir amanha (porque quarta nao vai dar)?&lt;br /&gt;alguem me ajuda?? obrigado!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-506146296468989208?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/506146296468989208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=506146296468989208' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/506146296468989208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/506146296468989208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/08/amanha.html' title='no rio'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ew9g9DU_ndc/Tjdup7x3o2I/AAAAAAAABbE/xzoBiVqJaNo/s72-c/2440538959_f8e235b239.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-369714496996579757</id><published>2011-07-30T16:53:00.000-07:00</published><updated>2011-07-30T17:13:31.938-07:00</updated><title type='text'>e eu, que deixei de acreditar</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-SI7wGjpuU_Q/TjSbX23AThI/AAAAAAAABa8/kwNJxh1GJL4/s1600/medo-de-perder.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5635299867912850962" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 266px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-SI7wGjpuU_Q/TjSbX23AThI/AAAAAAAABa8/kwNJxh1GJL4/s400/medo-de-perder.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;a tati arrasa cantando em francês. o gui aposta em peça juvenil. o gerald continua seu périplo, com seus saltimbancos ingleses. o ruy, acho que no méxico. a lilian, convidando-me para roberto zucco. a lulu, dando o sangue lá no interior (como gostaria de assistir ao que faz - gosto desse negócio de passar o bastão, ou seja, de ensinar). talvez tenha esquecido alguém. paciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;e eu, nisso tudo?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;não fui ao espetáculo da tati. devo ter visto n vezes menções no facebook, pelo gui, sobre a peça que estrela (música para cortar os pulsos). e li no estado - mandei parabéns a ele. agora mesmo ele está para atuar (221h). assisti duas vezes ao gerald, mas não me animou muito. acompanho o ruy de longe, mas não consigo entrar em suas discussões. a lilian, muito simpática, me perdoa por não ter ido ainda ver a peça.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;(pausa. tem o jaguar cibernético, em que boto fé, mas que não posso ver por enquanto)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;vários ex-atores do gerald estão também por aí, apostando em suas carreiras. mas e eu, acredito em algum deles, em algo que vejo?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;não.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;deixei de acreditar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;lembro-me quando o gerald fazia questão de que eu assistisse seus espetáculos - o último sobre o qual falamos foi o luar trovado, apenas uma única vez, e eu não fui. tentei também assistir a bait man, mas era no rio, e a grana, então não deu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;o gerald até queria me apresentar ao nanini. olha só.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;hoje nado sozinho, lendo minhas coisas, escrevendo no blog que toco com meus ínfimos meios, entrando no facebook para ver algo que me anime. mas o fato é que deixei de acreditar. talvez em mim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;por outro lado, deixo me influenciar - demais - pelas opiniões da mídia, basta ver nos jornais que eu me animo. não confio em meu feeling. fico sempre à mercê dos outros. um hipócrita.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;aqui ao meu lado quatro livros, a dança da realidade de alejandro jodorowsky (devir), jung, o mapa da alma, do stein (cultrix), valère novarina, diante da palavra (7 letras) e lua e alma, de mya santel (novo espaço). poderia me estender linhas a fio sobre meu relacionamento com cada um deles. mas isso não importa. importa que, do meu jeito, em todos eles acredito de alguma forma. tanto que os consigo nas editoras. mas, e com relação a pessoas concretas, a atores, autores, como é que fica?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;prefiro sempre ficar só.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;sonho acordado ao imaginar minha sacrifice (peça que está na metade). digo ao raffa que dia&lt;br /&gt;desses estará pronta (mas é tão difícil). imagino também apostar numa peça sobre os antigos, falando de morte. mas não saio da vontade. cheguei a pedir a tradução de diálogos dos mortos, do luciano, a uma professora da unesp (acho), e ela mandou. mas não me animei. nem mesmo lendo uma adaptação norte-americana que me saiu o olho da cara.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;lá na editora onde trabalho, uma colega cresce a olhos vistos. porque acredita. eu meio que cansei. busco todo dia acreditar nisso ou naquilo, mas só consigo pensar que, comigo, só em meu&lt;br /&gt;próprio empreendimento. assisto palestras sobre jornalismo investigativo e fico de queixo caído. mas não consigo avançar aqui comigo, nos meios que tenho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;compro jornais todo dia, e não consigo ler nenhum deles.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;é como o gerald diz. i can't go on, i must go on.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;gostaria de pedir desculpas a todos os que citei. mas não tenho como. queria apoiá-los como merecem, mas mesmo aceitando acabrunhado todo o valor e os valores do que fazem, eu mesmo assim não acredito. em quê, não sei. por quê, menos ainda.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;teria de fingir. e isso não quero fazer. não mesmo. prefiro manter a face que todos conhecem. como se eu quisesse fazer parte SEM ESTAR LÁ. quem sabe assim eu me aguentasse. vamos então à pecinha. pois é nela que quero me soltar, de repente. como antes, quando quase joguei cadeiras na multidão, como quase arrebento espelhos enormes. como um noia, um doido sem pé nem cabeça.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;acreditando ao menos em mim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;quem sabe.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-369714496996579757?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/369714496996579757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=369714496996579757' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/369714496996579757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/369714496996579757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/07/e-eu-que-deixei-de-acreditar.html' title='e eu, que deixei de acreditar'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-SI7wGjpuU_Q/TjSbX23AThI/AAAAAAAABa8/kwNJxh1GJL4/s72-c/medo-de-perder.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-5900571065457954529</id><published>2011-07-29T12:38:00.001-07:00</published><updated>2011-07-29T13:02:37.763-07:00</updated><title type='text'>sobre supostos plágios e batidas de carro</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-jWsBpX5XQFs/TjMRykkW9vI/AAAAAAAABa0/tYSJ6aRJU-0/s1600/nem%2Btanto.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634867119277930226" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 172px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-jWsBpX5XQFs/TjMRykkW9vI/AAAAAAAABa0/tYSJ6aRJU-0/s400/nem%2Btanto.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;creio que foi ao ler chamada de capa na folha sobre suposto plágio cometido pelo felipe hirsch contra um autor norte-americano (acho) que fez com que eu batesse meu carro mais uma vez e precisasse levá-lo para consertar no mecânico que eu já conhecia. ou foi ao ver as fotos do alan garcía depositando a faixa presidencial de um lado e ollanta humala vestindo-a em outra foto. não sei.&lt;br /&gt;mas, apesar de haver conhecido algo do drama peruano, ao visitar o país há alguns anos, foi a chamada da peça que seria plágio o que mais me perturbou.&lt;br /&gt;sabemos todos que o gerald detesta o hirsch. diz que ele é uma cópia de si, e mal-feita (se não me engano, as palavras são essas), mas sempre é difícil distinguir nas posições do gerald o que é verdade do que parece ser tentativa de trazer os holofotes para nós. não que eu o culpe, imagino como devem ser avassaladoras as pressões dos críticos e de outro lado dos fãs de ocasião ou mesmo dos sinceros. o gerald não é o antunes que tem o sesc como lar, nem é o josé celso que tem o oficina andando pelas próprias pernas. o gerald comanda uma trupe de saltimbancos que sempre mudam e cujas peças também são mutantes. aqui comigo, prefiro assim.&lt;br /&gt;mas voltando ao hirsch. leio os trechos da peça e da obra supostamente plagiada e fico pasmo. é praticamente ipsis litteris. não se aplica essa desculpa de que hoje a situação é outra, dadas as tecnologias e o suposto anacronismo da legislação sobre direitos autorais. fico pasmo. o que acontece? não quero culpar o hirsch. mas como aceitar?&lt;br /&gt;cara, eu sei como é difícil criar. tem sido um parto fazer as pecinhas que fiz e ninguém viu. no mais das vezes sempre acabo aproveitando algo aqui, algo acolá, fazendo uma colagem e sustentando algo que no fundo nem sei o que é - mas que se torna alguma coisa. agora mesmo não paro de pensar nos atos dessa minha nova peça, mais ambiciosa, muito mais, e mesmo carregando um caderninho de anotações e repassando as dicas em arquivos que se tornam mais e mais volumosos a tarefa parece inglória. ainda mais porque ninguém que me rodeia sequer entende - ou mesmo se recusa a tentar entender - o que faço. pôxa, faço isso para quê, afinal? se não ganho nada, absolutamente nada, com isso... é por isso que tanto valorizo aquilo que se cria. pois é difícil. e só quem faz sabe o quanto. por isso NÃO ENTRA NA MINHA CABEÇA aquilo que li no jornal. simplesmente não entra. fico com pena da situação, afinal nessa briga quem perde é o teatro, sempre. e nossa imagem lá fora? continuamos sendo o paíseco de sempre?&lt;br /&gt;mas fico por outro lado relativamente contente com as leituras que vejo sendo feitas neste espacinho. afinal, não tenho nada e mesmo assim há quem me visite. tenho só a mim mesmo, e mais tenho a mim mesmo RELATIVAMENTE AO TEATRO, e vejo que as pessoas me acessam por causa DELE, e não por mim. basta comparar os acessos deste blog com os do meu comentariosdocontrera. e vejam, de nada adianta colocar posts no twitter ou postar imagens nos posts do FB. o pessoal não entra, mesmo. já aqui, sempre vejo alguém. legal.&lt;br /&gt;fechando ainda, fico também feliz em ver que o gui (guilherme gorski) aposta e acerta na premiada música para cortar os pulsos, agora em nova temporada. eu mesmo admito: não achei nos últimos dias nada que me atraísse à pecinha; mas está lá no estado, em chamada na capa do caderno 2 e em artigo simpático no pé de uma página. há até menção à paixão que o gui nutriu e nutre pelo texto. legal. sorte. merda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-5900571065457954529?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/5900571065457954529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=5900571065457954529' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/5900571065457954529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/5900571065457954529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/07/sobre-supostos-plagios-e-batidas-de.html' title='sobre supostos plágios e batidas de carro'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-jWsBpX5XQFs/TjMRykkW9vI/AAAAAAAABa0/tYSJ6aRJU-0/s72-c/nem%2Btanto.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-5254722474639748450</id><published>2011-07-28T19:03:00.000-07:00</published><updated>2011-07-28T19:13:05.508-07:00</updated><title type='text'>por que estou apelando</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-UZVXcpa8xV0/TjIXHhwR52I/AAAAAAAABak/OaHQ25gYhTs/s1600/so-apelando1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634591501881304930" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 378px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-UZVXcpa8xV0/TjIXHhwR52I/AAAAAAAABak/OaHQ25gYhTs/s400/so-apelando1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;eu já nem sei por que escrevo o que escrevo. só sei que preciso.&lt;br /&gt;estou no quinto ato dessa minha maior bobagem. uma peça que por enquanto se chama sacrifice. em inglês, mesmo. por que, bom melhor não dizer.&lt;br /&gt;como é difícil imaginar. considerar que haverá luz, sombra e cor aqui e acolá, que deve tudo mudar agora, e agora não. que este rapazola entra pelo lado direito e faz movimento determinado (qual?), sem com isso querer dizer alguma coisa. trabalhar o acaso. fazer da partitura um modelo a não ser seguido. mas algo apresentar. algo que supere a simples consciência, algo que vá para além do pré-determinado.&lt;br /&gt;alguém poderá achar que apelo, ao insistir em títulos escatológicos nisso que escrevo. não é isso. é fase. preciso - a peça está aí para comprovar - fazer do escatológico algo mais. algo cômico, claro. afinal esta sociedadezinha dá valor demais às aparências.&lt;br /&gt;cara, vou e venho e não sei para onde me dirijo.&lt;br /&gt;páro por aqui. afinal, ninguém me lê mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-5254722474639748450?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/5254722474639748450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=5254722474639748450' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/5254722474639748450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/5254722474639748450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/07/por-que-estou-apelando.html' title='por que estou apelando'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-UZVXcpa8xV0/TjIXHhwR52I/AAAAAAAABak/OaHQ25gYhTs/s72-c/so-apelando1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-2595039225895567764</id><published>2011-07-27T18:09:00.000-07:00</published><updated>2011-07-27T18:25:36.111-07:00</updated><title type='text'>uma outra saída</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Um85pdlftSE/TjC6YD52VdI/AAAAAAAABaM/lVecs40pAvg/s1600/marina-abramovic-lowry-007.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634208056368059858" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-Um85pdlftSE/TjC6YD52VdI/AAAAAAAABaM/lVecs40pAvg/s400/marina-abramovic-lowry-007.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;deve ser para isso que serve o facebook.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ontem à noite, enquanto passava mais uma noite mal dormida, conectado (a mim mesmo?), deparei-me diante de um post de aluno do ruy mandando um link com cenas de a vida e a morte de marina abramovic, peça estreada recentemente (de 9 a 16 de julho, pelo que me lembro), lá na inglaterra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;caí de boca no youtube. são quatro breves vídeos. um deles, com trechos esparsos, e outros três, com trechos mais extensos, em todos com a presença (macabra?) de willem dafoe e da própria marina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu nunca tinha ouvido falar dela. cara, há quarenta anos que ela é unanimidade, e eu não sabia. pasmo. bom, disso eu já havia me tocado há alguns dias, pois saiu na ilustrada que a peça estava para ser encenada. foi, e deve ter abafado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o que dizer da luz, o que dizer da fumaça, o que dizer das cores, o que dizer dos atores pendurados, o que dizer do lentíssimo movimento de todas as figuras presentes? eu ainda não havia visto bob wilson em ação. bom, vi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;queria ter ficado embasbacado. mas, sei lá, algo em tudo parecia déja vu, que coisa. tudo tão bonito, e ao mesmo tempo tão marcado. vez ou outra, observando dafoe, meu olhar de repente afastou-se e vi apenas um homem rastejando envolvido em fumaça. o estranhamento do espetáculo se foi. esfumou-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a lulu disse-me quando veio a sampa a decepção que foi assistir um espetáculo qualquer no living theater. eu disse, é mesmo? ela, ro, a cortina era sustentada por um clips (não foi bem clips que ela disse, a palavra me foge, mas vocês entenderam). mas, e o espetáculo? ela, ro, eles ainda falavam da revolução sexual (não foi bem isso que ela disse, desculpem novamente). bom, vocês entenderam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;foi similar à minha percepção ao visitar hollywood e não ver NADA. nada de bom. tirando o sanduíche. e a coca-cola à vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cara, algo em mim parece descolar-se do pouco que ando vendo. algo em mim parece buscar algum outro, alguma outra saída. o que será, não sei. mas não vejo mais nada de novo. mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ah, como gostaria de ter assistido as peças que o ruy e a lu assistiram recentemente. mas preciso me manter. e fora do teatro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-2595039225895567764?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/2595039225895567764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=2595039225895567764' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/2595039225895567764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/2595039225895567764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/07/uma-outra-saida.html' title='uma outra saída'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Um85pdlftSE/TjC6YD52VdI/AAAAAAAABaM/lVecs40pAvg/s72-c/marina-abramovic-lowry-007.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-851482816623248541</id><published>2011-07-26T15:56:00.000-07:00</published><updated>2011-07-26T16:17:02.529-07:00</updated><title type='text'>mas eu quero estar lá</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Hoxq2PQTRS8/Ti9K3WYp0nI/AAAAAAAABZ8/NI6dlXrb404/s1600/DSC_3151x.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5633803973626024562" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 268px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-Hoxq2PQTRS8/Ti9K3WYp0nI/AAAAAAAABZ8/NI6dlXrb404/s400/DSC_3151x.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;por que teatro? por que não algo mais viável? por que não algo menos efêmero, que deixe algum registro que não na alma dos ditos cujos, que nunca se dizem aliás?&lt;br /&gt;há dias li em algum lugar a descrição de um sujeito que ao subir ao palco reparou que era lá onde ele queria sempre estar. acho que foi o jodorovski, o chileno cultuador do tarô. pois é. foi assim que eu me senti a primeira vez que encarei a todos lá, no sesc vila mariana. o ato haveria de se repetir uma vez. mas desta eu já estava preparado. o negócio havia perdido a graça. vai entender.&lt;br /&gt;o armando (antenore) me pergunta se ainda escrevo para teatro. escrevo, sim, armando, como não. mas deveria também lhe dizer que isso, escrever, às expensas do fato de que a vida vai de mal a pior, a grana pouca, a estima menos, e os caminhos, raros e quando existentes árduos a não mais poder. sei que faço parte da tradição, ao ser tudo assim. o teatro foi e ainda é o recanto dos fracassados, daqueles que só podiam mesmo confiar no palco para darem vazão aos dilemas que os consumiam. estou bem acompanhado? pois é. sei lá. não sei se quero fazer parte dessa trupe.&lt;br /&gt;meus escritos sobre teatro já não contam tanto, mais expõem, quero imagens, quero combinações mutantes, a passar significados tênues e estranhos. foi lendo sobre wilson que percebi que podia tudo. tudo. não preciso me ater a nada. tudo pode ser simplesmente o que é.&lt;br /&gt;mas a própria ascendência me afasta. não faço parte dessa nem de nenhuma tradição, não quero fazer parte. a própria noção de estar num lugar me enoja. quero ficar limitado a mim mesmo. quero que a expressão apenas descambe em MINHA fruição. não tô nem aí para o público. qual o quê, sempre gente que a gente mal conhece. há exceções, claro, mas.&lt;br /&gt;lembro da platéia (exígua) que compareceu às 6h (da manhã!) para assistir o nascimento de um palhaço. nunca nada quis dizer menos. não me lembro muito bem. mas não havia movimento algum. só todo mundo junto ouvindo - ou pretendendo ouvir - algo que mal saía do meu notebook. depois, um sujeito da tv cultura me perguntou o que eu achava de estar nesse horário. não sei o que disse. mas levei a sério demais. não ligava e não ligo a mínima. sucesso?&lt;br /&gt;e as cinco pessoas que assistiram minha última peça (de cujo nome nem me lembro, aliás?) deixa eu procurar... ah, sim, mas tudo foi apenas um sonho. o raffa e eu. e o ruy assistindo (ainda hoje, obrigado). e o nada em conta-gotas. e o comentário do ruy. e a sensação de um peso ter sido retirado de minhas costas. o peso de parte de minha história. lembro dos aplausos. poucos, mas sinceros. também, se nem aplauso tivesse... eu não ligava e não ligo mesmo, a mínima.&lt;br /&gt;mas preciso do espaço do palco. para quê, eu não sei. preciso ESTAR LÁ. talvez como o kantor, como um regente sem partitura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-851482816623248541?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/851482816623248541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=851482816623248541' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/851482816623248541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/851482816623248541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/07/mas-eu-quero-estar-la.html' title='mas eu quero estar lá'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Hoxq2PQTRS8/Ti9K3WYp0nI/AAAAAAAABZ8/NI6dlXrb404/s72-c/DSC_3151x.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-9154431826767587573</id><published>2011-07-25T16:25:00.000-07:00</published><updated>2011-07-25T17:20:08.725-07:00</updated><title type='text'>algo sobre wilson e kantor</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-VZFAw2Caz4U/Ti4BXGBluTI/AAAAAAAABZs/0q6JYpqddfg/s1600/RobertWilson.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5633441680152967474" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 264px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-VZFAw2Caz4U/Ti4BXGBluTI/AAAAAAAABZs/0q6JYpqddfg/s400/RobertWilson.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;difícil não se sentir provocado ao ler e refletir algo sobre o legado de bob wilson. digo ler e refletir porque nunca vi nada DELE. e aquilo que tem no youtube, embora bonitinho, deixa demais a desejar, após ter lido o livro do galizia (os processos criativos de robert wilson).&lt;br /&gt;o fato é que ele, assim como o kantor, deixam-me a impressão de não, nunca ter assistido a nada similar àquilo que eles há tempos já fizeram. como sentir um déja vu face um espetáculo em que nada acontece, e em que os vivos mais parecem mortos, e os mortos (bonecos) como que expressam a vida (kantor)? (se é que eu entendi bem). dele, do kantor, a gente acha algo mais convincente no youtube. mas do wilson, nada. ou muito pouco.&lt;br /&gt;bob wilson convenceu-me por exemplo de que não precisamos seguir a rota dos clássicos - e por clássicos me refiro a todos esses que vemos citados aqui e acolá, por gente culta ou nem tanto, como referidos à arte contemporânea. não, realmente não preciso - mas posso querer - ler sobre o futurismo, o dadaísmo, marcel duchamp, john cage, etc. etc. pois não foi por essa via que ele, wilson, se fez. basta a reflexão retirada da questão do movimento, do movimento lento, lentíssimo, para mudar um pouco que seja nossa cabeça. pois pelo que percebo, nele inspirado, nos movimentamos sem saber que o fazemos e só podemos realmente descobri-lo refazendo o movimento continuadamente e m t o d o s e u d e t a l h a m e n t o (aqui imito kantor, o jeito da escrita). como entender o teatro após as descobertas de wilson em termos da recuperação dos movimentos - ou não bem recuperação, mas aproveitamento - de pessoas retardadas?&lt;br /&gt;a silvia leblon, de quem fiz uma oficina e meia de palhaço, dizia: reparem nas crianças. eu já o fazia. mas com wilson reflito que talvez devesse reparar, mais que nas crianças, para aproveitar seus movimentos no nosso palhaço, mais que nos retardados, quiçá também nos afetados por males como de alzheimer ou parkinson, por que não. esse foi um relance meu, recente. e procurarei a respeito onde puder encontrar. sim, pois o que é o movimento neste momento pós-tudo? (é por isso que não critico o movimento nas peças do gerald, ele sabe mais do que ninguém o preço de repetir o realismo, o naturalismo, todos esses ismos que fazem da arte essa coisa sem graça que costumamos ver por aí).&lt;br /&gt;carrego os livros do wilson e do kantor por aí. e meto-me a lê-los, mais ao do wilson, e sempre, sempre aproveitar algo fora do comum. algo que, claro, não vejo por aí, talvez porque os contemporâneos não os conheçam, ou os desprezem, ou os ignorem, ou mesmo não liguem para eles. mas para mim é diferente. quero tudo que possa mudar meu mundo (não à toa escrevo pela influência óbvia de wilson). e eu, que não preciso impostar minha existência, minha originalidade, não preciso também negar as influências. e - verão vocês - elas estarão numa metametametalinguagem do caralho nas minhas futuras, mas recentes, pecinhas.&lt;br /&gt;é por isso que tanto divulgo e tanto tempo e esforço dediquei à leitura do kantor e do wilson. porque eles realmente causaram uma reviravolta no meu modo de pensar. tanto que ao ler sobre grotowski sinto-me novamente entediado, e ao saber que talvez não consiga ler o hierofania, do milaré, sobre o antunes, talvez eu mesmo nem queira me aprofundar. tanto a aprender, mas na prática, na prática...&lt;br /&gt;o lúcio jr. diz que não sabe nada do wilson nem do kantor. e que por isso não opina. mas, meu caro, é por isso mesmo que fiz e faço resenhas, para divulgar a quem não conhece aquilo que só os iniciados parecem dominar para si mesmos... eu, que ando pelos próprios pés, e que sonho a rodo por nada, não preciso bancar o sabichão. eu não conheço e tudo bem. mas gostaria que todos conhecessem. porque é legal. só por isso.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-neCO-plBsc8/Ti4Bs_NHuMI/AAAAAAAABZ0/IBoWmz5aKEA/s1600/Tadeusz_KAntor_UK.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5633442056279406786" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 299px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-neCO-plBsc8/Ti4Bs_NHuMI/AAAAAAAABZ0/IBoWmz5aKEA/s400/Tadeusz_KAntor_UK.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;(desculpem-me. não ficou bom).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-9154431826767587573?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/9154431826767587573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=9154431826767587573' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/9154431826767587573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/9154431826767587573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/07/algo-sobre-wilson-e-kantor.html' title='algo sobre wilson e kantor'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-VZFAw2Caz4U/Ti4BXGBluTI/AAAAAAAABZs/0q6JYpqddfg/s72-c/RobertWilson.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-7518117177580150098</id><published>2011-07-24T08:08:00.000-07:00</published><updated>2011-07-24T08:31:39.193-07:00</updated><title type='text'>assalto ao banco central</title><content type='html'>assalto ao banco central. como dizer que não gostei dos diálogos das primeiras cenas? foram forçados? meio exterminador do futuro 2? mas melhorou. tramas paralelas legais, dando uma terceira dimensão aos personagens. como não criar empatia com o personagem do gero camilo? a bichinha-crente (devanildo) desanuvia o ambiente. o pastor - esqueci o nome do ator!!!!!, tem gonçalves no fim!!! milton gonçalves!! - é du caralho. a morte do comparsa lembrou o fogo contra fogo, a cena da morte do danny trejo. gostei do ator (quem? juliano cazarré). passa uma certa integridade (!). a cena em que o gabus mendes conta ao barão o chifre lembra outra cena do fogo contra fogo. gostei do personagem do cassio gabus mendes. o daniel filho tá forçado. óculos escuros e tal. quase sempre o milhem cortaz acerta a mão. o resto, normal. terei de chamar este blog de comentários sobre cinema, também? ah, sei lá. de resto: vale a pena assistir? sim, por que não? diversão...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-7518117177580150098?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/7518117177580150098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=7518117177580150098' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/7518117177580150098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/7518117177580150098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/07/assalto-ao-banco-central.html' title='assalto ao banco central'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-3308019946763990528</id><published>2011-07-23T15:54:00.000-07:00</published><updated>2011-07-23T15:58:02.217-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>não quero ficar preso contudo à obrigação de só postar aqui o que for resenha ou crítica de teatro.&lt;br /&gt;conto que contato a lilian, que conheci com o gerald, e ela me responde, e conversamos animadamente - após ela sair de aula que ministrava - e combinamos de nos encontrarmos no roberto zucco. basta eu ligar. ok. roberto zucco então estará aqui também. pergunto à lu se era rudolph balan e ela me responde, não, é rudolf laban, ah, então é isso, mas que livro caro. um dia. enquanto isso, meu corpo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-3308019946763990528?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/3308019946763990528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=3308019946763990528' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/3308019946763990528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/3308019946763990528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/07/nao-quero-ficar-preso-contudo-obrigacao.html' title=''/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-2892055745190742732</id><published>2011-07-22T17:45:00.000-07:00</published><updated>2011-07-22T17:50:02.340-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>de algo a mais tem servido ler e resenhar os livros do kantor e do wilson. assim como refletir nas trajetórias do gerald e de muitos outros. o que de mais importante retiro é a necessidade urgente de pensar a tradição a que nos filiamos. o gerald filia-se à da arte clássica e contemporânea. o wilson à dança, claro, mas também à condição dos desfavorecidos - refiro-me corporalmente ou mesmo intelectualmente (retardados) - e a nossa posição a respeito. e eu? à trajetória da américa latina, a respeito de que tanto acumulei e tanto fui impressionado? à trajetória do rock mal-dito (diferente de maldito)? muito pouco. insisto em beber da água do clássico, da literatura, e mesmo do teatro, mas algo me afasta disso tudo. e não encontro em que direção olhar. um dia, quem sabe... é procurar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-2892055745190742732?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/2892055745190742732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=2892055745190742732' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/2892055745190742732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/2892055745190742732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/07/de-algo-mais-tem-servido-ler-e-resenhar.html' title=''/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-1561434199234506776</id><published>2011-07-18T07:30:00.000-07:00</published><updated>2011-07-18T17:42:02.329-07:00</updated><title type='text'>Gargólios, de Gerald Thomas</title><content type='html'>Da primeira vez que assisti a Gargólios, do Gerald (Thomas), na estréia, achei que não havia entendido. Alguns problemas aconteceram durante o espetáculo (a jovem pendurada, sangrando, passou mal duas vezes, as legendas estavam fora de sincronia, etc.) e um clima estranho parecia haver tomado conta do elenco - ou pelo menos assim eu percebi. De resto, entrei mudo e saí calado. Mas eu já havia combinado assistir novamente o espetáculo, com a Franciny e a Lulu. Minha opinião era de que o Gerald, como de praxe, iria mexer no resultado. Por isso, a opinião ficaria para depois. À la Kant, suspendi meu juízo. &lt;br /&gt;Ontem assisti pela segunda vez ao espetáculo. E para minha surpresa muito pouco mudou. Então era isso mesmo. Lembro de que minha última imagem do palco foi ter visto o Gerald saindo orgulhoso. A Franciny disse meu nome a alguem da produção, pedindo para falar com o Gerald. Ele não iria atender, e não atendeu. &lt;br /&gt;Lembro-me agora de Terra em trânsito, a peça dele com a Fabi (Fabiana Guglielmetti) que eu mais assisti (umas 10 vezes?) E da sensação de, a cada vez que o fazia, sentir/perceber/entender algo que havia passado batido. E da confortável sensação de crescer com a peça. É por isso que eu discordo desses que dizem que as peças do Gerald são incompreensíveis. Não é bem isso. Diria que são como vinho - com o tempo a gente sente melhor o sabor. Mas e como entender minha - e não só minha - insatisfação? O que teria acontecido?&lt;br /&gt;Ocorreu que uma das muitas fãs incondicionais do Gerald - a Ezir Paiva - estava - nessa minha segunda ocasião - mais uma vez por lá. E eis que ela, com cultura de tirar o chapéu, ficou o tempo todo tentando me mostrar isso e aquilo na peça. E eis que então eu percebia, ao menos por uns instantes! A Ezir é mesmo - repetindo - de tirar o chapéu.&lt;br /&gt;É fácil dizer "não entendi". Mais fácil ainda é dizer "não gostei". Ainda mais fácil "que merda". Mas nós, que trabalhamos com arte, sabemos desconfiar disso tudo. A arte congrega, dentre outros, esses raros fenômenos em que o menos pode realmente ser mais. Por isso temos sempre que desconfiar - dos outros e, mais importante, de nós mesmos. E como isso é difícil.&lt;br /&gt;Agora, à peça. &lt;br /&gt;Como o Gerald gosta de encenar gente presa em algum lugar. É isso o que vemos no palco. Superheróis que são super-de-nada - sub heróis - presos ao sofá-consultório de um Freud ele mesmo em crise. Um John Malkovich. Uma paródia de si e de todos os outros - presos que estão a um enredo em que o Gerald os colocou sem opção - a não ser repetirem o mantra da vez (I don't understand) - e sem saída. O mordomo Angus Brown é o único que parece de certa forma livre, e eis que ele quer dizer alguma coisa (sendo para isso sempre impedido - pela própria peça, pela trilha, pelos subheróis), que acaba não dizendo, afinal. Enquanto isso, a mulher que sangra desce, nua, pedindo para ser fodida, para realmente sofrer o sofrimento que os outros querem evitar. Há também momentos (dois?) em que o elenco acompanha, condoído (com a trilha do soldado caído), o nascimento, à la Macunaíma, desse "outro" que passa correndo, assume nomes e combinações incontáveis e indizíveis, e carrega uma flor caída - fugindo contudo, sem querer ser ajudado. Um garoto perdido em Nova Iorque. Uma tênue ligação - nossa - com nós mesmos. Fecha a peça a repetida tentativa dos nossos subheróis de se dizerem responsáveis por alguma saída nesse mundo assoberbado por iPads, iPods, e outras engenhocas - que eu ainda não tenho (que pena?). &lt;br /&gt;Fechando. Gargólios, do Gerald, deixa uma impressão estranha no ar: soube eu o que aconteceu? Fui de alguma forma testemunha dessa louca viagem no palco? Em algo isso me atinge? Tem algo a ver conosco - platéia comportada de país incapacitado de seu desenvolvimento (mas crescer ele cresce, disso sabemos)? Ou a mensagem (?) está de alguma forma restrita à ponte aérea Nova Iorque - Londres? Que o Gerald se autoparodia, que parece andar em círculos, isso a gente vê. Mas saber, não se sabe. Fica-me contudo o olhar da garota ao meu lado, descrente de haver visto o que não queria ter visto. É o preço de todo artista que insiste em se jogar do precipício. Face ao que me rodeia, contudo, é colírio. Um colírio que arde um pouco, mas um colírio. De resto, I don't understand.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-1561434199234506776?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/1561434199234506776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=1561434199234506776' title='56 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/1561434199234506776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/1561434199234506776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/07/gargolios-de-gerald-thomas.html' title='Gargólios, de Gerald Thomas'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>56</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-8052243937414806908</id><published>2011-05-15T17:06:00.000-07:00</published><updated>2011-05-15T17:08:57.332-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>escrevo aqui que me arrependo. me arrependo de haver dado atenção a um babaca que se irritou com um comentário meu a respeito de uma peça dele ou mais especificamente a respeito da atuação do elenco. me arrependo e me penitencio. não faço mais isso. não dou trela a quem não dou importância.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-8052243937414806908?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/8052243937414806908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=8052243937414806908' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/8052243937414806908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/8052243937414806908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/05/escrevo-aqui-que-me-arrependo.html' title=''/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-1975579215526414796</id><published>2011-03-10T16:25:00.000-08:00</published><updated>2011-03-10T16:28:38.255-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>precisarei depois retomar os comentários com resta pouco a dizer, dos irmãos guimarães, com beckett e performances (que convenhamos não me convenceram, mas tudo bem). quando for possível, dadas minhas prioridades. e à espera dos dialogues of the dead, com o baudelaire jones.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-1975579215526414796?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/1975579215526414796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=1975579215526414796' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/1975579215526414796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/1975579215526414796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/03/precisarei-depois-retomar-os.html' title=''/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-5939474315630160730</id><published>2011-03-08T16:51:00.000-08:00</published><updated>2011-03-08T16:59:29.133-08:00</updated><title type='text'>Um ajuste de contas que não se realiza</title><content type='html'>Corações Under Rocks&lt;br /&gt;Texto: Márcio Américo. Direção: Lúcia &lt;br /&gt;Segall. Com: Nelson Peres e Márcio Américo. &lt;br /&gt;55 min. 14 anos. CCSP. Sala Paulo Emilio Salles Gomes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe, no variadíssimo elenco de peças que povoa os palcos paulistanos, e há tempos, uma proliferação de espetáculos de baixo orçamento em que o destaque está concentrado quase exclusivamente no texto, tendo como suporte o universo de uma certa platéia. Seja de autores estrangeiros, seja de autores nacionais pouco conhecidos, alguns desses espetáculos concentram sua atração em praticamente o mesmo mote que os já costumeiros stand-up que proliferam pelo centro e bairros: humor fácil e escatologia. Nesses espetáculos o enredo é então às vezes quase uma desculpa para os atores-comediantes brilharem - ou tentarem - sem com isso esgotarem os temas abordados. Corações Under Rocks, de Márcio Américo, encaixa-se nesse perfil de espetáculo. &lt;br /&gt;Um reencontro de um autor premiado em sua juventude com um ator que hoje se dedica ao stand-up é o mote da peça. Elton (Márcio Américo) e Marcos (Nelson Peres) formavam, em Londrina, uma dupla autor/ator que, o próprio enredo conta, por pouco leva a trupe a uma bem-sucedida temporada na Europa. Mas algo acontece. A peça gira em torno a esse algo, pincelando aqui e acolá os ideais e decepções de uma geração que, nascida no meio da ditadura, cresceu nos anos 80 em meio a excessos que a Aids ajudou a destruir.&lt;br /&gt;O problema está na verossimilhança da trama, que se propõe realista. Prometendo expor a vivência de uma geração que produziu "uma cena cultural muito rica", segundo a apresentação, a peça descamba, porém, em humor fácil e ausência de empatia dos personagens - muito embora eles sejam realmente risíveis. A tal ponto o bonde vai que em vários momentos não sabemos se os personagens estão realmente imbuídos de sua história e problemas ou se tudo não passa de uma farsa, uma desculpa para fazer rir. A peça vai e vem e fica-se sem saber em que direção. Ao final, a amizade permanece - a que custo, não se sabe. Com certeza não na proposta na apresentação: o ajuste de contas de uma geração - perdida ou não. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avaliação: Regular&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-5939474315630160730?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/5939474315630160730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=5939474315630160730' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/5939474315630160730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/5939474315630160730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2011/03/um-ajuste-de-contas-que-nao-se-realiza.html' title='Um ajuste de contas que não se realiza'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-3157161225804112911</id><published>2010-01-20T15:00:00.000-08:00</published><updated>2010-01-20T15:04:16.312-08:00</updated><title type='text'>Leituras feitas e em andamento</title><content type='html'>Ésquilo, Os Persas (lido)&lt;br /&gt;Ésquilo, Prometeu Acorrentado (lido)&lt;br /&gt;Jacqueline de Romilly, A Tragédia Grega (lido, em parte)&lt;br /&gt;Anne Surgers, Scénographies du théâtre occidental (lido, começo)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-3157161225804112911?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/3157161225804112911/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=3157161225804112911' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/3157161225804112911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/3157161225804112911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2010/01/leituras-feitas-e-em-andamento.html' title='Leituras feitas e em andamento'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-581124529814723814</id><published>2008-12-14T15:01:00.000-08:00</published><updated>2008-12-14T15:03:13.640-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>sobre o teatro de gerald thomas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ninguém que o conheça minimamente pode negar que o gerald seja sensível. ele é SUPERsensível.&lt;br /&gt;por exemplo, ele percebe antes do que qualquer outro uma leve mudança do ar condicionado.&lt;br /&gt;mas ele reaje violentamente. grita, mandando que o ar seja mexido.&lt;br /&gt;esse é outro aspecto do gerald que ninguém nega: seu modo de ser violento. não propriamente fisicamente - embora até fisicamente -, mas de uma agressividade latente.&lt;br /&gt;os textos do autor gerald são de uma incontornável tendência às remissões. ora isso remete ao fausto, ora isto remete a beckett, ora a julian beck, etc. e muitas dessas remissões remetem a movimentos, momentos atuais. ninguém nega também que para gerald a política e a política dos corpos possua interesse especial. política dos corpos, aquela de foucault.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;guantánamo&lt;br /&gt;o gerald não se convence com guantánamo, com o fato de o SEU PAÍS (o dele, os estados unidos) terem idealizado essa prisão-modelo, em que se prende quem não se tem autorização para prender, em que se tortura quem não existe mais para qualquer nação, em que se mantém sem direito a julgamento legítico quem talvez tenha cometido o único pecado de estar no lugar errado na hora errada.&lt;br /&gt;gerald havia reclamado para si a autoridade moral de questionar o governo bush naquela peça em que a fabi conversa com um ganso, esperando até este maturar. agora, gerald continua com guantánamo na cabeça. é a tortura. a tortura é algo indefinível, é certo. e a tortura dialoga com a morte, com essa que sempre ousamos manter ligada apenas a profissões admiráveis, como a medicina ou a... polícia. sim, à violência. nós, já nós, não questionamos mais a morte. deixamo-la ali, num espaço em branco, como um fait divers da vida de qualquer um. morre em são paulo o jornalista e autor de teatro etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;concreto&lt;br /&gt;a arte concreta é a que gerald coloca em seu lugar, um lugar remetendo a nada, a simples peso, em seu bait man, pelo menos no que dá pra depreender do seu trecho, aqui colocado. a arte concreta que vislumbrava um outro contato, e que levou apenas a um muro de concreto, uma espécie de decifra-me ou te devoro que nem decifra nem devora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o tempo das obras inacabadas ou incompreendidas prende as obras de gerald thomas a um tempo de outrora que não acha mais interessados, ou cujos interessados agora possuem mais e mais enigmas que não levam a qualquer lugar e que por isso perdem todo o interesse ao vulgo leigo ou ao leigo vulgo. daí que não queremos mais saber por que... ou queremos saber mais o por que da novela das oito, essa repleta de gente querendo se vingar sem que saibamos direito por quê...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;contrera&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-581124529814723814?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/581124529814723814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=581124529814723814' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/581124529814723814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/581124529814723814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2008/12/sobre-o-teatro-de-gerald-thomas-ningum.html' title=''/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-5759171250770152664</id><published>2008-05-09T20:13:00.000-07:00</published><updated>2008-05-09T20:20:03.556-07:00</updated><title type='text'>Peças não comentadas</title><content type='html'>não na ordem:&lt;br /&gt;"Vestido de Noiva", Os Satyros, no Itaú Cultural, apresentação única. Expliquei ao Ivam o porquê.&lt;br /&gt;"Rosa de Vidro", de João Fábio Cabral, em Satyros 2. Foi muito forte para mim, bloqueei.&lt;br /&gt;"Um Lugar de Sarah", de Sônia Lopes, no Viga. Várias vezes, tudo tornou-se próximo demais, forte demais, íntimo demais. Bloqueei.&lt;br /&gt;"Walkiriana", de Lulu Pavarim, com Angélica Angelucci, no CCultural São Paulo. Muito confuso, por extremamente próximo e polêmico.&lt;br /&gt;(teve também filmes, mas agora não cito)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-5759171250770152664?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/5759171250770152664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=5759171250770152664' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/5759171250770152664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/5759171250770152664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2008/05/peas-no-comentadas.html' title='Peças não comentadas'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-1994848470277409041</id><published>2007-12-14T09:34:00.000-08:00</published><updated>2007-12-14T09:38:03.378-08:00</updated><title type='text'>Divinas Palavras (de: Ramón del Valle-Inclán; dir: Rodolfo García Vázquez) *</title><content type='html'>Apresentação: Prometi duas vezes, a Ivam Cabral e a Alberto Guzik, que iria fazer um texto comentando o espetáculo, ao qual assisti também duas vezes. As excessivas tarefas a que me fiz sujeito e minha sensibilidade, cada vez mais bloqueada - talvez por desnorteio, impediram-me de parar para sentir-me e sentir melhor a peça. O texto "Palavras divinas desperdiçadas", de Jefferson del Rios (O Estado de São Paulo, 14/12/2007), felizmente serviu como faísca: 1) por discordar dele em alguns pontos, 2) por, em oposição a ele, poder retomar assuntos que me movem e 3) por atiçar novamente meu sistema nervoso. Os comentários a seguir apareceram como contraposição a ele e como forma de me libertar, não da tarefa, mas do peso do grotesco. Mas só do peso, porque o grotesco, ele mesmo, só podemos mesmo carregar até o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Breve comentário do texto de Del Rios: 1) Todo teatro é compartilhado, tão logo é encenado. Por isso, e por optar por purismo, Beckett dirigia ele mesmo seus espetáculos (alguns). Já o texto não é mais do autor, simplesmente. Levei tempo - e muita dor - até me convencer disso, sendo eu autor. Se tivéssemos de avaliar o teatro pelas intenções do autor, só poderíamos fazê-lo assistindo uma encenação montada pelo próprio. Podemos avaliar em que medida a encenação respeita o texto, mas só isso, sem que isso necessariamente desmereça a encenação. 2) Não vivemos numa época, como a de Valle-Inclán, que insiste em defender algo que não seja "a essência humana com seus instintos e paixões elementares". Ao contrário, esta nossa época está até o pescoço invadida pelo esgoto dessa constatação. Mas queremos sair da lamaçal, e como fazemos? Ao que parece, a encenação dos Satyros busca uma saída a isso: conseguir resgatar alguma perolazinha lá na lama dos porcos (que ao fundo aparecem, finalmente). 3) A comoção causada por encenações restritas à mentalidade da época de Valle-Inclán deve, por isso, ser radicamente da nossa. E nesta nossa não parece haver mais espaço para finais majestosos, com órgãos de igreja. Ela tem de estar mais em nós do que no espetáculo que vemos - até porque vivemos numa sociedade planetária em que TUDO é espetáculo. Nesse sentido, só pode aparecer deslocada (ou desfocada) a acusação de falta de transcendência ao espetáculo (por ele ser, digamos, pouco realista). =&gt; Em outros pontos, pode haver certa concordância minha com a apuração sensível realizada por Del Rios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentários sobre a peça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto e Adaptação: Ágil, rebuscado, em alguns pontos confuso, agressivo, navegando entre reminiscências a um ambiente familiar destruído e a ambientes hedonistas de atomização selvagem. A descomunal rapidez da encenação promove alguns problemas de entendimento (dicção?). Os personagens parecem a todo momento hesitar entre uma desnaturação que os culpabiliza (pois ainda buscam saída na ausência de saída) e uma insistência em buscarem prazer no exagero (o que só conduz ao não-prazer (dada a ausência real de qualquer medida). O excesso (apesar de tudo, calculado) de referências chulas tende mais a enfraquecer que a contribuir em certas cenas (não como ocorre, por exemplo, com "Feios, sujos e malvados", só para ficarmos no cinema). Algumas soluções (em texto) parecem remeter a pontos de vista morais que deveriam ter sido sobrepujados. Cenário, Figurino e Adereços: Forte, agressivo, diversificado, apontando ao passado, ao instinto, à técnica, à cegueira tecnológica, masm muito especialmente à restrição animalesca a que o ser humano sempre estará sujeito. Simbologias sacras destroçadas e remontadas por chips, parafusos, fios e conexões (inexistentes) servem melhor (talvez por serem mais básicas) do que algumas das soluções (referências a Exterminador do Futuro) tão dependentes de jogos de luz difíceis de reproduzir no contido ambiente da encenação. Achados fundamentais: o monstro (em transições que concentram e deslocam à transcendência ao negativo), o menino morto (o horror da cabeça-isopor), Cachorro e os figurinos de Marica do Reino e de Vizinha, que, nas outras figuras grotescas, deveriam ter sido sujeitos a ainda maior deturpação (em Marica e Vizinha, os rostos transitam no tênue fio da inexistência).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atuações: Ivam Cabral, Nora Toledo e Alberto Guzik destacam-se, de forma inapelável. Cabral, no personagem do menino, não se atém à comiseração (o que infelizmente faz quando narra as cenas): ao contrário, explora a noção do existente-autômato, o miserável-que-não-deveria-ter-nascido. A incontida comoção resgatada por meio de achados como "joga beijo" ou "tomá no cu, caraio, filho-da-puta" parece radicar num lugar de empatia suficientemente distanciado da moral agressor-vítima mas não terminantemente descolado da auto-identidade do espectador como mero ser humano. É por isso que Miguelín (Laerte Késsimos) não precisava ter feito uso de crueldade para matar Laureano (Ivam Cabral): a intenção está nele mesmo (o menino não pediu para nascer, deve morrer; Miguelín não quer viver, precisa matar). Nora Toledo (Marica do Reino) afunda-se na personagem de forma inacreditável, convidando a que espectadores melhor localizados tentem achá-la (e não a encontram). Pedro Gailo (Alberto Guzik) encarna dores pressupostas no papel-de-ser-homem: e hoje este está tão mal personificado pela dor (falsa e por isso excessiva) que requeria um "masculino" travestido de estupidez - e isso Guzik consegue com primor (salvando assim o texto, nesse ponto anacrônico). Pontos a destacar: Miguelín (de força e agilidade surpreendente) e Simoninha (Cléo de Paris), personagens de transição, devem requerer maior profundidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direção: Ágil, concentra a ação radicalmente à frente do palco, em coreografias em que predominam os movimentos circulares (dando a impressão de eterna sucessão de dores), reservando o centro aos momentos-clímax (excetuando a morte de Laureano). Poderia trabalhar melhor o isolamento da perdição (como faz com o incesto entre Gailo e Simoninha).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-1994848470277409041?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/1994848470277409041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=1994848470277409041' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/1994848470277409041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/1994848470277409041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2007/12/divinas-palavras-de-ramn-del-valle.html' title='Divinas Palavras (de: Ramón del Valle-Inclán; dir: Rodolfo García Vázquez) *'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-6368403908837153991</id><published>2007-11-18T09:51:00.000-08:00</published><updated>2007-11-18T09:53:12.025-08:00</updated><title type='text'>Simpatia (dir. Renata Melo; dramaturgia: José Rubens Siqueira)</title><content type='html'>Texto: Ótimo, derivado de entrevistas com vendedoras de porta-em-porta (facilitadas pela Avon, patrocinadora), consistentemente afastando-se de tratar situações corriqueiras como clichês e propositadamente abusando de clichês (especialmente referidos ao aspecto das simpatias), com efeito empático eficaz e extremamente simpático. Não restrito ao universo do público esperado (classe média). Certo abuso, em diversas ocasiões, do estilo sincopado da fala verbal (especialmente nos personagens masculinos). Uma ressalva: o predomínio acachapante dos monólogos e de sketches, que chega por vezes a cansar, quase pedindo o descanso para uma cena de maior fôlego e profundidade (que não acontece).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cenário: Curioso e eficiente, limitado a armações móveis (paredes, portas, janelas) que separam ambientes, criam ambientações mais intimistas, servem de enquadramentos e meios de fachos de luz e dão textura à peça e a cenas em particular. Um dos diversos pontos altos do espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atuações: Empáticas sem exceção, com destaque a Ana Andreatta (cuja cumplicidade aparente chega a fazer do espectador quase um membro da equipe), Leandra Leal (esp. quanto ao perfil da mocinha vítima de abusos na infância), Luciana Carnieli (a aconselhadora matrimonial é um dos pontos fortes do espetáculo como um todo) e Maurício Marques (apesar das caracterizações um pouco redundantes). Xuxa Lopes, muito bem, acaba prejudicada pelos perfis depressivos de suas personagens, extremamente queixosa, o que termina por distanciar o espectador (talvez requeresse um contraponto positivo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coreografia: Interessante, em especial nas cenas mudas. Alguns exemplos: a dança trabalhadeira das mulheres, reproduzindo movimentos costumeiros (lavar, passar, enxugar o suor, etc.) que perpassam o caráter masculinizante da atual sociedade. Nota-se alguns problemas na dança das descascadoras de laranjas, nos monólogos a dois dos homens. Diversas soluções interessantes (uma delas, consistindo nos rodopios na cena de exposição dos produtos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direção: Exata e certeira sem ser cansativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs.: O ingresso foi cortesia da Avon, a mim e minha mãe, que aliás gostou também muito do espetáculo. A Cris trabalha na Avon.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-6368403908837153991?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/6368403908837153991/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=6368403908837153991' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/6368403908837153991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/6368403908837153991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2007/11/simpatia-dir-renata-melo-dramaturgia.html' title='Simpatia (dir. Renata Melo; dramaturgia: José Rubens Siqueira)'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-4302663546340043900</id><published>2007-10-30T13:02:00.001-07:00</published><updated>2007-10-30T13:04:08.241-07:00</updated><title type='text'>Cecil Taylor (TIM Festival, 28/10/07, 20h30)</title><content type='html'>o velhinho é um tímido. que se combate dialogando a marteladas com a percussão das cordas do Steinway.&lt;br /&gt;incapaz de conviver com a desrazão espiritual reinante, o velhinho cecil entra sem invadir, sai sem escapar. reluta em confrontar olhares impondo o poder de sua poesia, tão apoiada em guturais como no desespero de conectar o presente com o passado para construir um melhor futuro.&lt;br /&gt;o entabular consigo mesmo obriga cecil a arremeter no piano compartilhando sentidos e aromas nas duas tão potentes formas de expressão (a música e a palavra, a palavra e a música). está-se diante de um colosso autosustentável, num solo que concentra as energias para conduzi-las ao infinito, e não face um virtuosismo inócuo, de pés de barro, egolátrico.&lt;br /&gt;folhas sem marca condensam o plano de obras complexas cujo aparecimento induz o imediato esfumar dos sentidos. importa é a nota a seguir, a postura a compor a figura, o respirar a conduzir a performance. cecil faz tanto teatro quanto música, e performance quanto arte plástica, assumindo-se como um todo exprimível, irrestrito ao caráter particular e submetido a exprimir o infinito.&lt;br /&gt;a absorção da platéia em momento algum supõe não haver compreensão do outro. segue-se, à interrupção repentina, uma ovação que obriga o retorno ao palco. cecil termina, não termina. agradece - não se curva -, olho no olho, como lutador em seu próprio tatame, sai andando leve, como se flaneando em paris.&lt;br /&gt;em música, cecil é meu pastor contemporâneo. com ele nada me falta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-4302663546340043900?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/4302663546340043900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=4302663546340043900' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/4302663546340043900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/4302663546340043900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2007/10/cecil-taylor-tim-festival-281007-20h30_30.html' title='Cecil Taylor (TIM Festival, 28/10/07, 20h30)'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-2983881874298087951</id><published>2007-10-29T19:25:00.000-07:00</published><updated>2007-10-29T19:28:18.929-07:00</updated><title type='text'>Bate Papo (de Enda Walsh) (dir. Tuna Serzedello) (Satyros 1, domingos, 18h30, até dezembro)</title><content type='html'>Texto: Esgrimas verbais entre jovens de 14 a 16 anos, "presos" a salas de chat. Os registros variáveis, muito empáticos, provocam reações as mais diversas, cômicas a dramáticas. Os personagens, embora presos a suas idades e (suposta) imaturidade, questionam e questionam-se continuamente. O frescor da idade e as referências à cultura pop enquadram o espectador em seu lugar (adulto?) seduzindo-o a embarcar na mentalidade de meninos e meninas imersos em tédio, questionamentos e vacuidade impostos por uma sociedade controladora. Os chats: palcos de fuga e encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enredo: Simples, eficiente e extremamente bem resolvido. A personagem do menino órfão de pai convida imediatamente (novamente) a uma forte empatia. A idéia (num primeiro instante, aparentemente inócua) - de um chat que convida ao suicídio de um garoto - a tal ponto torna-se palpável pela construção da situação que é quase possível ver "circos" se fechando e abrindo, ao correr da pena do autor. Mesmo previsível, o clímax dramático impacta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cenário: Seis cadeiras, uma mesa, dois monitores de tv. A iluminação acompanha os diálogos: nada incentiva a menor dispersão. O descarte momentâneo dos personagens leva-os ao limbo da escuridão. Nada existe, a não ser a presença pela palavra. No embate final, as posições assumem-se como campo de guerra. Pode-se ver o mundo aparecendo por meio do uso das cenas de vídeo (que, contudo, deixam alguma dúvida quanto àquilo que se vê). No encontro final, restam apenas dois seres humanos, em busca. Um detalhe a observar é que, pelo espaço disponível, a iluminação poderia ser mais certeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atuações: Adequadamente restritas aos perfis dos personagens. Taiguara Chagas explora ao máximo o perfil do garoto acachapado pela família e condições (destaque para a narrativa do abandono pelo pai). Velson d'Souza explora, na medida da convicção (que cede), a vertente sádica do adolescente prenhe por qualquer mudança (em especial pelo pior). Julia Novaes, que num primeiro momento encarna, de forma muito empática, a adolescente revoltada pela traição de seus heróis da mídia (Britney), assume-se de vez no apoio aos planos do personagem de Velson, chegando inclusive a superá-lo. A caráter, Jussane Pavan a tal ponto parece transparecer a singeleza da mágoa adolescente que por vezes mal requer espaço no texto. Gabriel Malo acompanha Jussane com força e integridade, somatizando a divisão que invade o personagem. Carú Lima, interpretando a atendente de um chat de suicidas, encarna com força atroz (quase às lágrimas) o único personagem de idade (aparentemente) mais avançada. Elenco que brilha com um texto explorado em seus mínimos detalhes (em timing e ruídos, inclusive). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direção: Certeira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-2983881874298087951?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/2983881874298087951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=2983881874298087951' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/2983881874298087951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/2983881874298087951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2007/10/bate-papo-de-enda-walsh-dir-tuna.html' title='Bate Papo (de Enda Walsh) (dir. Tuna Serzedello) (Satyros 1, domingos, 18h30, até dezembro)'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-4986087988594057487</id><published>2007-10-27T20:05:00.000-07:00</published><updated>2007-10-27T20:07:13.676-07:00</updated><title type='text'>Arte como questão - Anos 70/ Projeto Da Visualidade ao Conceito</title><content type='html'>O humor parece ser um dos grandes diferenciais da geração "do que ainda hoje denominamos arte contemporânea", a arte brasileira surgida entre a Nova Objetividade (1967) e a XVI Bienal de São Paulo (1981). Coberta pela exposição Arte como questão, no Instituto Tomie Ohtake (6/9 a 28/10), essa geração parece assim carregar consigo até hoje (passados quase 40 anos) esse fundamental e inelutável fruto do mero "exercício experimental da liberdade". Uma liberdade que, apesar de sempre resvalar em crítica social, comprometimento e resistência, poucas vezes deixa de incutir um sorriso em quem participa vendo, desfrutando ou mesmo entrando em jogos libertadores.&lt;br /&gt;São 98 os artistas representados na exposição, com obras apoiadas em substratos e intenções amplamente diversificadas. Quarta mostra desse tipo apresentada no Instituto (as outras: "Pincelada - Pintura e Método, Projeções da Década de 50", "A Geração da Virada ou 10+1 - Os Anos Recentes da Arte Brasileira" e "80/90 Modernos, Pós-Modernos etc."), "Arte como questão - Anos 70" fecha o ciclo combinado dispondo ao público uma variedade e qualidade assombrosas de materiais de forma muito organizada e sucinta. Mais do que nunca, porém, fazem falta visitas guiadas para o público, que no evento acaba por ter apenas, como referências históricas, facsímiles das capas de grandes jornais num dos cantos da exposição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-4986087988594057487?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/4986087988594057487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=4986087988594057487' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/4986087988594057487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/4986087988594057487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2007/10/arte-como-questo-anos-70-projeto-da.html' title='Arte como questão - Anos 70/ Projeto Da Visualidade ao Conceito'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-6221355925916629596</id><published>2007-10-21T19:41:00.000-07:00</published><updated>2007-10-21T19:43:32.262-07:00</updated><title type='text'>Ciao (de Priscila Nicolielo) (direção: Ruy Filho) (até 28/10)</title><content type='html'>Texto: Seis quadros, inspirados na obra de Caio Fernando Abreu, sobre despedidas ou o ruir dos mundos antes, durante e após um adeus (ciao). Quadros que desenvolvem tramas de amores inconfessos (Diego Torraca e Guilherme Gorski), platonismos arrependidos (Cintia Rosini), incompatibilidades (Silvana Lins e Guilherme Gonzalez), cinismos destrutivos (Diego Torraca e Guilherme Gonzalez), invisibilidade autoaniquiladora (Raiani Teichmann) e autodestruições acompanhadas (Guilherme Gorski e Silvana Lins). Os quadros revelam embates que sempre transitam entre o trágico e a comédia, a depender do envolvimento e da empatia. Fica a pergunta: acaso não há ciaos amigáveis? O caráter soturno de algumas situações parece existir&lt;br /&gt;para confirmar o ditado tão batido de Sartre: acaso o inferno são os outros? Geralmente ágil, o texto requer, em alguns quadros, a construção de situações (por exemplo, em "cinismos destrutivos") em que torna-se até certo ponto difícil o entendimento imediato. Pontos fortes: "amores inconfessos" e "invisibilidade autoaniquiladora".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cenário: O espaço (Instituto Capobianco) mescla três ambientes. Postem-se onde quiserem, diz à platéia o diretor, Ruy Filho. Mas as almofadas já estão postas, e ouve-se que não se pode mudá-las. A platéia fica à vontade, no meio, mas espremida, também. A visibilidade e a audição é prejudicada para quem fica nas almofadas. O cenário praticamente não inclui adereços fixos, incluindo roupas, livros e penas. Os atores pedem caneta, documentos, chaves à platéia sem bem se saber por quê (busca de maior empatia?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atuações: Irregulares. Em "amores inconfessos", Gorski sobressái com simplicidade (as entradas no mar são extraordinárias por tudo o que pressupõem dizer) e Torraca sai-se bem em diversos momentos de fragilidade. Em "platonismos arrependidos", Rosini alterna momentos em que o texto distrái por excessivamente prolixo, requerendo forte imaginação, e instantes de grande lirismo. "Incompatibilidades" deixa a dever em compreensão (um pouco pela má audição) e entonação de alguns diálogos. "Cinismos destrutivos" cria diversos miniquadros que levam a fácil confusão. É aparentemente o quadro mais fraco, por superficialidade dos embates e das soluções encontradas. "Invisibilidade autoaniquiladora" explora a fragilidade da mulher que&lt;br /&gt;se sabe abandonada sem saber por quê, com alternância de pontos fortes (com direito a risadas da platéia) e um pouco confusos. "Autodestruições acompanhadas", lido por atores que não encenam, aparece parcialmente à margem dos movimentos dos atores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direção: Algo parece relutar a dar unidade cênica a todos os quadros, em geral bem construídos. Pode ser o ambiente, a irregularidade dos textos ou as atuações. Fica um clima de intimidade parcialmente explorada, mesmo dado o desenlace dos quadros. A iluminação por vezes parece "esquecer" os personagens no meio da platéia. As transições entre os quadros, ora de um lado ora de outro da platéia, afasta ainda mais o espectador de cumprir uma unidade cênica. Trabalhar ao rés do chão, o que por um lado aproxima o espectador do caráter humano do personagem, aproxima-o por vezes um pouco demais do asco da relação sendo mostrada (isso&lt;br /&gt;torna-se interessante, também).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-6221355925916629596?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/6221355925916629596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=6221355925916629596' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/6221355925916629596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/6221355925916629596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2007/10/ciao-de-priscila-nicolielo-direo-ruy.html' title='Ciao (de Priscila Nicolielo) (direção: Ruy Filho) (até 28/10)'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-4931117404812353856</id><published>2007-10-12T20:44:00.000-07:00</published><updated>2007-10-12T20:45:05.670-07:00</updated><title type='text'>Autran</title><content type='html'>Como de praxe, todo mundo deveria saber que Paulo Autran estava doente. Ninguém morre de repente. Isso não quer dizer, porém, que à espera de sua morte todo mundo estivesse querendo usufruir, de alguma forma, da unanimidade criada ao seu redor. Mas quer dizer, sim, que ao entronizá-lo como exemplo seus fãs faziam eco, advertida ou inadvertidamente, aos seus últimos dias, ora para homenageá-lo, ora para esconder suas (deles) próprias carências. Torna-se comum hoje admitir, por um lado, o desmesurado crescimento das iniciativas artísticas sob a batuta do que se chama teatro, e, por outro, a desigual qualidade dos projetos em voga, seja sob o ponto de vista técnico (profissionais "amadores"), seja crítico (profissionais "vendidos" a projetos caça-níqueis). Paulo Autran, nesse panorama, parece pairar, altaneiro, distante de quaisquer críticas. Ora enaltecidas sob o prisma de "uma vida dedicada ao ofício de ator", ora como "profissional com elegância e dedicação ímpares, sem descambar em rigorismo chato", as qualidades de Paulo Autran parecem superar, em potência e alcance, as misérias hoje mais do que presentes. Resta saber, porém, quem, dos que atualmente carregam sua própria batuta, mantém seus mesmos ideais a todo custo, por cima da busca de sucesso fácil. Produz-se muito, hoje, sim. Mas produz-se com rigor, elegância e humor dos da antiga cepa, dessa de Autran? É uma questão. Quem, dos atuais, carrega o fardo da eloquência a todo custo? Quem, dos atuais, prefere treinar sem descanso a varar noites seguidas curtindo as noites em claro que fazem tanto prazer aos seres da arte? É só uma pergunta. E perguntar não ofende. Ofende?Morreu Autran? Viva Autran.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-4931117404812353856?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/4931117404812353856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=4931117404812353856' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/4931117404812353856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/4931117404812353856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2007/10/autran.html' title='Autran'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-8982682534824208355</id><published>2007-10-12T07:35:00.000-07:00</published><updated>2007-10-12T07:39:13.211-07:00</updated><title type='text'>Onde vc estava? ou Fugindo (minipeça em dois microatos), de Rodrigo Contrera</title><content type='html'>Direção Brunno Almeida. Com Rafael Fabrício e Renata Becker&lt;br /&gt;Numa platéia composta por um casal de homens se beijando sem parar, três ou quatro rapazes dormitando, um ou dois amigos dos atores, a esposa do autor e alguns perdidos em manhã nem tão suja mas incrivelmente vazia, Onde vc estava? ou Fugindo, de Rodrigo Contrera, apresentado no Dramamix às 6h da manhã de sexta, elencou as fixações do autor (no personagem do mesmo nome) relacionadas a mortes trágicas ou eventos políticos recentes. Caracterizado (por Rafael Fabrício) como um boxeador em preparo para uma luta imaginária&lt;br /&gt;(contra o mundo?), Contrera dialoga com um periquito inquisidor e zombeteiro, repete num gravador pequenas frases (para ele, referências) de seu guru, Gerald Thomas, numa clara referência irônica a várias peças de Beckett, para no final (sob forma de monólogo) destilar um comovente chamado aos seres pensantes que ainda se comovem e libertar o periquito, que foge mas não consegue sair da gaiola formada peas luzes de um ringue imaginário. É nesse momento que o periquito destila Fugindo, texto denso de enorme empatia, que destrói as ilusões do encontro de um fim para qualquer fuga e da criação de um perfil para qualquer ser que foge. Começando e terminando com o Bolero de Ravel (trechos do fim e do começo, respectivamente), Onde vc estava? tenta (mas não consegue) trazer o espectador ao drama dos momentos citados e das escolhas do autor - para o que pesa o esquecimento do texto pelo protagonista e a destruição dos motes do texto pela atriz (Renata Becker) que representa o periquito. Pelo material bruto, a pecinha poderia ter sido melhor aproveitada. Mas a direção se perdeu num espaço que transformou em ringue mas que obrigou a esquecer a intimidade do momento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-8982682534824208355?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/8982682534824208355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=8982682534824208355' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/8982682534824208355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/8982682534824208355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2007/10/onde-vc-estava-ou-fugindo-minipea-em.html' title='Onde vc estava? ou Fugindo (minipeça em dois microatos), de Rodrigo Contrera'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-1602787337410817648</id><published>2007-10-10T20:47:00.001-07:00</published><updated>2007-10-17T13:07:10.951-07:00</updated><title type='text'>Flávia Sammarone - Parabéns pra você (performance, Teatro Viga, 6 e 7 de outubro de 2007)</title><content type='html'>No porão do teatro, espaço fechado com pé direito de no máximo 1,80m, uma mesa de jantar é encimada por um bolo e velas acesas. Ao redor da mesa, pessoas, todas com uma mesma máscara de mulher rindo sem jeito, e um gravador fazendo ruídos estridentes. O espectador entra e se senta em cadeiras que possuem, todas, uma máscara para vestir. A festa convida os espectadores a se aproximarem. Nada acontece. Só o gravador, as velas, e as pessoas que se olham, sem parar. O sarcasmo obriga o riso. Minutos depois, as palmas de um aniversário, sem canto. As velas são apagadas. O espectador ganha um pedaço de bolo: um espelho em formato de pedaço.&lt;br /&gt;Flávia Sammarone fez parte do grupo de performances Grupo Sérgio. Compõem o grupo atual três pessoas. A performance não usa palavras. Não usa referências. Não pede explicações. Nada explica. Deixa ao espectador a tarefa de participar. Puxado pelo sarcasmo. Que brota incontível da situação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-1602787337410817648?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/1602787337410817648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=1602787337410817648' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/1602787337410817648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/1602787337410817648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2007/10/flvia-sammarone-aniversrio-performance.html' title='Flávia Sammarone - Parabéns pra você (performance, Teatro Viga, 6 e 7 de outubro de 2007)'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-4627273319962670115</id><published>2007-10-10T20:44:00.000-07:00</published><updated>2007-10-10T20:47:07.713-07:00</updated><title type='text'>Eduardo Fukushima - Canto (performance, Teatro Viga, 6 e 7 de outubro de 2007)</title><content type='html'>Um homem pequeno, de 1,50m aproximadamente, sentado em um de quatro banquinhos que demarcam os vértices de uma sala retangular. Tremendo de forma inusitada: sem o movimento dos ossos. O homem abre os olhos de repente. Amarfanha-os incessantemente, um após o outro. Novamente, para depois os dois, juntos. Algo obriga o homem a levantar o braço direito. Afunda-se em seguida em seu respirar. Duas vezes. Os bancos são deslocados: com cuidado. Para depois serem depositados mais ao centro da sala, com violência. Algo incomoda o homem, que reage com golpes de ataque e fuga. Movimentos complexos de kung-fu/tai chi/chi kun habitam no interior do homem, que em meio aos espectadores ataca algo que o atinge - por dentro. Mas o&lt;br /&gt;homem quer fugir: pelos vértices. Pelos vértices. Como por dentro de espelho que nada engloba. Pula e quer fugir. Seguidas vezes. O homem pára. Desloca os bancos aos vértices: com cuidado. Remete-se ao banco inicial. Tremendo.&lt;br /&gt;Eduardo Fukushima é dançarino. Achou a tremedeira sem querer. Estava nervoso antes de uma apresentação. Reparou que a tremedeira vinha dele mesmo, deslocando-a ao solo, que a devolvia, amplificada. Tornou-se mote. Que encontrou os golpes de ataque e fuga sem querer, revelando-se com impacto. Eduardo tem certa dificuldade em falar: não chega a gaguejar - pára na primeira sílaba até, poucos segundos depois, completar sua palavra. Não fala palavras em vão. Como não faz gestos vazios. Diz que é violento: consigo. A performance de Eduardo Fukushima, originalmente desenvolvida para apenas um vértice, foi adaptada especialmente à sala do Viga.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-4627273319962670115?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/4627273319962670115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=4627273319962670115' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/4627273319962670115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/4627273319962670115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2007/10/eduardo-fukushima-canto-performance.html' title='Eduardo Fukushima - Canto (performance, Teatro Viga, 6 e 7 de outubro de 2007)'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-1231678807441394259</id><published>2007-09-23T20:33:00.000-07:00</published><updated>2007-09-23T20:36:36.041-07:00</updated><title type='text'>"Como me tornei estúpido" (encenação Beth Lopes; adapt. Fernando Bonassi)</title><content type='html'>(ensaio aberto de 23/09/2007; estréia no Teatro Viga sexta-feira, 28/09; até 18/11)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longo (1h45), o ensaio aberto narra a história de Antoine, ao que parece espécie de alterego do autor (Martin Page), que, de discriminado por inteligente, busca inserção social e sucesso na vida. Page, que estará em São Paulo na estréia, usa com tal pretexto de artimanhas para desencavar questionamentos sobre o papel do intelectual (ou do homem mais do que medianamente inteligente) numa sociedade comandada pelo dinamismo dos interesses e da especulação monetária, emocional e sexual (dentre muitas outras). Daí o estúpido. Antoine&lt;br /&gt;conclui que precisa ser um para conseguir sobreviver. Daí que apela a tudo, à bebida, à tentativa de suicídio, e à (auto)medicação de antidepressivos. Quem, dos viventes em grandes cidades, já não passou ao menos por cogitar alguma dessas alternativas? Não à toa o texto torna certas idéias, à primeira cara meras sandices, imediatamente atraentes a quem se dispõe a gozar de si mesmo. E isso o autor consegue. Ora por mexer com clichês instantaneamente empáticos ora por inventar novas soluções a partir de clichês realmente batidos. Claro que com isso a grande agilidade do texto faz o espetáculo correr certos (grandes) riscos: como, por exemplo, bater em clichês gastos (para uns, não para outros), dispersando esforços; ou, por outro lado, apostando em saídas realmente adequadas ao texto original (e às condições do autor) mas deslocadas da&lt;br /&gt;realidade brasileira. Ambos riscos atingem o ensaio. A graça está em que, com a rapidez das cenas, um ou outro problema acabam dando imediatamente lugar a novas saídas. Para elas, contribuem em muito elementos importantes do cenário (ora uma tela circular que projeta artes feitas em computador, ora um armário metálico que serve ora de camarim, ora de base para encenações paradas ou em movimento), assim como a luz, que destaca um ou outro ator de forma a impactar pelo texto ou por certa dramaticidade de alguns esquetes. Jovens, os atores e atrizes (dois de cada) dividem o texto revezando-se na representação do próprio Antoine&lt;br /&gt;ou de personagens em seu contraponto, e conseguem desenvolver um diálogo com a platéia apesar do aparente non sense de certas situações. A encenação em meio a uma platéia formada por quatro fileiras de cadeiras, duas em frente às outras, faz com que o espetáculo inclua os próprios espectadores, que podem avaliar a recepção do espetáculo, uns dos outros, o que torna a peça ainda mais cômica. Longo, o ensaio requer redução do tempo, que faz a atenção cair num e noutro momento, assim como tentativas de ainda maior empatia com a platéia, talvez em função do texto, estrangeiro, atual, mas ainda assim um pouco distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 28/09 a 18/11Horário: sextas e sábados às 21h, domingos às 19h&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-1231678807441394259?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/1231678807441394259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=1231678807441394259' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/1231678807441394259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/1231678807441394259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2007/09/como-me-tornei-estpido-encenao-beth.html' title='&quot;Como me tornei estúpido&quot; (encenação Beth Lopes; adapt. Fernando Bonassi)'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-3955858028261966711</id><published>2007-09-16T21:03:00.000-07:00</published><updated>2007-09-16T21:05:18.379-07:00</updated><title type='text'>A Hora e a Vez de Augusto Matraga (dir. André Paes Leme) (16092007)</title><content type='html'>Texto: Clássico de Guimarães Rosa, infinitas vezes transcriado para teatro. Ágil, respeitoso com o texto original (acabo de relê-lo, por cima), praticamente sem omissões (às vezes necessárias, para respeito do andar da peça), dito na leitura exata do texto (o que por vezes dificulta algo do entendimento). Os trechos em terceira pessoa são compartilhados por todos os atores, em função de seu lugar e possibilidade de apresentação, sem tropeços. Alguns trechos em terceira pessoa ficam com os personagens a que o discurso se refere, dando certo caráter cômico diversas vezes.&lt;br /&gt;Cenário: Simples, praticamente imutável durante a peça inteira. Quatro paus com cabeças esqueléticas de boi, mesas (uma de cada lado) atrás, um carro de boi deslocado de um lado para o outro e adereços. O cenário peca um pouco pela simplicidade por ser espelhado (adereços de um lado iguais ao do outro). Praticamente todos os recursos cênicos são ditados pelo trabalho de luz, que faz uso de texturas, cores e dos vários níveis do palco (atrás, meio, frente). Poderia ter se investido mais, com - porém - visíveis problemas decorrentes do andar da peça, extremante ágil.&lt;br /&gt;Atuações: Atuações em geral cativantes, especialmente pelos homens, que fazem o centro da trama. Jackyson Costa, como Matraga, é eficiente, embora peque por manter-se constante durante a reviravolta do personagem (não corporifica muito bem o Matraga bandoleiro, adaptando-se mais ao Matraga em busca de salvação). Fábio Lago sai-se melhor, especialmente ao fim, como Joãozinho Bem-Bem. Marcelo Fróes consegue manter muito a atenção do público em seus personagens Quim Recadeiro, especialmente. Leandro Castilho mostra muita comicidade de pastelão ao fazer o Jumento. Francisco Salgado, o Pai Preto, segura as pontas. Georgiana Góes e Cyda Morenyx seguram as pontas, sem porém muito destaque. Todos os atores cantam, segurando bem sua parte em cantos à la coral.&lt;br /&gt;Direção: Extremamente dependente do jogo de luz, a direção é ágil e dessa forma eficaz, desenvolvendo o texto, passo a passo, com boas saídas de interlocução sem concentrar excessivamente a atenção num ou noutro ator. Mesmo quando as cenas são focadas num personagem em especial, diversos atores participam, atribuindo muito mais agilidade à encenação. Muito trabalho com símbolos (osso substituindo espingarda) e comicidade respectiva (quando os figurinos são mera desculpa). Indicado para o Shell 2007 (2 indicações), o&lt;br /&gt;espetáculo é claramente um tour de force coletivo que usa diversas saídas que só o grupo consegue compensar. Cena em especial, envolvendo o lava-pés de uma espectadora, dá um clima especial e emocionante ao espetáculo. Boa saída, mostrando a conversão de Matraga.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-3955858028261966711?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/3955858028261966711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=3955858028261966711' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/3955858028261966711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/3955858028261966711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2007/09/hora-e-vez-de-augusto-matraga-dir-andr.html' title='A Hora e a Vez de Augusto Matraga (dir. André Paes Leme) (16092007)'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-5146825072597587336</id><published>2007-09-16T06:59:00.001-07:00</published><updated>2007-09-16T07:00:55.801-07:00</updated><title type='text'>Um (outro) lugar de Sarah ou ...</title><content type='html'>a palavra é viscosa demais para assumir o lugar de areia, areia do mar, da praia, dos montes, desertos. a palavra é também petulante demais para querer assumir qualquer parte do gesto, qualquer gesto, do mais sutil ao mais audacioso. do gesto sai um germe de vida, da palavra uma desculpa para parar. a palavra é amorfa demais para ocupar a ociosidade da pedra e superar o ruído da terra. o golpe da pedra destrói o equilíbrio nervoso, já a palavra extermina o que vê, analisa, transcende. a pedra continua, a palavra mata o sujeito. a palavra permanece presa ao mundo, o ar escoa nos seres. a sarah que voa dispensa lamúrias, assim como os gestos qualquer entendimento. mas o entendimento que ronda a palavra ameaça a não-palavra. "ah, quer dizer&lt;br /&gt;que...", não, pois a graça então em não querer-SE dizer. o gesto trai e aí está sua graça. assim como a voz, ou o tom, ou o grito, ou o resfolegar de uma sarah não mais aqui. ameaças pairam no mundo de sarah. em seu lugar não há nada, e por isso as palavras não cedem. querem entrar. eu não vou deixar. não vou deixar. não me digam que a palavra fica. não fica. e não deixo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-5146825072597587336?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/5146825072597587336/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=5146825072597587336' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/5146825072597587336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/5146825072597587336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2007/09/um-outro-lugar-de-sarah-ou.html' title='Um (outro) lugar de Sarah ou ...'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-478040370591020203</id><published>2007-09-13T20:35:00.001-07:00</published><updated>2007-09-13T20:36:02.775-07:00</updated><title type='text'>Um lugar de Sarah ou qualquer coisa que a senhora quiser (concepção: Sônia Soares) (Teatro Viga, até este domingo, dia 16)</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;Bacon, o pintor, dizia que se conseguisse explicar suas telas com palavras não teria motivo algum para pintá-las. Da mesma forma, se fosse possível descrever a peça Um lugar de Sarah com palavras não seria necessário vê-la. Um lugar de Sarah conta com duas bailarinas (Sônia Soares e Tatiana Guimarães) que, sem palavras, narram com um lirismo incontido a visão de mundo da protagonista, a artista plástica Sarah. Narram usando cadeiras, mesas, camas, estrados, p... (quase digo) e... (esta não conto mesmo). Narram sugerindo/mostrando, contorcendo/dilacerando, batendo/comemorando, aproximando/afastando, vivendo/morrendo. Narram com pertencimento e dureza, comunhão e crueldade, cumplicidade e traição. Narram sem nada falar, tudo querendo dizer. Não todos entendem. Há quem se contenha na dúvida, como estranho no ninho. Mas ao fim nada diferente é o que resta, senão transcendência. As dúvidas ficam para trás, como pedras no meio do caminho. Pedras que no fim das contas não fazem assim tanta diferença. Seria vão dizer os destaques: eles ficam ou não ficam. Pois é sempre assim: eis que as imagens terminam povoando o imaginário do espectador - ou não. Neste caso, porém, difícil dizer o que não fica. A única deficiência sobeja do espetáculo é durar apenas quatro dias, até este domingo, dia 16. Mas é imperdível. Teatro Viga, 6a, sábado e domingo. 6a e sábado, às 21h. Domingo, às 19h. (Contrera)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-478040370591020203?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/478040370591020203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=478040370591020203' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/478040370591020203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/478040370591020203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2007/09/um-lugar-de-sarah-ou-qualquer-coisa-que.html' title='Um lugar de Sarah ou qualquer coisa que a senhora quiser (concepção: Sônia Soares) (Teatro Viga, até este domingo, dia 16)'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-7475217249153034428</id><published>2007-09-10T20:21:00.000-07:00</published><updated>2007-09-10T20:24:44.127-07:00</updated><title type='text'>El Truco (Núcleo Experimental dos Satyros; dir. Roberto Audio, 09/09/2007)</title><content type='html'>Fala-se em teatro experimental e um determinado interlocutor parece, sem muita delicadeza, tentar incutir à minha mente algo como um teatro amador, um teatro provisório, um teatro arriscado, um teatro meio que iniciante, que tanto "teria a aprender". Não vejo por que, nos dias de hoje, isso teria de aplicar-se, na medida em que cansamos de nos decepcionar com diretores "de primeira linha" adaptando sofregamente, e sem a menor cara-de-pau, clássicos respeitáveis sob pontos de vista pedestres com a desculpa de popularizar o teatro (como se a população necessariamente precisasse ter gosto pedestre). Como afirmar amadorismo ou profissionalismo em conjuntura tal em que diretores, estes sim, respeitáveis erram horrorosamente apostando&lt;br /&gt;em espetáculos carcomidos por pontos de vista ultrapassados - lugar absolutamente inverso ao anterior, pouco se lixando para o público ou para a necessidade de um espetáculo ser, antes de mais nada, um espetáculo? Há muitos espetáculos por aí, sim, claro. Assim como há autores, e ao que parece tantos mais quanto leitores. Autores, leitores, parecem em suma os mesmos, quando a gente os vê por aí nas ruas. "El Truco", de Roberto Audio, fala de guerra, e de abandono de guerra. Uma penca de gente abrigada sem nada para fazer, lutando com a falta de víveres, usando o teatro como forma de... se divertir? se expressar? se exibir? se embebedar? se enlouquecer? A idéia não parece nova, nem a intenção de usar Shakespeare para falar da valorização da arte em momentos de guerra acirrada. Guerra, claro, não a Segunda Guerra, guerra, a nossa guerra, de todos os dias. Mas na peça a guerra é mesmo a Segunda, para, ao que parece, tornar o enredo mais plausível, afinal, só assim, saindo-se é-se caçado como rato (será que só assim mesmo?). No Vietnã isso não seria possível. No Iraque dos dias de hoje, ora, estaríamos lidando com iraquianos, e... como eles são mesmo? A gente não sabe. Vemo-os morrerem por aí como moscas, mas não sabemos como eles são, exceto que morrem como moscas. Fiquemos na Segunda Grande Guerra. Lá estão os personagens que bem conhecemos, as classes médias, os milicos, os funcionários, as mulheres, as prostitutas, as garçonetes, as atrizes, as pessoas como nós mesmos, as pessoas.&lt;br /&gt;É como pessoas que o espetáculo começa. Pessoas à la Revolução dos Bichos, cada uma com sua máscara animalesca, dando-nos conta de como humanos são animais, e de como animais são humanos, e de como as regras de uns... regem os outros? Dispenso-me de repetir o que vemos no palco. Todo um flashback para explicar, de forma singela, como é que aquele corpo de mulher quase nua foi parar ali bem na mesa. Todo um outro esgarçar de personalidades cadentes para esmiuçar o que é um farrapo humano em frangalhos, apostando em certo laivo de expressão para superar o que não tem nem para si mesmo. A peruana-paraguaia-sei lá em busca de uma chance para seu pequeno papel tão difícil de decorar. A mulher peituda que implora o palco para lamentar seu amor perdido. O Bute, bufão de Oberon, tentando cumprir seu papel. O aviador Tenente Ofélia revivendo/remorrendo sua missão sem saber para quê nem a quê veio, só sabendo que sabe matar. E mata.&lt;br /&gt;Muito em comum El Truco tem com a recém-terminada Camino Real, de Tennessee Williams, encenada por Nelson Baskerville no Tucarena. Muito em comum que inicia com um árido tema, não um árido movie, a guerra e seus resultados. O fim das utopias, quem sabe, ou a utopia de um fim prosaico, quem sabe. Em ambas as peças os personagens parecem esgotar neles mesmos a potencialidade de expressão de mundos em transe. Uma neurose total que apenas mal põe em xeque esse tão robusto personagem do Quixote, mas que joga todo o resto à lata de lixo da história, servindo apenas como referencial culto de quem sente haver vivido a história da época. Em El Truco, nem isso. Muito menos isso. Nada parece requerer qualquer consulta à história. O que importa apenas, aos personagens presos no bunker, é passar o tempo e a energia tentando com isso passar o tempo e a energia, para com isso... passar o tempo e a energia. Nada mais circular, nada mais anacrônico do que para isso encenar uma peça real de teatro. Pois quem busca encenar realmente não o consegue por não saber como fazê-lo realmente, enquanto quem não busca encenar encena-se a si mesmo realmente, e para isso a realidade ganha de longe da ficção, essa coitada.&lt;br /&gt;O ser humano esquartejado que vemos hoje face à história dos vencedores e dos vencidos-vencedores parece estar também aí, na incapacidade de as cenas colarem umas nas outras, de os personagens colarem a si mesmos uns aos outros, de existirem caracteres, personas, algo que o valha que escape do habitual rótulo de "o diretor", "o stand-in", "o marinheiro", "a filha do pastor", tudo restringindo o ser humano àquilo que o define enquanto papel social ou para o capital. Nada parece colar em nada, sem querer citar uma dessas penúltimas peças de Gerald Thomas, na quatrilogia Asfaltaram a Terra. Não precisamos ir tão longe, mas na preocupação de repercutir a política estão todos na mesma. E na incapacidade - prevista - de elencar tudo numa trama bem costurada. Pois hoje NADA aparece sequer costurado, quanto mais BEM costurado.&lt;br /&gt;O trabalho do NES deixa patente algumas lacunas em interpretações, empostações ou mesmo na própria peça, no texto ou em diversos outros aspectos. Mas não pode ser considerado mais um trabalho experimental. É uma peça dentro de um livro e um livro dentro de uma peça. Não é apenas um experimento. E só isso já é de bom tom repetir: que venham as críticas, então.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-7475217249153034428?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/7475217249153034428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=7475217249153034428' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/7475217249153034428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/7475217249153034428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2007/09/el-truco-ncleo-experimental-dos-satyros.html' title='El Truco (Núcleo Experimental dos Satyros; dir. Roberto Audio, 09/09/2007)'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-4696174711263076353</id><published>2007-09-07T07:58:00.000-07:00</published><updated>2007-09-07T09:28:07.542-07:00</updated><title type='text'>Art in America, setembro, cartas</title><content type='html'>what's wrong with art schools&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;to the editors:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;i found your piece on the state of arts schools (aia, may '07) interesting and relevant, albeit one-sided. as a third-year undergraduate art student at ucla, however, i am fairly accustomed to one-sideness. though charles ray, an artist who teaches at my school, is quoted as saying 'the reason the kids here are getting all this early success is because they're not art students, they're young artists', i feel like is hardly the case. if i am a young artist and not an art student, why am i receiving grades, &gt;&gt;&gt;or paying so much tuition money? why do i have so little control over the system that is governing my career decision, or so little voice in a discussion that is taking place about it?&lt;&lt;&lt;&lt;br /&gt;while accomplished professors can tout the maturity of their students by calling them 'young artists', they ignore the fact that &gt;&gt;&gt;we still have to fit into an age-old bureaucratic paradigm that is nearly impossible to circumvent&lt;&lt;&lt;. if anything, that is the biggest problem with art school today - &gt;&gt;&gt;there are no clear alternatives to it. it is a given; it is understood to be 'just the way it is'&lt;&lt;&lt;. even mike kelley and alex bag, your two examples of artists whose work supposedly functioned as art school 'institutional critique', &gt;&gt;&gt;still operate within an existing framework&lt;&lt;&lt;. &gt;&gt;&gt;they satirize it or draw attention to it, but they do not demand or suggest alternatives to it&lt;&lt;&lt;.&lt;br /&gt;not only was this nearly left out of the discussion, but so was another frustrating issue: &gt;&gt;&gt;the epidemic of student complicity&lt;&lt;&lt;. the reason why art students are not young artists is because, &gt;&gt;&gt;for the most part, they are indifferent to the way they are educated&lt;&lt;&lt;. this last quarter, a few friends and i tried to start a club where we would get together and address what we felt wasn't working at ucla, and why and how we might change it. at the end of the quarter, interest in these issues seemed to have dwindled considerably. this might have something to do with the fact that &gt;&gt;&gt;when we tried to organize a department-wide community event, we were shot down because of lack of proper paperwork. we are students because we are complicit because it prevents us from being any other way&lt;&lt;&lt;. archie rand touched on this in his piece: 'mfa programs have become 'ideal monopolies'. they are the only game in town if a young artist needs credibility or a network. this is as dangerous as it is inescapable'.&lt;br /&gt;oddly enough this no-alternative 'idea monopoly' relates to robert storr's apt point about the ubiquity of postmodern rhetoric at art school. he states, 'if you're anxious about the rise of authoritarianism - and who isn't - then buck it... &gt;&gt;&gt; it's time for post-modern generations to make up vocabularies and metaphors of their own - and teach them to their elders.'&lt;&lt;&lt;&gt;&gt;&gt; it is already bad enough that most of my peers seem content with the system as it is - but moreover, negation of the system would seem symptomatic of an avant-garde and of 'grand narratives' that postmodernism had declared out of date&lt;&lt;&lt;. the postmodern argument is still very much alive at art school - for example, at ucla there was recently an entire class devoted to the theme of 'reproduction, remakes and covers.'&lt;br /&gt;storr's call to replace the dated jargon of postmodernism contradicts bruce ferguson's argument that there has been an 'almost complete break between art history and the practice or art-making'. i often wonder, is my goal to make art, or is my goal to contribute the next step in art-historical discourse? whatever the answer is, it is clear that we have a lot of work to do. yet sometimes &gt;&gt;&gt;i am scared that art school is not equipping me well enough to do it&lt;&lt;&lt;.&lt;br /&gt;jaymee martin&lt;br /&gt;los angeles.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-4696174711263076353?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/4696174711263076353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=4696174711263076353' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/4696174711263076353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/4696174711263076353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2007/09/art-in-america-setembro-cartas.html' title='Art in America, setembro, cartas'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-7798573490073931637</id><published>2007-09-01T11:06:00.001-07:00</published><updated>2007-09-01T11:07:35.765-07:00</updated><title type='text'>Pequenos Milagres (Grupo Galpão, apresentação de 18/08/2007)</title><content type='html'>Texto: Emprestado de histórias reais, envolvem fait divers (cabeça de cachorro e casal náufrago) e enredos em que a memória é o que mais se faz presente (o pracinha da feb e o vestido). A idéia da viagem do menino faz de Cabeça de cachorro o enredo que inicia e finaliza toda a encenação. O pracinha da feb arremete em drama, o vestido puxa mais para a comédia, e o casal náufrago radicaliza numa tragédia em clima noir. Ágil e repleto de pequenas sacadas que atráem a atenção da platéia e convidam à ironia, identificação e complacência, o texto exagera um pouco, contudo, em clichês, atribuindo aos personagens identificações mais chapadas do que eles mesmo têm.&lt;br /&gt;Cenário: Centrado numa grande estrutura que preenche todo o fundo do palco, composta de portas, janelas, gavetas, etc., que escondem artefatos fundamentais a determinadas cenas, e dão a base a encenações extremamente empáticas (exemplo: a introdução ao jogo do milhão, em casal náufrago), o cenário da peça serve perfeitamente como artifício de união das diversas tramas, sem que ocorra, um minuto sequer, confusão quanto aquilo (história, momento da história) a que a cena se refere. Destaque às gavetas que encenam serviços e trocas comerciais (em o vestido) e ao uso de brinquedos (sob a forma de ônibus e táxis) em cabeça de cachorro e casal náufrago: soluções fáceis e eficientíssimas. Por sua parte, a encenação da guerra em o&lt;br /&gt;pracinha da feb esbanja em realismo sem mau gosto. Algumas saídas cênicas (imagens projetadas no telão), se prometem, cumprem pouco, contudo. A chamada pesquisa musical deixa a desejar, reaproveitando música mais do que conhecida de Madredeus em momentos (abertura e encerramento) que mereceriam menor desleixo ou maior pesquisa, independente de gostos pessoais (ao que parece, o critério para a escolha da música em particular).&lt;br /&gt;Atuações: Todos os atores parecem muito à vontade em seus papéis respectivos, em especial Antonio Edson (o menino João, em cabeça de cachorro), Arildo de Barros (seu Henrique) e Paulo André (Henrique em O pracinha da feb), Inês Peixoto (Maria em O Vestido) e Lydia del Picchia (Cinira em Casal Náufrago). Destaque em particular para Eduardo Moreira (Adauto em Casal Náufrago), que consegue transparecer como poucos o limbo em que personagens do tipo Chinaski (personagem autoreferente do escritor Bukowski) insistem em permanecer (com a ressalva de que Adauto parece acreditar em uma saída, o que os outros não buscam mais). Muito difícil de manter sem descambar no mau gosto, a força dos personagens de Casal Náufrago mereceriam um tratamento mais demorado em outra peça, em outra trama. As outras tramas bastam-se por si. No final, Antonio Edson (João) faz do físico e do talento as maiores armas para conduzir a trama a um desenlace realmente emocionante (o encontro com o mar).&lt;br /&gt;Direção: Paulo de Moraes é diretor convidado pelo grupo, cumprindo sua tarefa discretamente, sem deixar a peteca cair, dando margem a um trabalho consistente dos atores e da produção, num espetáculo relativamente longo e muito complexo em movimentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Não resisto a comentar a apresentação, mesmo transcorrido tanto tempo, por um motivo de maior permanência: discutir comigo mesmo até que ponto faz parte de meus objetivos embarcar em teatro dito "sério", profissional ou mesmo tradicional.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-7798573490073931637?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/7798573490073931637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=7798573490073931637' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/7798573490073931637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/7798573490073931637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2007/09/pequenos-milagres-grupo-galpo.html' title='Pequenos Milagres (Grupo Galpão, apresentação de 18/08/2007)'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-4022327140914976422</id><published>2007-08-29T20:12:00.000-07:00</published><updated>2007-08-29T20:14:56.581-07:00</updated><title type='text'>Terra em Trânsito e Rainha Mentira (G.Thomas) (espetáculo de 28/08/2007)</title><content type='html'>Diversas novas abordagens e questões foram levantadas pelo espetáculo desse dia. Durante os ensaios de 2006 de Terra em Trânsito, o autor/diretor insistia na ênfase em entonação, dica constantemente repetida durante os workshops de 2007. Tais ênfases conduzem o espectador a um novo nível de convicção: mais terra-a-terra, às raízes dos problemas. A atriz presa é uma carioca da gema perdida em referências que não consegue digerir (muito menos compreender), esvaziada de convicções (mantendo apenas a energia), morta por antecipação à espera do momento que para ela nunca chega (o canto de Isolda). O texto foi feito para Fernanda Montenegro, constituindo-se assim numa soberba brincadeira a quaisquer estrelismos. No espetáculo de 28/08, penúltimo da temporada, o entrosamento (mudo) da atriz com o cisne, num suspense sem razão de ser, teve também nova dinâmica, muito mais ágil que de costume, assim como os rompantes de indignação (falsa) e de pasmo. Especial dessa vez foi a cena de sexo virtual com o cisne, assoberbando o conteúdo dramático do texto num timing perfeito, como numa transa real, muito engraçada. Um problema continuou sendo o uso de risadas da platéia como bengala com a qual visa-se suportar certa insegurança ou carência de retorno (imaginária - pois o público permanece realmente atento) por parte do público.&lt;br /&gt;Mais enxuta, em Rainha Mentira foi adotado um formato de maior coesão (nesse dia) e menor complexidade. A decupagem de trechos na música e a retirada de blocos inteiros de não-ditos (reduzindo o tempo do enigma) tornaram a peça mais agitada e menos soturna. Na cena final, o menor tempo possibilitou centrar o foco na fala em off, assim como na conexão entre as atuações apresentadas, sem a corriqueira dispersão de atenções. Houve certa dispersão em alguns momentos da atuação de Luciana Fróes (timing não correspondia perfeitamente à trilha), embora isso possa ter sido proposital por parte do diretor, sem que isso contudo comprometesse muito. Uma temporada mais longa permitiria claramente atingir muito maior número de pontos incontroversos de excelência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-4022327140914976422?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/4022327140914976422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=4022327140914976422' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/4022327140914976422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/4022327140914976422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2007/08/terra-em-trnsito-e-rainha-mentira.html' title='Terra em Trânsito e Rainha Mentira (G.Thomas) (espetáculo de 28/08/2007)'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-176517923611787919</id><published>2007-08-25T22:43:00.000-07:00</published><updated>2007-08-25T22:44:43.325-07:00</updated><title type='text'>Camino Real (Tennessee Williams, dir. Nelson Baskerville) (25 de agosto de 2007)</title><content type='html'>Texto: Ágil, repleto de referências artísticas e intelectuais, com picos melodramáticos patentes, provocações de ordem empática e política. Atualíssimo no tema, um pouco datado nas referências, um pouco mais afastado no tom melodramático. Engraçado e triste às vezes, irresistível diversas vezes.&lt;br /&gt;Cenário: Leve, com diversos recursos que promovem maior riqueza e agilidade. Telões que exibem imagens, escondem ações, revelam atuações; trilho central promove maior movimento; caixas, espelhos, plataformas; praticamente todas as instalações à vista servem para o espetáculo.&lt;br /&gt;Atuações: Elenco muito menor (10 atores) do que aparece, pela agilidade imprimida ao texto. Diversidade que ó às vezes confunde um pouco. Atuações com ênfases muito variadas. Anna Cecília Junqueira privilegiando o essencialmente corporal. Walter Portela e Adilson Azevedo com maior ênfase às empostações de fala. Fernando Fecchio num papel histriônico, bem trabalhado. Duas ou três vezes, chamam à participação do público, exemplificando o emudecimento-inação políticos (tese da peça?). Camila Raffanti num meio termo, dominando a dramaticidade do papel de Lord Byron. Não posso comentar o trabalho de Damásio Marques, Felipe Schermann, Flávia Lorenzi e Luciana Azevedo, pois não sei quem é quem. As atuações aparecem niveladas, o que ajuda a conduzir as atenções numa peça muitíssimo movimentada (longa, em duas partes,&lt;br /&gt;com intervalos).&lt;br /&gt;Direção: Segura, precisa, bem ensaiada. Pequenos erros num e noutro momento, nada que comprometa.&lt;br /&gt;Comentário (o tema me atrai em especial): Williams fez com a peça a revisão do mito de Cervantes pós-segunda guerra, prenunciando a Guerra Fria. Dom Quixote está só (sem Sancho) e dorme. A peça é o desenrolar do sonho de Quixote. Tema atualíssimo, muitíssimo adequado para quem quer repensar a anomia política reinante. Os referenciais artísticos (explicados no saguão do Tucarena) delimitam o momento, mas não se restringem a ele, por serem ainda válidos. Empréstimos à história recente (Che, por exemplo) ajudam a avançar na história sem contudo chegar ao momento atual. A presença de Casanova, de Marguerite (algo a ver com Celan?), não levam a peça à incompreensão. O que poderia ser apenas de âmbito pessoal dos&lt;br /&gt;personagens assume caráter realmente amplo, assim como todas as cenas referidas ao uso da violência, do sarcasmo, da humilhação (econômica ou de poder), etc. A primeira parte da peça transcorre melhor que a segunda. O uso de Madonna deixa a desejar. Algumas sobreposições de atuações (dialogações) perdem um pouco a depender da posição do espectador. Longa e complexa, a peça prende a atenção, mas pode deixar algumas lacunas aos desavisados. Por mim, animou-me muito e gostei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-176517923611787919?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/176517923611787919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=176517923611787919' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/176517923611787919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/176517923611787919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2007/08/camino-real-tennessee-williams-dir.html' title='Camino Real (Tennessee Williams, dir. Nelson Baskerville) (25 de agosto de 2007)'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-8130757374658006506</id><published>2007-08-24T18:14:00.000-07:00</published><updated>2007-08-24T18:15:36.096-07:00</updated><title type='text'>Canto mas non presto (21 de agosto, piu piu, bixiga)</title><content type='html'>Grupo: octeto (meio a meio, madrigal?) que canta, interpreta e teatraliza autores de mpb contemporânea.&lt;br /&gt;Onde: piu piu, no bixiga, terça passada (21 de agosto). casa com público de no máximo 20 pessoas.&lt;br /&gt;Como: iluminação péssima, microfones, palco pequeno. convidado por tatiana rebello (soprano?)&lt;br /&gt;Foi: números claramente ensaiados sob condições diferenciadas. Lamento sertanejo, perfeito. arrigo barnabé, teatralizado com certa contenção. luzes independentes estragam surpresa de batalha naval. grupo sai contrariado, sabendo que em locais bem mais alentados seria possível desenvolver trabalho convincente. dialogação plausível entre os membros torna-se, segundo eles, prejudicada pela ausência do próprio retorno (sonoro). terminado o espetáculo, discussão quanto a desavenças internas coloca em questão a crença pessoal e profissional no trabalho desenvolvido.&lt;br /&gt;Comentário: crer é insistir, sem qualquer garantia quanto a qualquer resultado. adaptação é a lei dos fortes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-8130757374658006506?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/8130757374658006506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=8130757374658006506' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/8130757374658006506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/8130757374658006506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2007/08/canto-mas-non-presto-21-de-agosto-piu.html' title='Canto mas non presto (21 de agosto, piu piu, bixiga)'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-4195653170351186418</id><published>2007-08-24T18:12:00.000-07:00</published><updated>2007-08-24T18:14:32.952-07:00</updated><title type='text'>Uma pilha de pratos na cozinha (Mario Bortolotto, dir. Mario Bortolotto)  (espetáculo de 12/08)</title><content type='html'>Texto: Diálogos esparsos no começo, que deixam espaço à caracterização gestual dos personagens. Provocações em seqüência dão aos poucos espaço à trama amor-morte que irá conduzir o desenlace final. Diálogos fortes, de personagens que perscrutam as próprias estranhas à frente do público, fortalecem o drama a ponto de revelarem atualíssimo lirismo, com sólida empatia. O público cala, tomado pela emoção. Final sem palavras, a ser melhor trabalhado em timing e luz.&lt;br /&gt;Cenário: Mesa, pilha de pratos, cadeira, poltrona. Bebida real rega a trama, afetando os atores, exigindo-lhes controle sem deixar de afetar olhares e vozes.&lt;br /&gt;Atuações: Caricaturais no começo, como Bukowskis pouco convincentes (Otávio Martins). Alex Gruli com trejeitos excessivos, também pouco convincentes. A cena transcorre em disputa rasteira, gestual, até a entrada de Eduardo Chagas (sardônico) e Paula Cohen (com sua ambígua força-fraqueza em inteiro domínio da cena). Enquanto as esgrimas verbais revelam as mais profundas feridas, são expostas as tramas macabras da vida e morte que mantêm a interdependência entre as abjeções dos personagens. A exposição do drama pessoal do personagem de Martins fica prejudicada pela quase caricaturação, mas isso mostra-se superado nos diálogos com Cohen. Embate-diálogo Gruli x Cohen expõe machismo em questão x busca de felicidade, muito bem resolvido.&lt;br /&gt;Direção: Frágil no começo (onde mais seria exigida), com discrição até o final (onde também mais seria exigida).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-4195653170351186418?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/4195653170351186418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=4195653170351186418' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/4195653170351186418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/4195653170351186418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2007/08/uma-pilha-de-pratos-na-cozinha-mario.html' title='Uma pilha de pratos na cozinha (Mario Bortolotto, dir. Mario Bortolotto)  (espetáculo de 12/08)'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-869241699315556513</id><published>2007-08-24T14:38:00.000-07:00</published><updated>2007-08-24T14:39:55.479-07:00</updated><title type='text'>Terra em Trânsito e Rainha Mentira (G.Thomas)</title><content type='html'>os comentários da ana peluso me acordaram, há alguns dias, face a tarefa de jogar a bola pra frente nos espetáculos do gerald. e agora topo a parada.&lt;br /&gt;tendo visto sei lá quantas vezes Terra em trânsito, decorado partes, agasalhado novas sacadas, a emoção em mim sempre surge quando a fabi, divina quase sempre, diz "esta é a terra em trânsito, sempre em movimento", etc., e surge a ária (é ária?) de tristão e isolda, quando isolda grita um grito desumano, e fabi morre no próprio grito, engolindo a si mesma, nesse egolatrismo desmedido de quem se vê sempre no centro de um tudo que é nada.&lt;br /&gt;mas eis que em rainha mentira o papo é outro, todo um lamento, toda uma queda, diversas quedas, aliás, todo um lamento de um filho que se admite fraco, e põe fraco nisso, face a história de uma mãe perseguida por tramas e tramas, e dores, sabendo-se para sempre culpado. por quê? pois entre eles havia, sempre houve, também uma lacuna, uma parede, um sei lá, um inominável. um inominável que faz o filho escrever, e encenar, e recuperar a história da mãe.&lt;br /&gt;contrapontos não valem aqui, o que importa é que, se em terra em trânsito a escapatória não existe, em rainha mentira ao menos há a assunção de lamentos, a encarnação pela fabi de uma mãe que apenas podemos imaginar, está morta, morreu em 7 de agosto de 2006, e que agora tornou-se o encanto de uma peça.&lt;br /&gt;em terra em trânsito a desesperança está na própria circularidade do universo em chamas, em rainha mentira as lágrimas sobem e somem, e embora as torres permaneçam na lembrança é a trajetória de sofrimento, um sofrimento honesto, que se torna eterna. até há pouco, rainha mentira estava encalacrada em meu feeling, dado que não aceitava, em mim, jogar a peteca para trás, para aqueles que nos geraram, em bens e males, mas agora, com o gerald, sou mais uma vez provocado a voltar, a retornar àquilo que ouso não avaliar, como homem feito.&lt;br /&gt;obrigado, gerald, querido.&lt;br /&gt;Contrera&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-869241699315556513?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/869241699315556513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=869241699315556513' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/869241699315556513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/869241699315556513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2007/08/terra-em-trnsito-e-rainha-mentira-g.html' title='Terra em Trânsito e Rainha Mentira (G.Thomas)'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2626830540569612343.post-2774063961673932555</id><published>2007-08-19T19:47:00.000-07:00</published><updated>2007-08-19T19:53:45.744-07:00</updated><title type='text'>1 e 2</title><content type='html'>Inaugurando meus comentários sobre teatro, discorro algumas linhas sobre Roxo, de Jon Fosse, dirigido por Fernanda d'Umbra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto: Diálogos precisos, quase sempre com algo não dito por detrás de aparente simplicidade. Mensagens não ditas que remetem quase sempre a cumplicidade, e que exigem ambigüidade chapada por parte dos atores.&lt;br /&gt;Cenário: Necessariamente simplório, quase exigindo enxergar as irregularidades das paredes, tetos, instalações elétricas. Instrumentos com timbres arregaçados.&lt;br /&gt;Atuações: Destaques para Fabiano Ramos (o guitarrista), com fragilidade irregular, Didio Perini (o baterista), com violência bate-pronto, e Júlia Novaes (a garota), de timbre metálico, transmitindo a falsa beleza das meninas superficiais.&lt;br /&gt;Direção: Comedida, bem calculada, sem deixar a peteca cair. O texto flui maravilhosamente. O fim chega suavemente. Mal sente-se o tempo passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, Faz de conta que tem sol lá fora, de Ivam Cabral, direção de Aline Meyer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto: Diálogos redundantes, propositais, que convidam a curtir a superficialidade dos personagens. Caracterizações ciclotímicas (real-imaginário), em que os personagens fogem de situações (inaceitáveis) entrando em novas armadilhas. Texto irônico, que exige atenção dos atores e espectadores.&lt;br /&gt;Cenário: Dentro-fora marcado por véus que conduzem a uma necessária claustrofobia na alma dos personagens e das tramas (todos são prisioneiros de si mesmos, de alguma forma).&lt;br /&gt;Atuações: Jerusa Franco e Nilton Bicudo cumprem as atuações com alguns exageros (no começo, da parte dele) e com nervosismos contidos (mas que convencem). O texto, complexo, requereria ainda mais trabalho.&lt;br /&gt;Direção: Discreta, mas sem destaques. A iluminação não ajuda nos momentos cruciais, e o quarto com véus impede os espectadores dos cantos de verem bem a cena. O quarto devia ser um losango (mais largo perto dos espectadores, mais estreito na parede oposta), para permitir melhor visão. Mas a saída seria difícil, tecnicamente falando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2626830540569612343-2774063961673932555?l=comentariossobreteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/feeds/2774063961673932555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2626830540569612343&amp;postID=2774063961673932555' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/2774063961673932555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2626830540569612343/posts/default/2774063961673932555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comentariossobreteatro.blogspot.com/2007/08/1-e-2.html' title='1 e 2'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
